Denoy de Oliveira foi um aguerrido combatente do cinema brasileiro.
Dono de curta filmografia, auxiliou em demasia as realizações de colegas. Tive
o prazer de conhecê-lo pessoalmente em Viçosa/MG, quando da realização de
Mostra de Cinema Brasileiro bancada pelo Cine Clube DCE-UFV em 1984, evento que
cobri para o semanário Folha da Mata. Desfrutei do seu papo
em debates, caminhadas e nas mesas dos bares. Na ocasião, Denoy praticamente
lançou o então inédito O baiano fantasma. Meses antes vira
o seu Sete dias de agonia (O encalhe), metáfora sobre o Brasil dos
deserdados lançados no atoleiro de perplexidades do início da abertura política
do governo de João Batista Figueiredo. É um filme áspero, tenso, gritado, de
gestos largos, visceral como poucos, extraído do conto O encalhe dos 300, de
Domingos Pellegrini Jr. Trata-se de importante realização a merecer os devidos
destaques e resgate, como explicita esta apreciação originalmente datada de
1984 e revisada com o acréscimo de algumas considerações em 2002.
Sete dias de agonia
(O encalhe)
Direção:
Denoy de Oliveira
Produção:
Carlos Augusto de Oliveira
Cooperativa de Artistas e Técnicos
do Filme, Telemil Filmes, Blimp Filmes; Beca Produtora de Filmes, Embrafilme
Brasil — 1979
Elenco:
Eduardo Abbas, Katia Grumberg, Alain
Fresnot, José Fernandes, Ruthinéa de Moraes, Liana Duval, Maracy Mello, Ênio
Gonçalves, Luiz Serra, Cilas Gregório, Carlos Alberto Santana, Antônio Leite,
Osley Delamo, Ruy Leal, Edinor Cirilo, Maria Rita Costa, Cachimbo, Nice
Marinelli, Ana Lúcia Bastos Santos, Ulysses, Marthus Mathias, Carlos Capeletti,
Manfredo Bahia, Luiz Carlos Gomes, Tatu, Demo Vieira, Dirce Tangara Militelo,
Cristiano Araújo, Damasceno Filho, Urano B. Toloto, Benedito Esbano, Família
Esbano, Barros Freire, Oswaldo Raphael, Wilson Sampson, Eduardo Rolly, Max
Fabiano, Zé da Ilha, Antônio de Souza, Márcio Ferreira, Adriano Silva, Cidinha
Sandri, Júlia Romoalda, Roseli Silva, Fernando Alcoragi, Milton Cecílio, Edson
Alcoragi, José Trujillo, José Damasceno, Ednor Messias, Mary Neubauer.
![]() |
José Dumont é Lambusca - O baiano fantasma (1984), de Denoy de Oliveira. À direita, o diretor. |
Mais que um
dedicado operário, Denoy de Oliveira foi, acima de tudo, um guerrilheiro do nosso
cinema[1].
Atuou em várias frentes e imprimiu marca muito pessoal aos problemáticos caminhos
da realização de filmes no Brasil. Assinou poucos trabalhos, mas contribuiu na
concretização de outros tantos, dos mais diversos diretores. Enfrentou
olimpicamente, de peito aberto, as maiores dificuldades para cavar um lugar ao
sol. É de seu irmão, o também cineasta Xavier de Oliveira[2],
o filme cujo título serve de síntese à sua trajetória: André, a cara e a coragem
(1971). Basta substituir por Denoy o nome do personagem interpretado por Stepan
Nercessian para se ter uma pálida ideia do espírito aguerrido do diretor de Sete
dias de agonia (O encalhe).
Antes do cinema,
Denoy de Oliveira esteve ligado ao teatro nos Centros Populares de Cultura da
União Nacional dos Estudantes (CPC-UNE) em 1962 e Opinião de 1964 a 1970. Participou
da elaboração do roteiro da peça Se correr o bicho pega, se ficar o bicho
come (1966) e se responsabilizou pela trilha musical da encenação de Dois
perdidos numa noite suja (1967). Estreou na direção cinematográfica com
o premiado Amante muito louca (1973), classificado por muitos mal
informados — que sequer o viram — como pornochanchada. A seguir realizou A
louca de Ipanema, segmento do tripico Este Rio muito louco (1977), também dirigido por Geraldo Brocchi e Luiz
de Miranda Corrêa[3]; J. J.
