domingo, 19 de outubro de 2014

SARACENI COMPLETA A TRILOGIA DA PAIXÃO DEDICADA A LÚCIO CARDOSO

O viajante (1998) encerra a Trilogia da Paixão dedicada à obra de Lúcio Cardoso por Paulo César Saraceni. Os demais títulos são Porto das Caixas (1962) e A casa assassinada (1970). A realização em apreço é das mais belas e estimulantes da retomada do cinema brasileiro pós desmanche da nefasta Era Collor. Infelizmente, os efeitos colaterais do período — plateias formadas por narrativas lineares e rápidas mais o empobrecimento da crítica cinematográfica — impediram a justa apreciação do filme. É um drama denso, intenso, visceral e trágico, encenado entre as montanhas da Zona da Mata de Minas Gerais. Contemplativo, não linear e pontuado de referências místicas, O viajante percorre uma senda feita de tormentos e paixões dilacerantes, valorizada por um contexto alimentado de silêncios e segredos, capaz, porém, de dispensar o dado verbal para ser convenientemente apreciado e compreendido. O personagem Rafael (Jairo Mattos), qual ente supramundano de narrativas pasolinianas, irrompe na vida de personagens carentes e sofridos, revelando-lhes que não há escapatória ao vale de lágrimas escavado em culpas, frustrações e angústias. Marília Pêra tem, provavelmente, o melhor desempenho de sua carreira no cinema.






O viajante

Direção:
Paulo César Saraceni
Produção:
Ana Maria Nascimento e Silva
Shater Produções Artísticas Ltda.
Brasil — 1998
Elenco:
Marília Pêra, Leandra Leal, Paulo César Pereio, Irma Álvarez, Roberto Bonfim, Priscila Camargo, Nelson Dantas, Leina Krespi, Jairo Mattos, Ricardo Graça Mello, Ana Maria Nascimento e Silva, Milton Nascimento, Myriam Pérsia, André Valli, Fausto Wolff, Adele Fátima, José Loyolla, Hileana Meneses, Heloisa Helena, Silvano Mendes, Maria Pompeu, Esperança Motta, Marcela Moura, Geraldo Magalhães, Cláudia Mauro, Patrícia Mauro, Sérgio Saraceni, Celia & Celma (Célia Mazei, Celma Mazei), João Silvério, Jorge Só.



O diretor Paulo César Saraceni


O viajante encerra a Trilogia da Paixão, dedicada à obra do escritor Lúcio Cardoso por Paulo César Saraceni. Os anteriores são Porto das Caixas (1962) e A casa assassinada (1970). Saraceni, amigo de Cardoso, interessou-se pela transposição do romance quando esse estava, ainda, em elaboração. Infelizmente, o autor sofreu derrame cerebral quando corriam as filmagens de Porto das Caixas. Ficou com os lados direitos do corpo e rosto paralisados. Não voltaria a escrever. Faleceu em 1968, com O viajante inacabado. Octávio de Faria, seu amigo e do cineasta, responsabilizou-se pela conclusão, seguindo as linhas mestras deixadas em várias anotações.


Segundo os planos de Saraceni, a realização de A casa assassinada seria prolongamento natural de Porto das Caixas. Prometeu isso ao combalido Cardoso — tão chocado ficou com sua enfermidade —, desejoso de ver a obra também levada às telas. Infelizmente, variáveis incontornáveis, ditadas pelas circunstâncias, empurraram a concretização do projeto para praticamente três anos após a morte do romancista. Outros adiamentos, provocados por questões políticas, logísticas e financeiras também se abateram nas tentativas em curso, desde os anos 70, de filmar O viajante.


Paulo César Saraceni é uma das pedras angulares do Cinema Novo. Nesse movimento é basicamente o cineasta do intimismo, do trágico, dos devaneios e das frustrações femininas. Faleceu em 2012, aos 78 anos, de falência múltipla dos órgãos. Antes fora vítima — como Lúcio Cardoso — de derrame cerebral. Alguns atribuem a ele — e não a Glauber Rocha — a autoria do slogan cinemanovista: "Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça". Entre 1960-1961 cursou o Centro Experimental de Cinematografia de Roma. Foi colega de turma de Bernardo Bertolucci, Marco Bellochio e conheceu os conterrâneos Gustavo Dahl, Glauco Mirko Laurelli e Geraldo Magalhães. Começou no cinema em 1957, com Caminhos, curta metragem como outros que marcaram época: o premiado Arraial do cabo (1960) — sobre as dificuldades de sobrevivência da tradicional pesca artesanal diante da instalação de moderno empreendimento químico nas vizinhanças da atividade — e Integração racial (1964) — no qual indivíduos pertencentes aos extratos médios são entrevistados a respeito da existência de racismo no Brasil.


Marília Pêra interpreta a protagonista Donana de Lara


Mas é em 1962 que Saraceni de fato se revela: Porto das Caixas abre a Trilogia da Paixão com argumento baseado no famoso crime da machadinha: uma mulher matou o marido com cumplicidade do amante. A trama cinematográfica, ambientada no porto do título, município de Itaboraí/RJ — local do acontecimento —, expõe ao compasso da música de Tom Jobim um retrato agudo da frustração e solidão, ampliado pela miséria e decadência do espaço. As condições de vida lançam os seres nos limites da animalização ou no estado da mais básica natureza. É uma daquelas realizações repletas de ambiguidades, devido às disparidades reunidas: beleza em meio ao desespero da miséria e solidão; a louca vontade de viver, de romper com os limites da prisão existencial por parte da personagem interpretada por Irma Álvarez, apesar de todo o fatalismo a impregnar o ambiente.


Três anos depois, um aturdido Saraceni expõe a própria perplexidade e de amplos setores da intelectualidade brasileira diante da inanição frente ao golpe militar de 1964. Com narrativa reduzida aos elementos básicos da cenografia, principalmente dos interiores, O desafio é um tratado sobre o vazio e a impotência. O jornalista interpretado por Oduvaldo Viana Filho, perdido em devaneios durante crise amorosa, lança interrogações que não revelam saídas para a situação. É das mais importantes realizações cinemanovistas de temática urbana.


Após o frustrado e desconcertante Capitu (1967) — com estrutura equivocada e narrativa desprovida de sabor, que abandona completamente a ambiguidade acerca da culpa e traição do original Dom Casmurro, de Machado de Assis — Saraceni retorna à grande forma no reencontro com Lúcio Cardoso. Extrai de A crônica da casa assassinada o filme mais visceral da Trilogia da Paixão: A casa assassinada (1970). Apesar do que considero uso equivocado da tela larga — provocando dispersão dos elementos visuais num filme de pretensões claustrofóbicas — os resultados são mais que alvissareiros. Novamente ao compasso de Tom Jobim, uma mulher — vivida por Norma Benguell, acuada no seio de uma família ultra conservadora, fechada em muitos e incômodos segredos — desenrola o fio de trágicas consequências ao investir contra os elementos que a sufocam. O resultado da ação é a corrosão estrutural, pelo avanço da doença e exposição dos segredos mantidos à força entre quatro paredes.


