domingo, 31 de maio de 2015

O TITANIC NAUFRAGA NAS ÁGUAS BRITÂNICAS DA CONTENÇÃO E SOBRIEDADE

Nem bem chegou ao fundo do mar, o Titanic despertou o interesse do cinema. Saved from the Titanic (1912), de Étienne Arnaud, com dez minutos, é a primeira transposição às telas dos dramáticos eventos que atingiram o navio considerado a prova de naufrágio. Na batalha ideológica contra a Inglaterra, a Alemanha de Hitler produziu Titanic (1943), peça de propaganda de Helbert Selpin e Werner Klinger. Atualmente, a superprodução Titanic (Titanic, 1997), de James Cameron, é a realização mais famosa e rentável sobre a malfadada embarcação. Desbancou Náufragos do Titanic (Titanic, 1953), de Jean Negulesco. Porém, a mais contida e sóbria, também menos conhecida, é a adaptação inglesa Somente Deus por testemunha (A night to remember, 1958), de Roy Ward Baker. Sua principal qualidade é a busca de objetividade na exposição da tragédia, inclusive em seus antecedentes. Paradoxalmente, aí também reside o seu ponto fraco: faltou à direção a atribuição de marca autoral à história, que se torna, em muitos momentos, prisioneira da impessoalidade burocrática. A apreciação a seguir, de 1995, passou por ligeira revisão e atualização em 2010.






Somente Deus por testemunha
A night to remember

Direção:
Roy Ward Baker
Produção:
William MacQuity
Rank Organisation
Inglaterra — 1958
Elenco:
Kenneth Moore, Jill Dixon, Laurence Naismith, Honor Blackman, Frank Lawton, Alec McCowen, David McCallum, Ronald Allen, Robert Ayres, Anthony Bushell, John Cairney, Jane Downs, James Dyrenforth, Michael Goodliffe, Kenneth Griffith, Harriette Johns, Richard Leech,Tucker McGuire, John Merivale, Ralph Michael, Russel Napier, Redmond Phillips, George Rose, Joseph Tomelty, Patrick Waddington, Jack Watling, Geoffrey Bayldon, Michael Bryant, Cyril Chamberlain, Richard Clarke, Bee Duffell, Harold Goldblatt, Gerald Harper, Richard Hayward, Thomas Heathcote, Danuta Karell, Christina Lubicz, Barry McGregor, Eddie Malin, Patrick McAlinney, Helen Misener, Mary Monahan, Howard Pays, Philip Ray, Harold Siddons, Julian Somers, Tin Turner, Meier Tzelniker e os não creditados Bart Allison, Jean Anderson, Keith Anderson, Maidie Andrews, Roger Avon, Denise Aylmer, Richard Beale, Charles Belchier, Joan Benham, Janet Bradbury, Douglas Bradley-Smith, Olwen Brookes, Jeremy Bulloch, Peter Burton, Henry Campbell, Pauline Challoner, Pauline Chamberlain, Alexis Chesnakov, Donald Churchill, Sean Connery, George A. Cooper, Emerton Court, John Dunbar, Gay Emma, Bernard Fox, Peter Grant, Rosamund Greenwood, Jonathan Hanson, Paul Hardwick, Gladys Henson, Carmen Hill, Arthur Hosking, Glyn Houston, Robert James, Stratford Johns, Jeremy Judge, Andrew Keir, Ann Lancaster, Howard Lang, Gerald Lawson, Michael Lees, Charles Leno, Desmond Llewelyn, Arthur Lovegrove, Stephen Lowe, Clive Marshall, Allan McClelland, John Moulder-Brown, Tom Naylor, Derren Nesbitt, Etain O'Dell, Maureen O'Reilly, Hal Osmond, Anthony Pendrell, Steve Plytas, Robert Raglan, Mavis Ranson, John Richardson, Joyce Riley, George Roderick, Alan Rolfe, Norman Rossington, Grace Denbigh Russell, Hennie Scott, Robert Scroggins, Richard Shaw, Charles Stapley, Jack Stewart, Marianne Stone, James Sutherland, Dudley Sutton, Alma Taylor, Larry Taylor, Teresa Thorne, The Blake Twins, Stuart Wagstaff, John Warren, Russell Waters, Joey White, Gordon Whiting, Kathleen Williams.



À esquerda, o diretor Roy Ward Baker



10 de abril de 1912: o transatlântico Titanic, em viagem inaugural, zarpa do porto de Southampton, Inglaterra, com destino a Nova York. No comando segue o experiente Capitão Edward Smith, fazendo a última viagem antes da aposentadoria. Estão a bordo 1316 passageiros, assim distribuídos: 332 na primeira classe, 276 na segunda e 708 na terceira. Ao todo, contando com a tripulação, são 2228[1] pessoas. Quatro dias depois, por volta das 19 horas, a embarcação colide com um iceberg nas águas geladas do Atlântico Norte. Estava a 400 milhas de St. John's, na Groenlândia, e a 800 milhas do destino final. O choque rasga o aço do casco. Não há condições de recuperação. O Titanic poderia flutuar com até quatro compartimentos inundados, mas ultrapassa rapidamente esse limite. Irá a pique em 90 minutos. A operação de salvamento é um dos maiores dramas coletivos do século. Os barcos salva-vidas, em quantidade insuficiente, comportam no máximo 1200 pessoas, mas são lançados com apenas 750. Os sobreviventes  60% da primeira classe, 44% da segunda e 25% da terceira  são recolhidos pelo Carphatia, 150 minutos após a total submersão da embarcação. Cerca de 1500 passageiros e tripulantes perecem no oceano escuro e gelado.


O inesperado naufrágio do Titanic, logo na primeira viagem, desperta de imediato o interesse do cinema. Um mês após o desastre entra em cartaz Saved from the Titanic, de 10 minutos, dirigido por Étienne Arnaud, baseado no depoimento da sobrevivente Dorothy Gibson, atriz que, curiosamente, interpreta a si própria. Durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, a máquina de propaganda nazista, tendo por mira a "decadente Inglaterra", confia a Helbert Selpin e, em seguida, ao não creditado Werner Klinger, o drama politicamente mais comprometido sobre o naufrágio: Titanic (1943). Em 1953, nos Estados Unidos, Jean Negulesco dirige o filme mais conhecido sobre o assunto[2]: Náufragos do Titanic (Titanic), realização que não esconde o propósito de provocar comoção. O melhor aparece cinco anos depois: Somente Deus por testemunha, produção inglesa, não muito conhecida, que desbancaria facilmente o filme de Negulesco não fosse o boicote sofrido no mercado estadunidense.


Considerado a prova de naufrágio, o Titanic vai a pique em sua viagem inaugural


Roy Ward Baker começa no cinema na década de trinta como assistente de Alfred Hitchcock e do futuro realizador disneyano Robert Stevenson. Estreia na direção em 1947, com O homem de outubro (The October man). Dois anos depois realiza Morning departure[3] e desperta o interesse do big boss Darryl F. Zanuck, da 20th. Century-Fox, que o convida para o cinema estadunidense. Nos EUA, Baker cumpre curta carreira. Dirige quatro filmes: Jamais te esquecerei (The house on the square, 1951), Almas desesperadas (Don't bother to knock, 1952), Veneno em teus lábios (Night without sleep, 1952) e Rastros do inferno (Inferno, 1953). Logo volta à Inglaterra. Prossegue numa trajetória relativamente apagada, realizando de tudo um pouco. No fim dos anos 60 assina contrato com a Hammer Film Productions e de dedica aos filmes de horror.


Um dos melhores trabalhos de Baker, se não o melhor, é Somente deus por testemunha. O ponto de partida é o livro de Walter Lord, baseado nos depoimentos dos sobreviventes e nos resultados dos inquéritos judiciais montados nos Estados Unidos e Inglaterra com o propósito de identificar causas e responsabilidades do naufrágio. O roteiro de Eric Ambler, estruturado como docudrama, procura mais observar e registrar ao invés de liberar lágrimas e emoções com a reconstituição do inevitável naufrágio, conhecido por qualquer espectador minimamente informado. Paradoxalmente, é essa contenção — responsável pelas melhores qualidades do filme — a causa de seus pontos fracos. Ao perseguir a objetividade do ponto de vista, Baker perdeu também a oportunidade de conferir marca autoral à obra. Por isso, também, a narrativa é, às vezes, excessivamente burocrática, mal que volta e meia assola algumas produções britânicas.


Não há heróis em Somente Deus por testemunha, muito menos uma história de amor edificante para acrescentar colorido especial à tragédia. O elenco, totalmente britânico, é formado por nomes de peso, porém, estranhos ao star system, logo ao grande público[4]. Aparentemente, pertence a Kenneth Moore, na pele de Charles Herbert Lightoller, suboficial que coordena a evacuação do navio e sobrevive ao naufrágio, o papel principal numa história onde, grosso modo, ninguém se destaca. Sobressaem-se o Titanic, as circunstâncias que cercam o naufrágio e o microcosmo social distribuído pelos conveses, salões, porões e cabinas.


Acima, à esquerda, o suboficial Lightoller, vivido por Kenneth Moore, tenta racionalizar o processo de evacuação do navio
Abaixo, a passageira Mrs.  Liz Lucas, interpretada por Honor Blackman


Na forma como o filme foi concebido, o Titanic reproduz e comenta a rígida estratificação social britânica do começo do século 20. Junto com isso, traz para bordo a arrogância e o preconceito típicos daqueles que se posicionam no topo da hierarquia e, logicamente, formam a primeira classe da embarcação. Esta ocupa o convés superior e observa, com desprezo, os passageiros de segunda e terceira extrações, alojados em cabinas posicionadas nas partes inferiores, formados por comerciantes, trabalhadores e emigrantes que partem para tentar a sorte na América. Mais abaixo, nos porões e nas salas de máquinas, sujo de óleo, graxa e carvão, está o exército invisível de operadores, responsável pelo funcionamento e movimentação do mundo sobre o mar.


Entretanto, em que pesem as diferenças de classe, todo o Titanic, sem exceção, é a celebração da mais desmedida arrogância. Sua construção, largamente alardeada, absorveu o que havia de mais moderno na engenharia naval da época. Era o suprassumo do progresso, do desenvolvimento científico e tecnológico. Tratava-se da prova inconteste do gênio inglês, o argumento definitivo da superioridade britânica no cenário internacional. Todos acreditavam ser o Titanic a maior realização do homem até aquele momento. Nunca se viu embarcação mais moderna, luxuosa e sofisticada a singrar os mares. Ao lado de tudo isso se consolida a crença geral de sua indestrutibilidade. Sim, o Titanic jamais afundaria! Representava a vitória do homem sobre a natureza e o imponderável.



Acima e abaixo (ao centro), o suboficial Charles Herbert Lightoller (Kenneth Moore)


A cisão social instaurada a bordo, mais a irrefutável crença na invulnerabilidade do barco ultrapassando todos os níveis desculpáveis de irresponsabilidade constituem o cerne da história de Somente Deus por testemunha. São eixos narrativos desenvolvidos a contento. Reproduzem com felicidade e em miniatura o espírito de uma época que chega ao fim, simbolicamente, com a aterradora visão da inglória agonia do navio imóvel, emborcado, tragado pelo mar. Nas proximidades, sob o impacto da fotografia em preto e branco de Geoffrey Unsworth  que aproxima o céu escuro da superfície das águas , flutuam cadáveres e botes salva-vidas desordenados, ocupados por uma gente até há pouco vitoriosa, agora, incrédula e à deriva.


Apostando na invulnerabilidade, o Titanic ignora soberbamente os comunicados sobre condições de navegabilidade no Atlântico Norte, expedidos por navios próximos. Todos enfatizam a dispersão de blocos de gelo. Ao receber essas mensagens, o operador de rádio do Titanic não dá importância. Pede que não se intrometam no seu sinal. Ele precisa enviar mensagens dos passageiros endinheirados, comunicados exibicionistas e fúteis, quase todos descrevendo a viagem, falando de joias e negócios.


