Esqueçam o
desenho animado Pinóquio (Pinocchio, 1940), dirigido por Ben Sharpsteen e Hamilton Luske
para a Walt Disney Productions. É clássico indiscutível e possui lugar
garantido na história do cinema. A apreciação da vez neste blog diz respeito a
outra adaptação cinematográfica do conto escrito pelo italiano Carlo Collodi em
1883, com propostas e resultados inteiramente diferentes. Também guarda maior
fidelidade com o original. É o misto de animação mais convencional com a
encenação live-action; um esforço de
produção que reuniu Inglaterra, República Tcheca, Estados Unidos, França e
Alemanha: As aventuras de Pinocchio, o filme (The adventures of Pinocchio,
1996), de Steve Barron. É realização discreta com excelente aproveitamento dos
melhores recursos da imaginação, tanto nos aspectos dramáticos quanto
cinematográficos. Tem a vantagem de se valer dos efeitos especiais e das
facilidades da computação gráfica exclusivamente como acessórios para conferir
dinamismo e encanto à narrativa, sem sobrepujá-la em momento algum. Atualmente,
sumiu das vistas e goza de injusto esquecimento. Confesso que a vi cercado de
desconfianças. Compareci ao cinema com o único propósito de acompanhar a filha
de 8 anos. Entretanto, a experiência foi das mais compensadoras. Além da
satisfação da herdeira, deparei-me com um filme destinado ao público infantil
sem contraindicações para pais e adultos em geral. Ainda tem a
vantagem de apresentar o veterano Martin Landau em interpretação arrebatadora
como Gepeto e Udo Kier na pele do endiabrado e assustador Lorenzini, denominado
Stromboli no Pinóquio da Walt Disney Productions. Segue apreciação escrita
em 1996.
As aventuras de
Pinocchio, o filme
The adventures of Pinocchio
Direção:
Steve Barron
Produção:
Raju Patel, Heins Bibo, Jeffrey M.
Sneller
New Line Cinema, Savoy Pictures,
Twin Continental Films, Pangaea Holdings, Dieter Geissler Filmproduktion,
Allied Pinocchio Productions Ltd., Barrandov Studios, Cinevox Filmproduktion
GmbH
Inglaterra, República Tcheca, EUA,
França, Alemanha ― 1996
Elenco:
Martin Landau, Jonathan Taylor
Thomas, Geneviève Bujold, Udo Kier, Bebe Neuwirth, Rob Schneider, Corey
Carrier, Marcello Magni, Dawn French, Richard Claxton, Griff Rhys Jones, John
Sessions, Jean-Claude Drouot, Jean-Claude Dreyfus, Teco Celio, Wilfred
Benaïche, Erik Averlont, David Doyle, Vladimir Koval, Daniela Tolkien, Anita
Zagaria, Liliyan Malkina, Václav Vydra, Petr Bednar, Stefan Weclawek ...Infantino, Zdenek Podhurský, Jirí Kvasnicka,
Gorden Lovitt, Jan Slovák, Dean Cook, Joe Swash, Oliver Barron, Jake Court,
Luke DeLeon, Kevin Dorsey, Thomas Orange, Sean Woodward, Jirí Patocka, Lída
Vlásková, Pavel Kocí, Jerry Hadley, Gary Martin, Brian May, Spencer Proffer,
Peter Malandrone, Justin Shirley-Smith, Jim Beach, Julie Glover, Peter Locke,
Robert Lee, Suzanne DuBarry e os
não creditados Michael Gregory, Wallace Shawn, Claudia Vaseková, Stevie Wonder.
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O diretor Steven Barron, acima |
Pinóquio (Pinocchio,
1940), produção dos Estúdios Disney dirigida por Ben Sharpsteen e Hamilton
Luske, ainda ocupa a mais justa posição na história do cinema: é um incontestável
clássico da animação. Não há como compará-lo a As aventuras de Pinocchio, o
filme. São opções muito diferentes para igual ponto de partida: o livro
escrito pelo italiano Carlo Collodi em 1883. Porém, segundo as lembranças do
meu tempo de leitor mirim, a adaptação por conta de Steve Barron é mais fiel às pretensões originais.
