O projeto, abandonado por Milos Forman e Michael Cimino,
terminou nas mãos de Martin Scorsese. Este não desperdiçou a oportunidade.
Transformou O rei da comédia (The king of comedy, 1982) em uma de
suas melhores realizações. Trata-se de cruel, amarga, irônica e bem humorada
radiografia da sociedade estadunidense. Robert De Niro brilha como Rupert
Pupkin. Anônimo num meio que celebra a exposição e o culto desmedido aos ídolos
do consumo fabricados pela televisão, tenta escalar o sucesso a qualquer preço.
Qual vampiro carente por fama e atenção, assedia o famoso apresentador Jerry
Langford, papel dramático defendido com garra por um Jerry Lewis jamais visto. Para
Martin Scorsese, infelizmente, O rei da comédia fracassou nas
bilheterias. Vai ver, boa parte do público não gostou de ver a própria imagem
refletida no espelho de Rupert Pupkin. A apreciação a seguir é de 1984.
O rei da comédia
The king of comedy
Direção:
Martin Scorsese
Produção:
Arnon Milchan
Embassy International Pictures,
20th. Century Fox
EUA — 1982
Elenco:
Robert De Niro, Jerry Lewis,
Diahnne Abbott, Sandra Bernhard, Shelley Hack, Catherine Scorsese, Tony Randall,
Charles Scorsese, Mardik Martin, Martin Scorsese, Ed Herlihy, Lou Brown,
Loretta Tupper, Peter Potulski, Vinnie Gonzales, Whitney Ryan, Doc Lawless,
Marta Heflin, Katherine Wallach, Charles Kaleina, Richard Baratz, Cathy
Scorsese, Fred de Cordova, Chuck L. Low, Liza Minnelli, Leslie Levinson, Alan
Potashinck, Michael Kolba, Robert Colston, Ramon Rodriguez, Chuck Coop, Sel
Vitella, Margo Winkler, Tony Boschetti, Shelley Hack, Mick Jones, Joe Strummer,
Paul Simonon, Kosmo Vinyl, Ellen Foley, Pearl Harbour, Gaby Salter, Jerry
Baster-Worman, Dom Letts, Jay Julien, Richard Daguardi, Matt Russo, Thelma Lee,
Joyce Brothers, George Kapp, Victor Borge, Ralph Monaco, Rob-Jamere Wess, Kim
Chan, Audrey Dummett, June Prud'Homme, Frederick De Cordova, Edgar J. Scherick,
Thomas M. Tolan, Ray Dittrich, Richard Dioguardi, Harry J. Ufland, Scotty
Bloch, Jim Lyness, Bill Minkin, Diane Rachell, Dennis Mulligan, Tony Devon,
Peter Fain, Michael F. Stodden, Gerard Murphy, Jimmy Raitt, vozes de Bill
Jorgensen, Marvin Scott, Chuck Stevens, William Litauer, Jeff David e os não
creditados Allan Baker, Mary Elizabeth Mastrantonio, Mike Tremont.
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Martin Scorsese, Jerry Lewis e Robert De Niro |
O rei da comédia abriu o Festival
de Cannes de 1983. É a quinta associação de Martin Scorsese com Robert De Niro.
Estiveram juntos em Caminhos perigosos (Mean streets, 1973); Motorista
de táxi (Taxi driver, 1976); New York, New York (New
York, New York, 1977); e O touro indomável (Ranging
bull, 1980).
É uma das
melhores realizações do diretor. Este assumiu a empreitada após seguidas
desistências de Milos Forman e Michael Cimino. Não sei... Talvez esteja
equivocado — assim, perdoem-me os fãs mais empedernidos —, mas tive a sensação
de que supera o premiado Taxi driver e perde apenas para O
touro indomável (Raging Bull, 1980) na filmografia de
Scorsese. O rei da comédia é amarga, irônica e corrosiva radiografia da
sociedade estadunidense. Não é mera realização de humor, como o título e a presença
de Jerry Lewis — chamado pelos franceses de Le
roi de la comédie — podem dar a entender.
Scorsese serve-se
do roteiro enxuto e preciso de Paul Zimmerman para mergulhar fundo numa das
mais caras obsessões estadunidenses: a relação vital, de amor e ódio, entre o
ídolo e a razão de sua existência — o fã. Jerry Langford (Lewis) é titular de
um dos mais aclamados programas da televisão dos EUA, transmitido diariamente, coast to coast, desde Nova York.
Reconhecido pela elegância e humor demonstrados no vídeo é, por isso mesmo,
motivo de permanente assédio. Milhares de espectadores desejam, de algum modo, participar
do seu mundo. Sitiam-no diariamente à saída da emissora que transmite o The
Jerry Langford Show[1].
Para vê-lo simplesmente, conseguir algum souvenir — pertences, pedaços de roupa
ou fios de cabelo — ou descolar autógrafos, reúnem-se admiradores inofensivos, desesperados
por palavras de conforto e os mais perigosos e obsessivos fãs. Entre estes estão
a rica, solitária, histérica e sexualmente carente Marsha (Bernhard) — louca por uma
noite de amor com Jerry — e Rupert Pupkin (De Niro) — ansioso por
chance de aparecer na televisão e provar o talento que imagina ter.
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Masha (Sandra Bernhard) à espreita |
Marsha quer o
corpo físico de Langford. Pupkin pretende deslanchar na carreira de comediante
e superar o incômodo anonimato. Anseia confirmar a máxima de Andy Wahrol: “No
futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. É o tempo de que necessita na
primeira chance diante das telecâmeras. Conhece todos os detalhes da vida de Jerry
Langford. Espera igualar-se a ele ou até superá-lo. Pupkin é a razão do título
do filme. Ele — não o personagem de Lewis — é o “rei da comédia”. Assim deseja
ser conhecido.
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Jerry Lewis como o assediado Jerry Langford |
Rupert Pupkin
carrega na ênfase ao pronunciar o nome. Luta de todas as maneiras para se fazer
notar. Veste roupas de cores chamativas e destila conversa verborrágica, típica
de megalômanos e mitômanos. Não tem consciência de que é um obcecado. Aos 34
anos é um solitário afundado em carências.
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O fã Rupert Pupkin (Robert De Niro) e sua vítima, Jerry Langford (Jerry Lewis) |
Jerry Langford é
o primeiro papel dramático de Jerry Lewis em mais de 30 anos de carreira[2].
Um
trapalhão mandando brasa (Hardly working, 1981) e As
loucuras de Jerry Lewis (Smorgasbord, 1983), últimos filmes
que simultaneamente estrelou e dirigiu, fracassaram junto ao público e à crítica.
O ator-realizador perdia gás desde Uma família fuleira (The
family jewels, 1965). Em 1966 estrelou para Gordon Douglas o nada
engraçado Um biruta em órbita (Way... way out) ao lado da
felliniana Anita Ekberg. O público estadunidense sempre o teve na conta de
palhaço. Nunca lhe dispensou maiores atenções. Jamais compreendeu a “estranha e
exagerada” reverência conquistada pelo comediante junto aos franceses, graças aos
quais o mito Jerry Lewis foi construído. Ele sempre soube disso. Tanto que,
agradecido, realizou e estrelou em Paris, no auge da decadência, o nunca
distribuído O dia em que o palhaço chorou (The day the clown cried,
1972).
Os fãs não sabem,
mas Jerry Langford tem duas faces. A imagem privada destoa totalmente da efígie
pública. O apresentador sorridente, simpático e acessível da TV e rua é carrancudo
e solitário no recesso do lar. Pupkin percebe essa contradição em raro e rápido
instante de lucidez.
Àqueles
habituados aos personagens tão atrapalhadamente cômicos de Lewis estranham vê-lo
como alguém tão soturno. Langford confirma: a aparência nada revela. Comprova o
ditado “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. É mito construído pela TV,
símbolo da sociedade de consumo. Propaga imagem de sucesso na roupagem de
produto posto à venda. Supostamente, como reza a publicidade, está ao alcance
de qualquer um. A mensagem é claramente ambígua: todos podem ser ou ter Jerry
Langford. Qualquer um pode levá-lo para casa em autógrafos, tomar-lhe pertences
transformados em lembranças ou — de modo mais
civilizado — consumi-lo no grande supermercado que é a
televisão. Mas os mais afoitos como Marsha e Pupkin ultrapassam os limites do
permitido. Ambos são riscos à máxima de que “o show deve continuar”.
A solidão e
amargura extravasadas por Langford na vida real revelam, de certo modo, um
pouco de lucidez num universo onde tudo é alienação, ilusão, confusão,
falsidade e aparência. Por trás do semblante fechado, mas sincero, abriga-se
alguém ciente do potencial desumanizador da máquina televisiva e da sociedade
em que vive. Seu jeito verdadeiro de ser funciona como barreira protetora contra
os fantoches gerados pelo vídeo — gente que odeia, que tudo faz para tomá-lo
como elixir de todos os males e até o confunde com guloseima atirada aos
animais do zoológico.
O rei da comédia compara o fã ao vampiro.
Isso fica claro logo nas cenas iniciais, noturnas, com os aficionados à
espreita do ídolo. Os principais personagens da história são aí revelados.
Jerry sai do estúdio, vence a multidão histérica e entra no carro. No interior
do veículo é literalmente emboscado por Marsha. A confusão gerada favorece
Rupert. Vê aí a grande chance de contatar Jerry pessoalmente. Não perde tempo.
Passa por segurança e o ajuda a se livrar da louca e assanhada colega. Tão logo
ela é afastada, entra no carro com o apresentador. Gruda-se a ele. Sem jeito
para expulsá-lo, Langford é obrigado a dispensar atenção à interminável ladainha
do intruso.
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Robert De Niro como Rupert Pupkin |
Pupkin não teme
parecer insistente e ridículo. Tais palavras têm significados desconhecidos
para ele. Langford, sem disposição para conversa, responde afirmativamente a
tudo o que ouve. Deseja apenas se livrar do incômodo. