Graças a Êxtase (Ekstase, 1933), de Gustav
Machatý, a vienense Hedwig Eva Maria Kiesler, então com 19 anos, garantiu vaga
na constelação hollywoodiana com o nome de Hedy Lamarr. Nesse título, apresentou-se
totalmente despida — inclusive frontalmente. A sequência, angelical aos olhos
de hoje, gerou escândalo e lhe abalou a vida privada. Certamente, estigmatizou-a
para sempre. Está entre as mais belas atrizes da tela. Porém, era escalada somente
por isso. Teve desenvolvimento interpretativo restringido. Com o tempo, desinteressou-se
da carreira. Aos 44 anos abandonou o cinema. Obteve mais sucesso como
inventora. Era — pode-se dizer — uma engenheira de sistemas avant la lettre. Em fins de 1945 resolveu
provar que possuía valor além da beleza. Adquiriu os direitos de adaptação da
densa e complexa novela The strange woman, de Ben Ames
Williams. Encomendou sintética adaptação ao roteirista Herbert Meadow. Com
plenos poderes de produtora executiva, contratou o amigo Edgar G. Ulmer —
expert em realizações rápidas e baratas — para a direção. Habituado a conduzir
filmagens em uma semana ou menos, o realizador teve inéditos três meses para desenvolver a produção. Com closes e iluminação favoráveis, valorizou sobremaneira o
semblante expressivo da atriz. Provou ao mundo, ao menos uma vez, a capacidade
de representação até então inibida de Lamarr. Ela interpreta Jenny Hager.
Criada na pobreza, soube ser suficientemente calculista para se tornar a
personalidade mais importante da portuária e madeireira cidadezinha de Bangor,
no Maine. Flor do mal (The strange woman, 1946) é melodrama
com elementos de filme noir. A
atmosfera carregada favorece narrativa orientada pelas forças implacáveis do
inexorável. Aos valores atuais, tem-se a impressão de que envelheceu
consideravelmente. A passagem do tempo é cruel com muitos filmes. Porém,
permanece um trabalho dotado de alma, tenso, bem ritmado, com cuidadosa
orquestração de planos e sequências.
Flor do mal
The strange woman
Direção:
Edgar G. Ulmer, Douglas Sirk (não
creditado)
Produção:
Jack Chertok, Eugen Schüfftan
Hunt Stromberg Productions, Mars
Film Corporation
EUA — 1946
Elenco:
Hedy Lamarr, George Sanders, Louis
Hayward, Gene Lockhart, Hillary Brooke, Rhys Williams, June Storey, Moroni
Olsen, Olive Blakeney, Kathleen Lockhart, Alan Napier, Dennis Hoey e os não
creditados Fred Aldrich, Jessie Arnold, Edward Biby, Clancy Cooper, Ralph Dunn,
Edith Evanson, Al Ferguson, Fred Graham, Billy Gray, Teddy Infuhr, Ian Keith, Ian
MacDonald, George Magrill, Jo Ann Marlowe, Francis Pierlot, Christopher Severn,
Brick Sullivan, Ray Teal, Harry Wilson, Katherine Yorke, Chief Yowlachie.
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Os diretores Edgar G. Ulmer e o não creditado Douglas Sirk Sirk dirigiu a breve sequência da infância de Jenny Hager |
Atriz e diretor eram
amigos e se conheceram na Europa, provavelmente em Viena. Nasceram
sob o mandato do Império Austro-Húngaro. Ela, Hedwig Eva Maria Kiesler, é
vienense. Ele, Edgar George Ulmer, é da Moravia — atualmente, parte da
República Tcheca. Seus caminhos tornaram a se cruzar nos Estados Unidos, quando
se uniram na realização de Flor do mal — quente melodrama de
conotação noir.