J., o amigo do Super Homem (1978); Sete dias de agonia (O
encalhe) (1982); os documentários Fala só de malandragem (1982) e Nós
de valor... nós de fato (1983); O baiano fantasma (1984); Panorama
histórico brasileiro (1989), em conjunto com João Batista de Andrade,
Francisco César Filho e Mirella Martinelli; o média metragem Que
filme "tu vai" fazer? (1991); e A grande noitada (1997).
Denoy fundou com
o irmão a Lestep Produções Cinematográficas. Compôs as canções de Marcelo
Zona Sul (1969), de Xavier de Oliveira, e musicou Um homem sem importância
(1971), de Alberto Salvá; André, a cara e a coragem; Amante
muito louca; Damas do prazer (1978), de Antônio
Meliande; A gargalhada final (1977), de Xavier de Oliveira; Sete
dias de agonia (O encalhe); O baiano fantasma e A
grande noitada. Roteirizou Amante muito louca; A
bela da tarde, segmento do tripico As
mulheres que fazem diferente (1974), de Claudio McDowell, Lenine Otoni e
Adnor Pitanga[4]; A
louca de Ipanema; Como matar uma sogra (1978), de Luiz
de Miranda Corrêa; Os melhores momentos da pornochanchada (1978), de Victor di
Mello e Lenine Otoni; Os indecentes, de Antonio Meliande
(1980); Sete dias de agonia (O encalhe), O baiano fantasma e A
grande noitada. Produziu André, a cara e a coragem — do qual
também foi gerente de produção — e O baiano fantasma (1984). Foi
produtor associado de A gargalhada final e produtor
executivo do curta Amor índio (2000), de Rui de Oliveira, lançado depois de sua
morte. Trabalhou como ator em Massacre no supermercado (1968), de
J. B. Tanko; Marcelo Zonal Sul (1968); Revólveres não cospem flores (1972),
de Alberto Salvá; Ainda agarro esse machão (1975), de Edward Freund; Doramundo
(1978), de João Batista de Andrade; O homem que virou suco (1981), de
João Batista de Andrade; Eles não usam black-tie (1981), de
Leon Hirszman; O último voo do condor (1982), de Emílio Fontana; Janete
(1983), de Chico Botelho; A próxima vítima (1983), de João Batista
de Andrade; Abrasasas (1984), de Reinaldo Volpato; Nasce uma mulher (1985),
de Roberto Santos; e A hora da estrela (1986), de Suzana
Amaral. Presidiu, de 1977 a 1980, a Associação Paulista de Cineastas (Apaci)[5].
Somente um diretor
como Denoy de Oliveira — curtido nas dificuldades tão conhecidas da realização cinematográfica
no Brasil — resistiria à terrível provação da concretização e do lançamento de Sete
dias de agonia (O encalhe). Quando a produção começou, em 1979, chamava-se
simplesmente O encalhe. O ponto de partida é o conto de Domingos Pellegrini
Jr., O
encalhe dos 300[6].
O filme é uma história de fundo moral e valorização política. A exemplo de
outras realizações do período, presta-se a uma metáfora do Brasil.
![]() |
Maracy Mello no papel de Irmã Cristina |
No fim dos anos
70 o modelo de desenvolvimento autoritário, repressivo e excludente do Regime
Militar estava próximo do esgotamento. O General João Batista Figueiredo
assumira a Presidência da República ungido pelo antecessor Ernesto Geisel. Este
promovera a "distensão lenta, gradual e segura". Caberia ao sucessor assegurar
a "abertura política". As contradições sociais, contidas a ferro e
fogo nos anos duros do regime, evidenciavam-se a olhos vistos. Num ambiente
marcado por revelações e perplexidade, a sociedade civil, há tanto tempo
apartada das práticas da cidadania, mostrava seu rosto. As greves dos
metalúrgicos do ABCD paulista reviam a estrutura sindical e mostravam o poder
de mobilização do setor moderno do operariado, disposto a se organizar
politicamente, de modo totalmente novo, em torno de um partido político. No
rastro das mobilizações promovidas pelas Comunidades Eclesiais de Base e das
mais diversas Pastorais do catolicismo progressista, os marginalizados cavavam
canais de representação e reivindicação. Exacerbavam-se os dilemas nacionais,
consequência lógica dos debates que se apresentavam. Tendo por pano de fundo um
país que começava a se mexer, Denoy de Oliveira, em estreita sintonia com o
momento, lança-se às filmagens de O encalhe.