Nos aspectos
dramáticos e cinematográficos o trabalho de Barron guarda outras vantagens ―
tanto sobre o produto da Disney quanto em relação ao cinema endereçado às
crianças nos dias correntes. Primeiramente, As aventuras de Pinocchio, o
filme é melhor resolvido na questão do humor e soube evitar os excessos
de pieguice, fatalismo e tragédia causadores de incontáveis traumas em crianças
e adultos expostos à animação disneyana. Em segundo lugar, ao ser estrelada por
atores de verdade ― também de madeira (o personagem do título) e cartilagem
(Pepe, o Grilo Falante criado por computação gráfica pela equipe de Jim Henson)
―, possui doses bem equilibradas e peculiares de sabor e encanto, atualmente tão
ausentes dos contos e das produções cinematográficas ― salvo, provavelmente, os
filmes A princesa prometida (The princess bride, 1987), de Rob
Reiner, e O feitiço de Áquila (Ladyhawke, 1985), de Richard Donner
― que buscam o setor infanto-juvenil.
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Gepeto (Martin Landau) durante a criação de Pinocchio |
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O boneco de madeira Pinocchio e Gepeto (Martin Landau) |
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Pinocchio |
As qualidades mais
vistosas de As aventuras de Pinocchio, o filme são imediatamente
confirmadas pela fotografia que persegue acentuadamente o característico tom de
época e pelo desenho de produção marcadamente europeu. Sem esquecer a calma da
narrativa, fator que dispensa malabarismos de câmera e o apelo exagerado aos efeitos
visuais típicos dos atuais congêneres estadunidenses. Na maioria das vezes, como
se percebe facilmente em tantos filmes de agora, os aspectos mais cintilantes
dos apuros técnicos e tecnológicos exigem alto preço a pagar: superficialidade
dos roteiros e descerebramento dos personagens. O título de Barron possui
efeitos especiais de primeira, presentes na aparência do Grilo Falante, na
autonomia de movimentos de Pinocchio, e no nariz do personagem assustadoramente
desenvolvido em consequência da mentira... Porém, não estão sobrepostos à
história. Ao contrário, são acessórios plenamente ajustados. Conferem dinamismo
na medida exigida pela fantasia. As aventuras de Pinocchio, o filme depende
principalmente do trabalho normal dos atores. Em momento algum são ofuscados
pelo maquinário que articula o boneco de madeira ou pelo grafismo
computadorizado que permite vida ao Grilo Falante.
O Pinocchio de
Barron é consequência do amor frustrado. Sem saber, Gepeto ― excelente
caracterização de Martin Landau ― irá talhá-lo no mesmo tronco de árvore no
qual, há muitos anos, registrou o jovem amor que sentia por Leona (Bujold). No
entanto, o coração da moça não foi ocupado pelo tímido fabricante de brinquedos
e marionetes. Recolhido na timidez, o pobre homem viveu solitário e enclausurado
a maior parte da vida. Até gerar Pinocchio. A arteira e maravilhosa criatura
tanto apronta a ponto de logo atrair a cobiça de vários escroques. Para
defendê-la, Gepeto se vê na obrigação de romper os limites encapsulados de seu
mundo ― algo que os pais geralmente fariam. Nessa batalha, o potencial
humanizador do amor se revela ― inclusive para o boneco. Assim, é transformado
em menino de verdade.
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Pinocchio |
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Pinocchio apanhado na mentira |
A realização
descartou entidades mágicas como a Fada que deu vida ao personagem na encenação
da Disney. Também mudou geografia. Os Alpes Suíços foram substituídos pela
ambientação italiana recriada em estúdios de Praga.
No elenco, residem alguns dos principais trunfos da produção. Os
personagens, de fato, são dignos de uma autêntica encenação de vaudeville, à
qual parece propositalmente filiada a opção narrativa de Barron. Jonathan
Taylor Thomas é um carismático Pinocchio na voz que empresta ao boneco de madeira
e quando o faz como menino de verdade. A atuação de Martin Landau é discreta e,
portanto, adequadíssima ao Gepeto humilde, solitário, triste, frustrado, paternal
e intimamente repleto de bondade. David Doyle, em presença apenas vocal, atribui
crível personalidade ao Grilo Falante ― fator que compensa a às vezes rígida movimentação
da consciência do protagonista. O Gato e a Raposa, vividos respectivamente por Bebe
Neurith e Rob Schneider, podem irritar. Porém, são bons complementos ao
cumprirem com o esperado de malfeitores desprezíveis e capangas do vilão mor
Lorenzini (Kier). Este ― denominado Stromboli na animação da Disney ― é a representação
plena do mal, inclusive no plano gráfico: apresenta-se munido de todos os
acessórios capazes de sugerir insanidade e pavor.
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Pinocchio entre os vilões interpretados por Bebe Neuwirth e Rob Schneider |
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Lorenzini na interpretação de Udo Kier |
Os efeitos especiais ― os convencionais e mecânicos quanto os
puramente visuais decorrentes da computação gráfica ―, são de primeira linha e
cumprem adequadamente a função acessória de encantar uma história de matriz
acima de tudo literária. Ilustram a narrativa de forma a deixá-la agradável e
palatável para as crianças ― às quais prioritariamente o filme é direcionado ― e
adultos que não se sentirão deslocados ou infantilizados. A combinação de
animação e ação viva garantida em qualidade pela equipe de Jim Henson consegue
a proeza de captar os aspectos mais fantásticos do livro de Collodi e são
completados por visuais e cinematografia sugestivamente ricos e imaginativos.
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Pinocchio como menino de verdade (Jonathan Taylor Thomas), Gepeto (Martin Landau) e Leona (Geneviève Bujold) |
No quesito
musical as composições de David Goldsmith, Lee Holdridge, Rachel Portman e
Craig Taubman são dinâmicas e completam o espírito
da encenação, principalmente nos momentos em que o ritmo se faz mais lento sem
chegar ao aborrecimento. Infelizmente, há o mal aproveitado suporte de canções
de procedência pop. Definitivamente, não soaram bem. Fornecem um dos poucos
pontos negativos da história, sobremaneira na voz de Steve Wonder. A
queixa não decorre da má vontade com o intérprete, muito pelo contrário.
Acontece que não faria falta, em absoluto.
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Os atores Martin Laudau e Jonathan Taylor Thomas |
Roteiro: Sherry Mills, Steve Barron, Tom Benedek, Barry
Berman, com base na obra de Carlo Collodi. Casting:
Irene Lamb, Annette Benson, Petr Hartl. Música:
David Goldsmith, Lee Holdridge, Rachel Portman, Craig Taubman. Direção de arte: Ian Reade-Hill, Jirí
Matolín, Tony Reading. Maquiagem:
Walter Cossu, Bobo Sobotka. Direção de
segunda unidade: John Stephenson. Produção
executiva: Sharad Patel, Donald Kushner, Peter Locke. Desenho de produção: Allan Cameron. Montagem: Sean Barton. Direção
de fotografia (cores, Panavision: Juan Ruiz Anchía. Coprodução: Dieter Geissler, Samuel Hadida, Tim Hampton, Michael
MacDonald, Edward Simons. Coprodução
executiva: Lawrence Mortorff. Scanner:
Detlev Boos, Joachim Zell. Assistentes
de montagem: Hermione Byrt, Charley Henley, Maria Walker. Coordenação da pós produção: Christian
Martin. Assistente da pós produção:
Jud Pratt. Representante do estúdio da
pós produção: Bob Wenokur. Figurinos:
Maurizio Millenotti. Penteados: Grazia
De Rossi, Jirí Farkas. Supervisão de
produção: Vaclav Eisenhamer. Gerente
de unidade de produção: Nikolas Korda. Gerente
de produção: Ondrej Slama. Supervisão
da pós produção: Michael Solinger. Assistentes
de direção: Chris Carreras, Gabreal Franklin, Martina Palková, Alice
Ronovska, Hynek Svoboda. Segundos
assistentes de direção: Martin Krauka, Cliff Lanning, Martin Sebik. Assistentes de direção da segunda unidade:
Lionel Steketee, Charlie Watson. Aquisições
para a produção pelo departamento de arte: Krissi Williamson. Assistente de direção de arte: Milena
Koubkova. Desenho técnico: Adam
O'Neill. Escultores: Peter Lee, David
Stoten, Rufus Wilkes, Jim Buchan (não creditado). Storyboard: Adam Brockbank, Julian Caldow, Brendan Houghton,
Douglas Kirk, Chris Knott, Ken Morrissey, Sharon Smith. Assistente da edição de som: Daniel Laurie. Assistente de ruídos de sala: Kevin Holt. Edição de diálogos: John Cochrane. Mixagem da reposição automática de som: Tommy Goodwin. Mixagem de som da segunda unidade: Colin
Nicolson. Produção da mixagem de som:
Petr Forejt. Ruídos de sala: Ron
Davis. Som: Chris Nuttall. Supervisão da edição de som: Martin
Evans. Composição de efeitos especiais:
Jules Findley. Efeitos especiais: Dominic
Tuohy, Simon Clutterbuck (Jim Henson's Creature Shop). Engenharia de animatrônicos: Richard Widgery (Jim Henson's Creature
Shop/não creditado). Estagiário de
efeitos especiais: Simon Quinn, Steven Warner. Estagiário em animatrônicos: Simon Rose (não creditado). Mecânicos de efeitos especiais: Simon
Hewitt. Planejamento de animatrônicos:
Chris 'Flimsy' Howes, Tim Jordan, Andy Roberts. Planejamento de modelos animatrônicos: Richard Darwin. Produção de efeitos especiais: Brigitta
Peitz, Ralph Bibo, Werner Bibo. Supervisão
de efeitos especiais de piso: Andy Williams (segunda unidade). Supervisão de efeitos especiais: Andrea
Duyster, Garth Inns, Ruediger Thumann. Supervisão
de efeitos mecânicos: Garth Inns. Técnico
de efeitos especiais: Remi Brun. Técnicos
em efeitos especiais de piso: Steve Crawley, Jeremy Lovett, Graham Povey, Roman
Tudjarov, Jirí Vater. Titereiros: Craig
Crane (Real Time Animation), Sue Dacre, William Todd-Jones, Claudia Vaseková, Mak
Wilson. Animação stop-motion: Phil
Dale. Animação: Paul Kavanagh (Framestore).
Arte digital: Michael Hackl. Assistente de câmera em efeitos visuais:
Andy Stevens (Magic Camera Co.). Assistente
de efeitos visuais: Anthony Wonsoff. Chefe
de produção em efeitos visuais: Courtney Vanderslice (Cinesite). Composição digital: Cathleen Klein, June
LaVonne, Christof Wurzer, Aviv Yaron (Cinesite), Alexander Zind, Dietmar
Deissler, Holger Delfs, Frank Richter, Barnaby Robson, Sue Rowe, Kurt Schulze, Edgar
Silzer, Thomas Sterna, June LaVonne, Lodur Tettenborn, Niki Wakefield
(Cinesite), Thomas Mueller, Mark Nettleton, Daniel Pettipher (The Magic Camera
Company). Computação gráfica: Thomas
Kutschera. Controle de modelos em
efeitos visuais: Pat Conran. Coordenação
da produção: Roma O'Connor (não creditado). Coordenação de efeitos visuais: Cheryl Willcocks, Chris Fitzgerald.
Direção de fotografia da unidade de
modelos: Nigel Stone. Direção de
fotografia de efeitos visuais: Simon Margetts (não creditado), Marius Mohnssen.