Hedwig começou no
cinema em 1930, no papel de anônima jovem à mesa de um clube noturno no agora
obscuro filme alemão Geld auf der Strasse (1930), de
Georg Jacob. Com o mesmo diretor apareceu no austríaco Die Blumenfrau von Lindenau
(1931). A seguir, ainda em atuação secundária e de volta à Alemanha, mostrou-se
em Die Koffer des
Herrn O.F. (1931), de Alexis Granowsky. Logo chegou ao estrelato, na
Áustria: protagonizou Man braucht kein Geld (1931), de
Carl Boese. A consagração mundial, para o bem e o mal, aconteceu em 1933, na
Tchecoslováquia. Com ousada disposição, interpretou Eva Herman. Num bucólico
campo tomado de vegetação rasteira e arbustiva, desnudou-se por completo e se expôs
em nu frontal para as câmeras de Gustav Machatý em Êxtase (Ekstase).
O escândalo trouxe consequências morais, afetivas e familiares — inclusive a
contratação de Hedwig por Hollywood e a alteração do nome para Hedy Lamarr.
Estreou no cinema estadunidense em 1938: Argélia (Algiers), de John
Cromwell.
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Acima e abaixo: Hedy Lamarr caracterizada como Jenny Hager Fotos promocionais da produção |
A carreira de
Lamarr nos EUA inclui trabalhos para alguns renomados diretores: Jack Conway — Fruto
proibido (Boom town, 1940); King Vidor — O inimigo X (Comrade
X, 1940) e Sol de outono (H. M. Pulham, Esq., 1941); Clarence
Brown — Pede-se um marido (Come live with Me, 1941); Jean
Negulesco — Conspiradores (The conspirators, 1944); Jacques
Tourneur — Idílio perigoso (Experiment perilous, 1944); Robert
Stevenson — Mulher caluniada (Dishonored lady, 1947); Cecil B. De
Mille — Sansão e Dalila (Sanson and Delilah, 1949). Porém, a
atividade cinematográfica não tardou a se revelar motivo de permanente
frustração. Nunca a estimularam a representar. Escalavam-na apenas para exibir
um dos mais belos perfis vistos na tela. Chegou a merecer o título de a mulher
mais bela do mundo. Extravasava sensualidade. Isso bastava para Hollywood. Geralmente
vivia personagens provocantes.
Diante do desenvolvimento
de atriz restringido e ciente de que nada melhoraria, reforçou o jogo: mostrou-se
mais desinteressada. A Dalilah no filme de De Mille é disso exemplo. Nos anos
50, por breve tempo, desligou-se dos EUA e tentou a sorte na Europa. Passou por
Itália e França, sem sucesso. Abandonou o cinema em 1958, aos 44 anos. Faleceu
em 2000. Se Êxtase lhe abriu as portas, também significou um entrave.
Produtores moralistas e plateias puritanas jamais a perdoaram pela ousadia. Nem
a rara inteligência lhe facilitou as coisas. Era, pode-se dizer, engenheira de
sistemas avant la lettre. Inventou a
base para a telefonia celular e um aparelho que interferia nas comunicações
radiofônicas. Ambos se mostraram fundamentais aos aliados durante a Segunda
Grande Guerra.
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Hedy Lamarr no papel de Jenny Hager |
Edgar George
Ulmer estreou na realização de cinema em 1930, na Alemanha, com o elogiado Gente
no domingo (Menschen am Sonntag) — codirigido por Robert Siodmak e os não
creditados Rochus Gliese, Curt Siodmak e Fred Zinnemann. Em 1933, nos Estados
Unidos — como documentarista não creditado —, organizou Mussolini speaks. Nunca teve
privilégios. Sempre ocupou posição marginal na estrutura da realização
cinematográfica. Administrava orçamentos apertados e prazos exíguos. Filmava em
sete dias ou menos. Aprendeu a extrair o máximo de quase nada. Por isso, gozava
de maior liberdade — inclusive para introduzir temáticas pouco comuns, à
revelia do Código Hays. Imprimiu marca pessoal aos trabalhos. Tornou-se referência
às tendências mais arejadas e autorais surgidas ao fim da Segunda Guerra
Mundial — principalmente na Europa. François Truffaut o teve como exemplo, graças
ao western Madrugada da traição (The naked dawn, 1955). Mais
recentemente, Martin Scorsese o destacou entre os “contrabandistas” no
documentário Uma viagem pessoal através do cinema americano com Martin Scorsese
(A
personal journey of Martin Scorsese througn American movies, 1995).