Jairo Mattos no papel do caixeiro viajante Rafael


Segue-se ao segundo encontro com Lúcio Cardoso período de relativa baixa nas realizações de Saraceni. Não conheço Amor, carnaval e sonhos (1972) e o curta Quadro a quadro, Newton Cavalcanti (1983). Mas Anchieta, José do Brasil (1977), Ao sul do meu corpo (1981) e Natal da Portela (1988) ficam no meio do caminho em suas intenções. Dão a impressão de que repercutem a insatisfação do diretor, obrigado a adiar ao longo de anos, por fatores os mais diversos, o retorno ao universo de Lúcio Cardoso para completar a Trilogia da Paixão. O viajante, um dos mais belos e intrigantes filmes brasileiros, só vem à luz em 1998. Infelizmente, junto ao público e à crítica, os resultados ficaram abaixo do esperado. Uma plateia já habituada à palatabilidade das narrativas editadas na rapidez e linearidade, não soube apreciar uma obra contemplativa que avança lentamente como a desafiar o aparente imobilismo temporal da tradicional Zona da Mata de Minas Gerais. Um novo time de cronistas, gerado no ventre das muitas reformas editoriais que banalizaram por completo a crítica cinematográfica nos periódicos brasileiros, reduzindo-a às adjetivações desprovidas de substâncias, também se mostrou insensível ao filme. Muitos desses novos pretensos críticos se contentaram em classificar O viajante como "dramalhão mineiro". Mesmo assim, apesar dos ventos pouco favoráveis — incluindo a considerável evasão de público quando da exibição no Festival de Brasília de 1999 —, o filme mereceu, nesse certame, o Prêmio Especial do Júri para Paulo César Saraceni e o Troféu Candango de Melhor Música para Paulo Jobim (trabalhando sobre partitura composta por Tom), Túlio Mourão e Sérgio Guilherme Saraceni. Também ganhou, naquele mesmo ano, o prêmio Coxiponé de Melhor Ator para Nelson Dantas no Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá; o Lente de Cristal como Prêmio Especial do Júri para Paulo César Saraceni no Festival do Cinema Brasileiro de Miami/EUA; e o prêmio da FIPRESCI (The International Federation of Film Critics) como Menção Especial para o diretor no Festival Internacional de Cinema de Moscou que também o indicou ao São George de Ouro. Em 2000, Marília Pêra foi nominada ao Grande Prêmio Cinema Brasil na categoria de Melhor Atriz.


Nelson Dantas faz o carpinteiro Mestre Juca


Filmado na Zona da Mata de Minas, principalmente no município de Ubá, O viajante é, na apropriação do original por Saraceni, um drama denso, intenso, visceral e trágico localizado em meio ao fascínio que as montanhas do lugar exercem nas sensibilidades visuais, ainda mais por preenchê-las com fortes ressonâncias místicas. Aliás, misticismo não falta a essa história de paixões dilacerantes e tormentos que embotam racionalidades histórica e existencialmente prisioneiras da geografia e do mais íntimo das almas. Quem conhece a essencialidade brasileira sabe da peculiaridade de Minas nesse cenário. É o lugar do silêncio, oculto e envolvente. Aí pouca coisa precisa de verbalização para se fazer ouvir e compreender. Boa parte da comunicação se vale da respiração, dos olhares e da sutileza dos pequenos gestos e sinais. Em Minas nem tudo se mostra de imediato. Ainda há as sensações decorrentes da fé em um catolicismo fechado e profundo, alimentado por culpas trancadas a muitas chaves. O viajante é um filme provocador, incômodo. Não se ajusta facilmente às mais diversas sensibilidades.


Donana de Lara (Marília Pêra) com o filho Zeca (Ricardo Graça Mello) num dos momentos mais dramaticamente intensos de O viajante


Tal qual o romance, a realização apresenta estrutura narrativa complexa, não linear. Cabe ao espectador atribuir sentido à trama. Essa exigência — contrária à passividade das plateias — é, certamente, causa do fracasso de O viajante nas bilheterias. Não é produto que atende à demanda dos que pretendem apenas tomar lugar diante da tela sem envolver compromissos com a inteligência. Os "parágrafos" narrativos estão misturados; os pontos de ligação podem estar muito distantes uns dos outros. Passado e presente não se apresentam de forma clara, separada; às vezes se interpenetram. Repetições irrompem. Tem-se a impressão de que toda a tessitura é produto do devaneio de uma memória que não mais se assenhora das recordações que tenta ordenar. Acompanhar O viajante sem se perder é desafiador. Mas reside aí uma das principais qualidades desse belo e magnífico filme no qual o desejo se casa com a repressão e o pecado tenta se emancipar da culpa em nome de fruições imediatas que jamais significam purgação ou redenção, muito ao contrário.


Há alguma semelhança entre O viajante e Teorema (Teorema, 1968), de Pier Paolo Pasolini. Neste filme, um estranho identificado como Visitante ou Anjo (Terence Stamp) se instala no seio de uma família afluente e se envolve com todos os seus membros, inclusive sexualmente. Provoca completa desestabilização dos valores burgueses do núcleo. No filme de Saraceni o personagem Rafael (Mattos), caixeiro-viajante de passagem por Ubá nas celebrações dos festejos da padroeira, despertará paixões de violentas consequências. Tal qual o personagem de Stamp no filme de Pasolini, Rafael parece transcender o mundo dos comuns mortais. É simplesmente alguém que chega, misteriosamente. Do mesmo modo também se vai. Associá-lo a anjo procede. Seu comportamento o diferencia dos habitantes do plano terreno. O profano parece não ser a sua praia, ainda que seus atos gerem profanações segundo valores que regem os mortais. Rafael é como um ser que habita estágio superior, fora do tempo e espaço humanos. Dá a impressão de desconhecer BEM e MAL. Transita com toda liberdade no campo dos valores.


Por Rafael é atraída a maioral do lugar, a sofrida e enrustida Donana de Lara (Pêra). Víúva, teve o marido assassinado por desavenças políticas que explodiam em reações da mais desmedida violência nas paragens mineiras. Vive para cuidar do filho entrevado Zeca (Graça Mello). Ela o toma como empecilho ao chamado da paixão pelo forasteiro. Agindo de forma imediata, não vacila em sacrificar, de forma vil, o herdeiro paralítico, para ter o caminho desimpedido à fruição de uma felicidade que nunca teve. Mas Rafael também é atraído pela virginal Sinhá (Leal), menina inocente, tímida e carente por afeto. Ela chega à localidade para morar com a tia, a ciosa Rosália (Álvarez), esposa do frustrado carpinteiro Mestre Juca (Dantas). Diretamente, Donana e Sinhá são instrumentos e vítimas do forasteiro. Também Mestre Juca, ainda que indiretamente, por arder em desejos proibidos pela sobrinha. Louco por ciúmes, é impulsionado ao horrendo assassinato ao tomá-la como perdida.


O 'anjo' Rafael (Jairo Mattos) com a carente Donana de Lara (Marília Pêra)


A lógica do desespero desenrola os fios da tragédia em O viajante. Na prisão entre montanhas da região mineira as possibilidades de libertação e alívio da culpa estão barradas. O anjo Rafael é como o ser supramundano que reduz Jó a gato e sapato apenas para mostrar do que é capaz e lembrar aos habitantes do vale de lágrimas — escavado em culpas, frustrações e sofrimentos — que não há escapatórias às suas penas. Da mesma maneira que chega e vai, poderá voltar, para relembrar a sina da existência a outras Donanas, Sinhás e Jucas. O trem que o traz é o mesmo no qual parte. Chegada e partida são partes de igual movimento cíclico.


O viajante é cruel. Mas concede brechas ao lirismo, inclusive em momentos nos quais seria impossível encontrá-lo. Por exemplo: o passeio sob a luz do amanhecer, quando Donana sai com o filho, firmemente disposta a eliminá-lo; a dolorosa, estranha e poética sequência do assassinato de Sinhá na via férrea; o momento em que Donana descobre o interior destruído da capela — profanado por Rafael no ato em que forçou a posse de Sinhá — e, inconformada com a inutilidade dos atos extremos que praticou, açoita o crucifixo... São momentos ímpares, que conferem inusitada beleza a O viajante, ainda que sejam horríveis os seus significados. Desses instantes brota a sensação da completa inutilidade do ser e do viver. Nada pode ser feito diante do imponderável que tudo pode. Só resta a conformação aos revezes da existência. Diante disso, é mais que acertada a opção de filmar em Minas. Somente nesse Estado sui generis se ouve a respiração desse catolicismo que exige do fiel a mais completa resignação ao absurdo do existir. Minas é o local da quase completa transcendência, onde o profano tenta aproximação ao absolutamente outro da esfera sagrada. O preço a pagar pela ousadia é alto. Mestre Juca, tomado por desatinos, é preso. Donana passará o resto da vida perseguida pelo remorso do covarde assassinato do filho indefeso em troca do sabor de uma paixão que nunca teve e jamais terá. E Sinhá? Encontrou na violenta morte a cura a todos os males? A ela foi permitida a possibilidade da absoluta transcendência?