Direção de unidade de modelos em efeitos
visuais: Steven Begg. Efeitos
digitais: Catherine Tate (Framestore), Jonathan Privett. Efeitos visuais: Frederic Moreau. Fabricação de modelos em efeitos visuais:
Jason Chalmers, Tim Meredith, Richard Thomas. Gerente de produção da unidade de modelos: Tim Field. Operador de dados em efeitos visuais: Charles
Tait (não creditado). Operador de
escaneamento e gravação em efeitos visuais: Jim Davey. Produção de efeitos digitais: Alex Bicknell, Drew Jones (Framestore),
Annie Dautane. Produção de linha em
efeitos visuais: Arnold Rock. Produção
executiva em efeitos visuais: Antony Hunt (The Magic Camera Company). Supervisão de animação em computador: Phil
Johnson. Supervisão de computação
gráfica: Luc Froehlicher. Supervisão
de efeitos digitais: Moritz Glaesle. Supervisão
de efeitos visuais pela segunda unidade: Val Wardlaw. Supervisão de efeitos visuais: Angus Bickerton. Supervisão de escaneamento digital:
Philip Campbell (Framestore). Supervisão
digital bidimensional: Angus Cameron. Supervisão
técnica em efeitos visuais: Ben Morris (Jim Hensons Creature Shop). Técnico sênior em efeitos digitais: Robert
Duncan (Framestore). Coordenação de
dublês: Georges Branche, Ladislav Lahoda. Dublês: Petar Buntic, Pavel Cajzl (/Martin Landau), Rok Cvetkov, Dusan
Hyska, Radim Macha, Martina Vajdoher, Gemma Barron, Pavel Cajzl, Michael Cella.
Assistente de coordenação de vídeo: Bob
Bridges. Assistentes de câmera: Jan
Boruvka, Gary Hutchings, Clive Mackey, Zdenek Mrkvicka. Assistentes de operadores de vídeo: Ben Koeller, Martin Lonek, Viktor
Lonek. Direção de fotografia da segunda
unidade: Mike Brewster. Eletricista-chefe
da segunda unidade: Milan Jirsa (República Tcheca). Eletricistas da segunda unidade: Jaroslav Cermak, Václav Cermak. Eletricistas: Nikos Kalimerakis, Zdenek
Mrkvicka. Eletricistas-chefes: Slavek
Mikovec, Micky Reeves. Operador de
câmera e steadicam: Klemens Becker. Supervisão
de animação: Bibo Bergeron. Animadores:
Sylvain Deboissy, Yannick Giaume, Alexandre Hesse, Sylvia Muller. Associado à produção de elenco: Robyn
Knoll. Supervisão de figurinos: Giovanni
Casalnuovo. Guarda-roupa: Bela
Friedlová. Confecção de figurinos: Jitka
Svecova. Teste de figurinos: Dita
Valentinova. Gerentes de locações: Sarka
Cimbalova (segunda unidade), Jiri Husak. Músicos:
David Arch (piano), Tom Boyd (Oboé). Orquestração:
Lawrence Ashmore, Jeff Atmajian. Intérpretes
da canções: Jerry Hadley, Sissel Kyrkjebø, Jonathan Shell, Just William. Canções: Brian May (letra e música), Stevie
Wonder (letra e música). Supervisão da
produção musical: Spencer Proffer. Organização
da orquestra: David Sabee. Direção
musical: David Snell. Edição
musical: Graham Sutton. Motorista:
Václav Kocman. Administração de
softwares: Georg Nolte. Assistente
de produção: Jana Hrbková. Assistentes
de contabilidade: Timothy J. Gorman, Jiri Tichacek, Tom Udell, Bonnie Weis,
Susie Yamamoto. Assuntos legais: Alan
Abrams. Continuidade: Sylvie
Chesneau, Suzanne McGeachan. Controle de
multidão: Richard Gironi. Coordenação
da produção: Suzie F. Wiesmann. Finalização
artística: Diane Staniforth. Intérprete:
Vera Matousova. Lutas: Ivan Kristof.
Planejamento de créditos: Simon
Giles. Publicidade: Geoff Freeman. Companhias de efeitos especiais: CineMagic
Film Effects GmbH, Cinesite, Effects Associates, Framestore, Jim Henson's
Creature Shop, The Magic Camera Company, Medialab. Escritório de serviços legais: Law Offices of Alan Abrams. Fornecimento de câmeras e equipamentos
correlatos: Panavision. Companhia de
mixagem de som: SDDS Sony Dynamic Digital Sound. Sistema de mixagem de som: Dolby Digital SDDS Dolby SR. Tempo de exibição: 96 minutos.
(José Eugenio Guimarães, 1996)