Edgar G. Ulmer
faleceu em 1974, aos 68 anos. Conduziu a carreira de diretor, roteirista,
produtor e cenógrafo até 1964. Assinou 56 filmes entre curtas e longas, ficções
e documentários, creditados ou não. Destacam-se O gato preto (The
black cat, 1934), The singing blacksmith (1938), The
light ahead (1939), Bluebeard (1944), Estranha
ilusão (Strange illusion, 1945), Curva do destino (Detour,
1945), Her sister’s secret (1946), Flor do mal, Ruthless
(1948), Os piratas de Capri (I pirati di Capri, 1949) e Madrugada
da traição.
Graças a Lamarr, Flor
do mal é o trabalho que Ulmer tocou em condições mais confortáveis. As
filmagens ocorreram de início de dezembro de 1945 a meados de março de 1946,
descontados cerca de 20 dias de interrupção devido à gripe que abateu a atriz logo
nos primeiros dias. Ela se mostra em seu mais desafiador papel. Provavelmente,
é a única vez em que atuou de fato. O empreendimento decorre do próprio esforço de
Lamarr. Financeiramente estabilizada graças aos royalties recebidos pelas
invenções, pôde — ao menos uma vez — assegurar que não seria somente um rosto
bonito. Uniu-se a Hunt Stromberg na produção executiva e confiou a direção a
Ulmer. Flor do mal é exemplo de cinema independente, algo ainda não
habitual no sistema industrial da produção estadunidense.
O roteiro de
Herbert “Herb” Meadow — com contribuições dos não creditados Hunt Stromberg e
Edgar G. Ulmer — adapta muito resumidamente a densa, longa, complexa e popular
novela The strange woman, de Ben Ames Williams. Os direitos de
adaptação foram adquiridos por Lamarr. O script se concentra na figura de Jenny
Hager (Jo Anne Marlowe, criança/Lamarr) e seu desenvolvimento desde a infância
à deriva transcorrida em ambientes marcados pela pobreza, prostituição e
alcoolismo do pai Tim Hager (Hoey). Por meio de torpes ardis, ascende ao posto
da mulher mais influente da lamacenta cidade portuária e madeireira de Bangor,
estado do Maine. A trama tem breve introdução em 1824. O principal da história
acontece 16 anos após. Jenny se valeu da beleza na perseguição aos recursos que
a tirassem da sórdida pobreza. Seduziu os homens que a interessavam. Sequer
poupou namorados das amigas. Não era simples e estereotipada arrivista. Amparava
pessoalmente a pobreza. Jamais esqueceu as origens difíceis. Percorreu caminho
inverso ao de Scarlett O’Hara — protagonista do romance Gone with the wind, de
Margaret Mitchell, vivida no cinema por Vivien Leigh em ...E o vento levou (Gone
with the wind, 1939), de Victor Fleming. A seu modo, também afirmou que
não voltaria a passar fome e outras privações.
Jenny Hager é
complexa e nuançada. A personalidade e maneiras de agir mudam com as
circunstâncias, sempre em consideração aos próprios interesses. Corajosa,
disposta a tudo para se provar, Hedy Lamarr se entregou a verdadeiro desafio. A
personagem, auxiliada pela fotografia de Lucien N. Andriot, é destacada nos
aspectos sombrios, sem esquecer os iluminados, de suas contradições. Edgar G.
Ullmer garantiu à atriz significativas tomadas em close-up para salientar as
máscaras de Jenny, principalmente os olhares penetrantes. Entrevistado por
Peter Bodgdanovich, afirmou sobre Flor do mal: “Um belo filme. Hedy
Lamarr quase conseguiu uma indicação da Academia pela sua participação. Foi o
único filme de sua vida em que ela teve que representar. Um belo filme — muito
difícil, muito bonito”[1].