O passageiro Robbie Lucas (John Merivale) com o filho (Gay Emma, não creditado), no cenário da evacuação


A tragédia é precedida e acompanhada por uma comédia de erros. Após a colisão, refeitos do susto e outra vez acreditando no navio resistente a toda prova, alguns passageiros fazem festa, divertindo-se no convés com blocos de gelo que outros recolhem como souvenirs. Já vivendo a realidade do naufrágio, o Titanic envia sucessivos pedidos de socorro, recebidos por várias embarcações. Apenas o Carpathia, distante 4 horas do local da tragédia, atende aos chamados, ignorados pelos navios mais próximos. Não passa pela cabeça de seus comandantes e tripulantes que o famoso Titanic pudesse afundar. Uma mensagem de resposta pede a confirmação do naufrágio junto com maiores detalhes e explicações (!). A tripulação do Califórnia, distante apenas 10 milhas do local da tragédia, apesar de estar com o rádio desligado avista a sucessão de foguetes sinalizadores lançados. Mas julga tratar-se de festa ou mensagem para outro navio (!). Alguém diz: "Não entendo por que um navio como aquele solta foguetes (!)".


A passageira Mrs. Margaret 'Molly' Brown (Tucker McGuire), no escaler, testemunha o naufrágio


Nenhum passageiro do Titanic é informado corretamente sobre o ocorrido. Simplesmente são chamados aos conveses, munidos de coletes salva-vidas. Surpresos, muitos acreditam tratar-se de exercício de naufrágio. Enquanto isso, diante da carência de barcos, o capitão ordena prioridade ao salvamento de mulheres e crianças, mas não é obedecido com presteza. Pouco a pouco, o quadro de incredulidade se transmuda no inferno de Dante sobre o mar. Com o navio fazendo água, cenas do cavalheirismo britânico misturam-se a outras de extrema pusilanimidade. O pior acontece às camadas inferiores, principalmente a terceira classe. Têm o acesso aos barcos bloqueados por portões trancados. As prioridades de salvamento são para a primeira classe. As outras, formadas de "malnascidos", que se virem.


A orquestra do Titanic cumpriu a função até o último tempo


Madames recusam-se a entrar nos barcos por estarem sem joias, inadequadamente vestidas, desacompanhadas dos maridos ou por sentirem frio. Outras acham o colete salva-vidas desconfortável e deselegante. Um cavalheiro exige a presença do criado particular para arredar o pé. A primeira classe não admite a companhia das demais nos barcos. Bonito fazem os membros da orquestra: tocam até o derradeiro fim. Thomas Andrews (Goodliffe), o engenheiro projetista da embarcação, naufraga com ela. Acompanha-o o Capitão Smith (Naismith). Um dos proprietários do Titanic, acovardado, embarca à sorrelfa num escaler de mulheres e crianças.


Thomas Andrews, engenheiro-projetista do Titanic - interpretado por Michael Goodliffe - , informa ao Capitão Edward Smith (Laurence Naismith), à esquerda, que o naufrágio é inevitável


Depois do naufrágio vêm as lições: patrulha incessante de gelo no Atlântico Norte, rádios de bordo funcionando em tempo integral, barcos salva-vidas em número suficiente para os passageiros.





Roteiro: Eric Ambler, baseado no livro de Walter Lord. Música: William Alwyn. Direção musical: Muir Mathieson, regendo a Orquestra Sinfônica de Londres. Direção de fotografia (preto-e-branco): Geoffrey Unsworth. Direção de arte: Alex Vetchinsky. Montagem: Sidney Hayers. Controle de produção: Arthur Alcott. Gerente de produção: Jack Hanbury. Assistente de diretor: Robert Asher. Operador de câmera: David Harcourt. Continuidade: Penny Daniels. Figurinos: Yvonne Caffin. Maquiagem: W. T. Partleton. Penteados: Pauline Trent, Biddy Chrystal (não creditado). Edição de som: Harry Miller. Gravação de som: Geoffrey Daniels, Gordon K. McCallum. Efeitos especiais: Bill Warrington. Camareiro: Len Townsend. Produtor executivo: Earl Saint John. Produção de elenco: Weston Drury Jr. (não creditado). Segundos assistentes de direção: Maurice Gibson (não creditado), David Tringham (não creditado). Terceiro assistente de direção: Ron Jackson (não creditado). Contrarregra: Bert Gaiters (não creditado). Assistente de som: Harry Fairbairn (não creditado). Dublês (não creditados): Jack Cooper, Nosher Powell, Jack Silk. Foco: John Alcott (não creditado). Segundo assistente de câmera: Mike Fox (não creditado). Fotografia de cena: Norman Gryspeerdt (não creditado). Operador de câmera da segunda unidade: Reg Johnson (não creditado). Direção de fotografia da segunda unidade: Skeets Kelly (não creditado). Segunda câmera: Ian McMillan (não creditado). Supervisão de guarda-roupa feminino: Dorothy Edwards (não creditado). Supervisão de guarda-roupa masculino: Bert Simmonds (não creditado). Controladoria da produção por Pinewood Studios: Arthur Alcott. Agradecimentos a: Joseph Boxhall, quarto oficial em comando do Titanic; Harry Grattidge, ex-comodoro da empresa The Cunard Line. Logo: B& D Film Corporation. Sistema de mixagem de som: Westrex Recording System. Tempo de exibição: 123 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 1995; revisto e atualizado em 2010)