![]() |
Imagem do desespero em Sete dias de agonia (O encalhe) |
O título tem
significados físicos e sociais. Durante temporada chuvosa, estrada de terra no
meio do nada se transforma em monumental atoleiro. Paralisa o tráfego dos mais
diversos veículos. Caminhoneiros, religiosos numa Kombi, boias-frias em um
ônibus, uma trupe circense, retirantes e famílias inteiras não conseguem,
durante uma semana, prosseguir viagem. São obrigados a longo e doloroso
convívio que expõe o pior e o melhor de cada qual. A situação beira o insustentável.
O ambiente de desgraças generalizadas permite a uns a exploração dos demais,
principalmente quando a carência alimentar se instala. Mas também promove a
união de outros na busca de soluções para o entrave. Se o desespero resulta em
medidas intempestivas e individualizadas, também permite que se tirem lições
proveitosas, de longo alcance, do imprevisto. Há os conformados à inevitabilidade
do encalhe e aqueles que tomam ciência de suas existências há muito encalhadas.
É um filme alimentado por vários recortes de pequenos dramas, em sintonia com o
momento vivido pelo país.
As filmagens, em
16mm e som direto, aconteceram praticamente durante maio de 1979. Foram concentradas
no cenário único de meio quilômetro de estrada especialmente cortada para a
produção, em plena floresta da Serra do Mar de São Paulo, entre a Rodovia dos
Imigrantes e a Via Anchieta. Dos cursos d'água próximos foi bombeada a água
fundamental à composição da chuva, lançada por mangueiras sobre a locação,
assim transformada em implacável atoleiro. A eletricidade necessária às
filmagens provinha das baterias dos veículos, cujos faróis forneciam iluminação
durante a noite, com apoio de lampiões. O empreendimento não exigia muitas
movimentações e tudo parecia resumido a procedimentos bastante simples. Entretanto,
muito dispêndio de esforço físico foi exigido do elenco largado ao aguaceiro e
lamaçal. Os escorregões e atoladas deveriam ser convincentes, do mesmo modo as encenações
de desespero. Tudo isso deixou atores e equipe com nervos à flor da pele,
favorecendo a veracidade da realização. O filme é áspero, tenso, gritado, de
gestos largos; visceral na medida.
Mas outras
dificuldades, impostas por carências orçamentárias, logo se impuseram. Parte
substantiva dos recursos foi despendida no aluguel dos veículos utilizados, principalmente
dos caminhões. Ao término das filmagens houve a falência de uma das empresas
produtoras, fator complicador à pós-produção. No decorrer de 1980 o filme ainda
estava em montagem. A
seguir, haveria a transposição do original para a bitola de 35mm. Em março de
1982, finalmente concluído, O encalhe entrou na fila de espera
do lançamento comercial, ficando na dependência dos cronogramas da Embrafilme,
encarregada da distribuição, e da boa vontade dos exibidores. A estreia se deu
um ano depois. Numa tentativa de afastar a urucubaca que o rondava, o filme
teve o nome alterado: Sete dias de agonia (O encalhe).
![]() |
Desespero e perplexidade marcam a realização de Denoy de Oliveira |
Apesar dos
revezes, o valor da realização não demoraria a ser provado. Antes de sua apresentação
ao grande público, recebeu no Festival de Gramado de 1982 o Kikito de Melhor
Atriz Coadjuvante para Ruthinéa de Moraes. No mesmo certame concorreu a Melhor
Filme. Também nesse ano foi agraciado com El Quijote no Festival Internacional
del Nuevo Cine Latino-Americano, em Havana. Participou
do Festival de Brasília em 1983, ano em que recebeu o Prêmio Especial Air
France de Cinema. Levantou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de Melhor
Filme em 1984.
Sete dias de
agonia (O encalhe) permite ao maestro Denoy de Oliveira reger uma
sinfonia exasperada, que convida o espectador sensibilizado à reflexão acerca
da penúria dos personagens encalhados. As imagens alternam momentos de dor,
crueldade, bondade, solidariedade, esperança, desespero, poesia e medo. Os
atores carregam nas emoções e não poderia ser diferente frente a uma situação que
a todo momento ameaça ultrapassar os limites do humanamente suportável. O filme
traduz com perfeição o bordão "Pior que está, não fica!", quando todos
sabem que sobram margens para tudo piorar ainda mais. Sete dias de agonia (O encalhe)
cativa por ser, ao mesmo tempo, vigoroso e simples na exposição dos problemas e
da matéria-prima que molda o caráter dos mais diversos indivíduos — prontos a
revelar o que são em atitudes previsíveis e inesperadas. A natureza dissolvente
que reuniu todos naquele cantinho lamacento do mundo funciona como diapasão aos
espíritos sob seu controle. Alguns se entregam à dissolução promovida pela
intempérie. Outros procuram se manter firmes, oferecendo muralhas de
resistência à situação. Os conflitos se instalam e cobram alternativas.
O motorista Grilo
(Gonçalves) tem a perna esmagada pela roda do caminhão que o grupo tentava
desatolar. Recebe os cuidados possíveis da freira Cristina (Mello), que não
impedem o processo inflamatório, a gangrena e os delírios decorrentes da febre.
Um recém-nascido morre de fome diante da perplexidade geral. Os mais frágeis se
embebedam. Famílias se esfacelam. Os religiosos endereçam fervorosos clamores a
Deus. A cafetina Verta (Duval) e a prostituta Lourdes (Moraes), também
flageladas e com necessidades urgentes a resolver, improvisam um bordel para
escândalo de uns e alívio de outros. Uma trupe circense (Família Esbano e
Picoli) tenta aliviar as tensões com um espetáculo improvisado. O abonado
Comendador (Leal) tenta permanecer à margem dos eventos, até a fome lançar a
atenção dos flagelados sobre seu valioso cavalo reprodutor puro-sangue.
![]() |
Irmã Cristina (Maracy Mello) questiona a fé |
A situação parece
não deixar espaços à esperança, mesmo diante da recusa de alguns em entregar os
pontos. Acumulam-se histórias de amor e ódio. Mas a camaradagem ainda encontra brechas
para aflorar. Apesar do atoleiro a vida tem que seguir em frente. Alguns
estão sozinhos e contam apenas com seus próprios esforços, como a retirante Dona
Umbelina (Maria Rita Costa) e sua prole. Um dos filhos pergunta: "Mãe,
para onde vamos?". A resposta: "Faz alguma diferença?". O
diálogo — apesar de totalmente outro — não deixa de lembrar a violenta reação
de Sinhá Vitória (Maria Ribeiro) em Vidas secas (1963), de Nelson
Pereira dos Santos, quando é questionada pelo filho acerca do inferno e se já
esteve lá. Em outro momento alguém diz "Mas a verdade é que a gente é
muito sozinho, muito sozinho mesmo!". Mas também se ouve que "O diabo
sempre aparece nas águas paradas". Sim, é verdade! Como revela Denoy de
Oliveira, o Capeta é dúbio. Pode aparecer para o mal, nas formas de solidão,
exploração e egoísmo; ou para o bem, pois o contexto ruim também permite germinar
o que há de melhor nas potencialidades humanas. E como atesta um dos
caminhoneiros ao final da história, o encalhe teve a sua serventia, ao
possibilitar uma reunião, um balanço coletivo de vidas que normalmente avançam
solitárias em cada lado da estrada.
![]() |
A prostituta Lourdes (Ruthinéa de Moraes) |
Na noite
encoberta do sétimo dia, a menina Mercedes (Lúcia Bastos Santos) — irmã da
recém-nascida morta pela inanição — distingue uma estrela. É sinal de bom
tempo. O momento permite aflorar a beleza possível naquelas condições marcadas
por tanto desalento. A poesia mais inesperada irrompe nas duras e sujas imagens
de Sete
dias de agonia (O encalhe). O final é uma interrogação. Para o bem e
para o mal, prenuncia novas viagens marcadas por experiências sem fim.