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Jenny Hager (Hedy Lamarr) |
Apesar de revelar
tanta perfídia, Jenny não é personalidade doentia. Perturbadora é o termo mais
correto para defini-la. Desde criança, nas brincadeiras, soube se impor — não
raro perigosamente e pela violência. Era a dona do pedaço. Nada a intimidava. Fazia
questão de escapar à área de influência do pai alcoólatra que a negligenciava e
maltratava. Cedo definiu o futuro. Limitações materiais jamais a tolheriam. Não
seria empregada doméstica das famílias abastadas e não se entregaria à prostituição.
Usaria a beleza para subjugar, sobremaneira aqueles que a espezinharam. A falta
de educação formal não seria empecilho.
Adulta, ainda era
surrada pelo pai. Decidida, aproveitou uma dessas ocasiões. Não reagiu às
chibatadas. Com as costas laceradas, buscou socorro e abrigo na mansão do viúvo
e empresário Isaiah Poster (Lockhart). É o ricaço do lugar e pai do amigo de
infância Ephraim (Hayward) — por ela apaixonado. Os líderes locais, preocupados
com a situação moral — principalmente após a morte de Tim Hager —, forçam o
casamento de Isaiah com Jenny. O frágil Ephraim se desespera. Sagaz manipuladora,
ela administra as inseguranças de pai e filho. No meio tempo, aproveita as
oportunidades cedidas pela religião para o trabalho de promoção aos pobres. Não
há hipocrisia nesse direcionamento. É uma femme
fatale, uma predadora com senso de compaixão — exceto pelos homens que a
cercam. Cansada do velho e gordo Isaiah, acerca-se do carente Ephraim.
Convence-o dar cabo do pai. Depois, volta os olhos para John Evered (Sanders) —
namorado da melhor amiga, Meg Saladine (Brooke). Sem muitas considerações,
toma-o para si e lança Ephraim — coberto de remorso e autopiedade — na lama do
abandono e da indigência, com resultados fatais.
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Jenny Hager (Hedy Lamarr) |
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Jenny Hager (Hedy Lamarr), Ephraim Poster (Louis Hayward), Mrs. Hollis (Olive Blakeney) e Isaiah Poster (Gene Lockhart) |
Com atmosfera
carregada, Flor do mal tem narrativa orientada pela inevitabilidade do
destino. Apesar da capacidade de maquinação, Jenny não deixa de ser uma incontrolável
força da natureza impulsionada pela implacabilidade do inexorável. Evidentemente,
é racional como poucos. Entretanto, é acima de tudo uma produção da beleza e fúria
sexual. Ela sabe disso, é certo — principalmente ao se comparar com Cleópatra:
"Não foi por saber servir a mesa que a rainha do Egito se deu bem”, afirma.
Infelizmente, parece desconhecer a história completa da soberana. Fatores irrefreáveis,
das esferas biológica e sobrenatural, maquinam contra ela e lhe ampliam a
insegurança — algo que parecia impossível de certa forma. Na verdade, sempre se
arriscou muito nas jogadas — por mais calculadas que fossem. Descobre que não
pode gerar filhos tão desejados por Evered. Além disso, surge em Bangor o
apocalíptico pregador itinerante Lincoln Pittridge (Keih/não creditado). Sequer
conhece Jenny, o que não o impede de lançar olhares de fúria acusadora sobre
ela: “A beleza atrairá o mal e o mal a destruirá”, adverte. Uma combinação de
fatores adversos — fúria, insegurança, infertilidade, ciúme e um acidente —
apressam o final trágico da mulher que, de algum modo, se apresentou como a
perdição de Bangor. Era como uma tempestade impulsionada por excitação e
desejo de posse. O final, ainda que abrupto, segue o esperado. Apesar de o
Código Hays ter se descuidado na avaliação, Flor do mal percorre a
trilha da moralidade típica aos filmes de Hollywood naquele momento. Não
haveria salvação para a mulher que ousou subverter todas as normas sociais.