[1] Este é o número correto e não os 2207 informados pela produção.
[2] Atualmente, o filme mais famoso sobre o navio e o naufrágio é Titanic (Titanic, 1997), de James Cameron (nota da revisão de 2010).
[3] Até onde se sabe, inédito no Brasil.
[4] Ainda longe do reconhecimento do público e do estrelato, aparecem em participações não creditadas Sean Connery, Bernard Fox, Andrew Keir e Desmond Llewelyn.

4 comentários:

  1. Confesso que não vi esta versão. Vi a de Negulesco e, é claro, a de Cameron. Lembro de menções ao Titanic nos filmes "A inconquistável Molly" e "La violetera". Dentre os atores, David Mac Callum seria, em 1965, o Judas Iscariotes de "A maior história de todos os tempos", de George Stevens, ao lado do bergmaniano Jesus vivido por Max von Sydow.

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    1. A versão do Jean Neguleco, "Náufragos do Titanic" ("Titanic", 1953), era figura recorrente na programação da TV por assinatura, principalmente do Telecine Classic - atual Telecine Cult - ao tempo em que essa TV e esse canal valiam alguma coisa. A adaptação que resultou nessa apreciação faz tempo que não mostra as caras.

      David MacCallum, não podemos esquecer, foi também, nos anos 60, um dos agentes da UNCLE. Defendeu o papel de Illya Kuryakin, ao lado do parceiro Napoleon Solo do Robert Vaughn. Hoje, o ator faz o divertido papel de um médico legista: o Dr. Donald Mallard, "Duck", na série televisiva "NCIS - Investigação Naval".

      Abraços.

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  2. Eugenio,

    Seria uma maravilha poder rever o filme em pauta para melhor colocar algo por aqui.

    E, para ser sincero, tive que recorrer à Internet para trazer o Baker à mente, já que, de inicio, achava que falavas do ator Stanley Baker, com quem vi tantos filmes, nem recordando de um diretor com este nome, lamentavelmente.

    Vi sim esta pelicula, assim como a do Negulesco. Porém, a do Cameron nos fez, praticamente, esquecer de tudo o que já havíamos visto sobre a tragédia.

    Assisti a fita no seu lançamento e, acho, uma vez mais na TV, também já há muitos anos.
    O que trago na memória desta é o seu P&B de alta qualidade, assim como um bom acabamento da pelicula, que é feita com algum esmero já que, na época em que o vi na vez primeira, saí do cinema muito impressionado com seu conteúdo e com o belo Título na mente.

    Como dizia, constatei que vi mais um filme deste diretor, que foi Almas Desesperadas/52, aquela fita onde o Widmark e a Monroe se encontram pela primeira e única vez nas telas.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Jurandir, caro;

      Você deve ter visto outros filmes dirigidos por Roy Ward Baker. Às vezes usava apenas Roy Baker. Ele foi diretor não creditado de "As neves do Kilimanjaro", de Henry King. Também dirigiu um curioso western inglês: "A história de um homem mau" (1961), com Dirk Bogarde e John Mills. Merecem atenção: "La fora ruge o ódio" (1961), "O valente dos mares" (1962) e, principalmente, "Uma sepultura na eternidade" (1967).

      Com relação ao filme do Cameron, "Titanic: para mim, é daquelas produções que podem impressionar pela primeira vez, dado o seu esmero e detalhamento. Porém, com o tempo, vai-se apagando lentamente de nossa memória. Sobre a tragédia do naufrágio, fico muito mais com os filmes anteriores, do Negulesco e do Roy Ward Baker.

      Abraços.

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