![]() |
O epílogo esperançoso |
A estrada pode
ser o escoadouro de uma metáfora da existência vista pelo prisma da aventura em
seus significados mais épicos e românticos. Felizmente, pode ser também o palco
à exposição de um anticlimático encalhe, sem permitir muitos espaços às
soluções fáceis, ainda mais quando a via serve de microcosmo à encenação dos
problemas e contradições de uma sociedade inteira. No filme, as margens do
traçado estão tomadas pela natureza surda a qualquer clamor. Ela pode, muitas
vezes, submeter ao seu compasso inflexível e imutável o fluxo de existências
que resultam de arranjos sociais e históricos. No caso brasileiro, o atoleiro social
e político resulta de uma bem urdida trama que advoga a naturalização dos
processos vitais. Mas Denoy de Oliveira, generoso, questionador, inconformado e
com olhos postos no futuro faz a vida fluir, mesmo que seus diversificados
personagens estejam, real ou metaforicamente, atolados de corpo e alma.
![]() |
A estrada convertida em atoleiro, uma metáfora das incertezas e impossibilidades brasileiras |
Coordenação de produção: Carlos Augusto de Oliveira. Equipe de produção: Daniel Santiago, Christiano Magiani, Milton Merlucci,
Antônio Machado da Silva, Leyla Fernandes, Geraldo Matias. Roteiro e diálogos: Denoy de Oliveira, com base no conto O
encalhe dos 300, de Domingos Pellegrini Jr. Assistência de direção e fotografia de cena: Flávio Porto. Continuidade: Dulcinéia Gil. Direção de fotografia (Eastmancolor): Walter
Carvalho Correa. Assistência de câmera:
Carlos Eduardo da Silva, Gilson A. Prandini. Eletricista: Joel de Queiroz, Urano B. Tolotto. Maquinista: Ângelo Gaglioni. Técnico de som e som direto: Miguel Sagatio.
Mixagem de som: José Luiz Sasso, Carlos
dos Santos. Companhia de transcrição
magnética de som: Vitali FilmSom. Operador
de microfone: Dorival Chagas. Montagem:
Milton Bolinha. Assistentes de montagem:
Dulcinéia Gil, Januário de Souza. Figurinos,
maquiagem e cenografia: Perci Rorato, Abílio Cunha. Títulos de apresentação: Fototipo. Programação visual: Elias Andreato. Assistência de cenografia e figurino: Teresinha de Jesus, Pepe. Música: Denoy de Oliveira, Luiz Carlos Gomes.
Composição musical: Mudanças,
interpretada por Domingos Pellegrini Jr. Interpretações
musicais: Denoy de Oliveira, Regina Dourado, Vera Silva, Cleide Eunice, Ana
Paixão, Lizete Negreiros. Músicos:
Júlio Vicente (sanfona), Luiz Carlos Gomes (violão), Eugenio Gianett (viola),
André de Carvalho (baixo), Milton José Calvoso (flauta), Guelo (ritmista). Orquestração: Lizete Negreiros, Luiz
Carlos Gomes, Geni Marcondes. Efeitos
especiais: José da Silva. Montagem
do negativo: Carmen Saraiva. Tempo
de exibição: 105 minutos.
(José Eugenio Guimarães, 1984; revisado e ampliado em
2002)
[1] Faleceu em 1998, aos 65 anos.
[2] Além de André, a cara e a coragem, Xavier de
Oliveira dirigiu Escravos de Job (1965, curta metragem), Rio, uma visão de futuro
(1966, documentário curto), Marcelo Zona Sul (1969), O
vampiro de Copacabana (1976), A gargalhada final (1977), A
mulher diaba (1982, para a TV), Cinema, infância e juventude (1983,
média metragem) e Adágio ao sol (1996).
[3] Geraldo Brocchi realizou o segmento Fátima
todo amor e Luiz de Miranda Corrêa, Kiki vai à guerra.
[4] Lenine Otoni filmou o segmento A
bela da tarde. Cláudio MacDowell e Adnor Pitanga se responsabilizaram,
respectivamente, por Flagrante de adultério e Uma
delícia de mulher.
[5] Quanto às informações sobre a carreira de Denoy de
Oliveira, cf. MIRANDA, Luiz F. A. Dicionário de cineastas brasileiros.
São Paulo: Art Editora, 1990. p. 241-242; TULARD, Jean. Dicionário de cinema: os
diretores. Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 475; EWALD FILHO, Rubens. Dicionário
de cineastas. São Paulo: Nacional, 2002. p. 535.
[6] Segundo o autor, o conto foi baseado em suas recordações
de infância: os monumentais atoleiros que se formavam nas estradas rasgadas durante
o período de colonização da região norte do Paraná.