Ao contrário de
muitos filmes de época, contemporâneos a Flor do mal, a realização de Ulmer
não se preocupa com a apresentação de uma embalagem impecável. Na maioria das
vezes, isso apenas serve para conferir ar de artificialidade às produções. Não
há luxo excessivo. A geografia e cor local de Bangor influenciaram a acertada
cenografia de Nicolai Remisoff, bem destacada pela fotografia em preto e
branco, de baixa luminosidade, de Andriot. Ainda assim, o conjunto é impecável.
Um caráter gótico percorre as imagens. É muito funcional para destacar aspectos
e aparência de uma movimentada cidade em construção, tomada por fauna humana no
ponto da ebulição. Além dos cuidados na filmagem, a orquestração dos movimentos
— com respeito ao encadeamento dos planos e sequências — de Flor
do mal é bem ritmada. A tensão se apresenta em níveis adequados, sempre
influenciada pela perturbadora Jenny Hager. Pode ser esteticamente datado.
Porém, pouco importa. Permanece eficaz e prende a atenção.
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Meg Saladine (Hillary Brooke), John Evered (George Sanders) e Jenny Hager (Hedy Lamarr) |
As
interpretações, em filmes assim, oferecem aquele algo mais. Hedy Lamarr se
revela viva e intensa na exposição de uma mulher na flor da idade, sexualmente
dinâmica e contraditória. Domina a cena com olhos repletos de desejo e
incontida fúria.
Bons são os
desempenhos de Alan Napier para o juiz Henry Saladine, pai de Meg, e de Dennis
Hoey. Infelizmente, aparecem pouco. Hillary Brooke enfrenta as limitações da
personagem: contida, passiva e submissa ao papel ocupado na estrutura social.
Quanto a Louis Hayward e Gene Lockhart, tem-se a impressão de que fizeram pouco.
Dramaticamente são nulos ou demasiado estáticos.
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Alan Napier como o juiz Henry Saladine |
Estranho é George
Sanders totalmente fora do habitual. Geralmente interpretava tipos
sofisticados. John Evered é praticamente um trabalhador braçal, capataz das
áreas de extração madeireira de Isaiah Poster. Ascendeu à administração geral
da empresa após a morte do patrão, graças ao empurrão da interesseira Jenny.
Absolutamente, não convence. O próprio ator não disfarça que está pouco à vontade.
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Hedy Lamarr e George Sanders nos papéis de Henny Hager e John Evered |
Por fim, um
esclarecimento: Edgar G. Ulmer não dirigiu Flor do mal integralmente. Os
minutos iniciais, dedicados à infância de Jenny, foram rodados pelo não
creditado Douglas Sirk.
Roteiro: Herbert “Herb” Meadow, Hunt Stromberg (não
creditado), Edgar G. Ulmer (não creditado), baseados na novela The
strange woman, de Ben Ames Williams. Produção executiva: Hedy Lamarr, Hunt Stromberg. Música: Carmen Dragon. Direção de fotografia (preto e branco):
Lucien N. Andriot. Montagem: John M.
Foley, Richard G. Wray. Supervisão da
montagem: James E. Newcom. Desenho
de produção: Nicolai Remisoff. Direção
de arte: Nicolai Remisoff. Figurinos:
Natalie Visart. Penteados: Blanche
Smith. Maquiagem: Joseph Stinton. Assistência de direção: Lester D.
Guthrie. Assistência da direção de arte:
Victor Greene. Som: Corson Jowett. Joias: Eugene Joseff (não creditado). Apresentação: Hunt Stromberg. Continuidade: Shirley Ulmer. Estúdio de mixagem de som: Western
Electric Recording. Tempo de exibição:
100 minutos.
(José Eugenio Guimarães, 2016)