O 'anjo' Rafael (Jairo Mattos) com e frágil e inocente Sinhá (Leandra Leal)


Nas atuações, Jairo Mattos tem pouco a fazer, conforme as exigências algo etéreas do seu papel. A inocente e carente Sinhá de Leandra Leal guarda alguma semelhança com a Marcela que também viveu em A ostra e o vento (1997), de Walter Lima Jr. A naturalidade e espontaneidade estão presentes em ambos os personagens. Nelson Dantas oferece com o frustrado e carente Mestre Juca um desempenho contido, mas que não deixa de provocar exasperação. De certo modo, pode-se dizer que a atuação de Dantas aproxima-o da interpretação de Marília Pêra. Com a diferença de que Donana é mais intensa, quase operística no desespero de aplacar o fogo dos desejos que a consomem. Donana De Lara é, talvez, a melhor e mais difícil interpretação de Marília Pêra no cinema.


Mestre Juca (Nelson Dantas) e Sinhá (Leandra Leal)


Mário Carneiro, diretor de fotografia de toda a Trilogia da Paixão, é mais que um correto auxiliar. É criador da maior importância. A luz que irradia de Minas em O viajante decorre do apuro de um profissional em sintonia com as pretensões artísticas do diretor. A iluminação é outonal, repleta de tonalidades esmaecidas. É como brilha Minas ao entardecer, em luzes rebatidas por montanhas ainda verdes. Parceira da fotografia é a trilha musical sob responsabilidade geral do maestro Túlio Mourão à frente da orquestra e coro da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Cantos religiosos e populares mineiros não estranham a partitura de Tom Jobim trabalhada por seu filho Paulo. Também se casam perfeitamente bem à canção Maria é dia (letra de Fernando Brant), interpretada por Milton Nascimento e orquestrada por Sérgio Guilherme Saraceni — irmão do diretor — e Paulo Jobim.


Donana de Lara (Marília Pera)


Ao fim e ao cabo, é um filme surpreendentemente bom. Um dos melhores do cinema brasileiro nos complicados anos 90, quando praticamente toda a estrutura de produção foi desmontada da noite para o dia, obrigando os realizadores nacionais a mais uma daquelas reinvenções cíclicas tão familiares à história brasileira em geral. Nem a liberdade tomada por Saraceni, de escalar o atrapalhado Milton Nascimento como figurante em duas ou três passagens totalmente desnecessárias, compromete o resultado. Só desvia a atenção do espectador, que fica a perguntar pela necessidade de ter em cena o genial compositor-cantor.


Paulo César Saraceni realizou após O viajante: Banda de Ipanema - Folia de Albino (2003) e O gerente (2011).


Donana de Lara (Marília Pêra) e Rafael (Jairo Mattos)


Roteiro e adaptação: Paulo César Saraceni com base na novela homônima e inacabada de Lúcio Cardoso, organizada e finalizada por Octávio de Faria. Produção executiva: José Loyolla, Jaime Arthur Schwartz. Direção musical, composição e arranjos: Túlio Mourão. Composição e arranjos: Paulo Jobim. Arranjos: Sérgio Guilherme Saraceni. Assistente de direção musical: Franciane Curi. Música original: Tom Jobim, com tratamento orquestral de Paulo Jobim; Túlio Mourão, Sérgio Guilherme Saraceni. Letristra da canção: Fernando Brant. Intérprete das canções: Milton Nascimento. Direção de fotografia (cores): Mário Carneiro. Operador de câmera: Luiz Carlos Saldanha. Montagem e continuidade: Maria Elisa Freire. Desenho de produção: Cláudia Moraes. Direção de arte: Ferdy Carneiro. Figurinos: Bia Salgado. Gerente de produção: René Bittencourt. Terceiro assistente de direção: Hsu Chien Hsin. segundo assistente de direção: Cristiano D'amato. Primeiro assistente de direção: André Felipe. Som direto: Jorge Saldanha. Coordenação de efeitos especiais: Maurício Couto Bevilaqua. Primeiro assistente de câmera: Joaquim Torres. Segundo assistente de câmera: Pedro Saraceni. Microfones: Geraldo Saldanha. Assistente de som: Anderson Ferreira. Operador de câmera da segunda unidade: Jaiminho Schwartz. Primeiro assistente de câmera da segunda unidade: Márcio Koga. Assistente de vídeo: Dora Jobim. Fotografia de cena: Estevam Avellar. Músicos: Jaques Morelenbaum (cello), Daniel Jobim (piano). Gerente de locações: Johnny Catrolli. Assistentes de produção: Nara Cardoso, Helder Carneiro, Alice Rondon, Thomaz de Campos, Dayse Amaral Dias, Marcelo Eloy. Controle da produção: Marcelo Guerra. Coordenação da produção: Patrícia Zerbinatto. Estagiário de direção: Renata Saraceni. Contrarregra: Getúlio Alves. Assistente de contrarregra: Beto Ferreira. Primeira assistente de figurinos: Inês Salgado. Segundo assistente de figurinos: Maysa Braga. Camareira: Ilma Costa Santos. Costureira: Antônia (p/Marília Pêra), Maria da Conceição (Ubá). Maquiagem: Carlos Paulino Bob, Wander (p/Marília Pêra). Penteados: Mara Cristina. Direção de platô: Johnny Catrolli. Assistente de platô: Marcelo Eloy. Boy do set: Willians Cardozo. Estagiário de platô: Ricardo da Silva Cabral. Produção da figuração: Nise de Oliveira. Assistentes de figurinos: Ana Carolina, Maria Tereza Mello, Marlene Aparecida, Sayde Victor. Eletricistas-chefes: Sandoval, Celinho. Eletricistas: Tião de Luna, Barreto. Maquinista-chefe: Carlão. Maquinistas: Jorge Luiz Negão, Bartolomeu. Efeitos especiais com animais: Professor Jayro Motta, assistido por José "Carioca" Magalhães. Biólogo: Rômulo Ribon. Veterinária: Tayse Ferreira. Efeitos especiais: Maurício Bevilaqua. Assistentes de efeitos: Gerson, Daniel. Tempo de exibição: 104 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 2014)

2 comentários:

  1. Eugenio,

    Não segui a carreira do Sarraceni como o fiz com outros diretores brasileiros.

    Felizmente eu vi Porto de Caixas, embora destel nada me recorde, por ser uma fita de 1962 e já te-la visto há longos anos.

    Por esta razão vou me tornar um tanto quanto raso nesta postagem, por não ter mais o que por aqui.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Olá, Jurandir;

      Sou muito simpático ao cinema brasileiro em suas mais diversas fases e momentos. Paulo César Saraceni é/foi um cineasta dos mais sérios e sensíveis que tivemos. Evidentemente, não é convencional e seus filmes entram na cota das obras reputadas como difíceis. Mas é sempre um prazer ver as suas realizações. Ao menos, assim penso. Aconselho-o - ainda que não goste de dar conselhos a quem quer que seja - a acompanhar a obra de Paulo César Saraceni.

      Abraços.

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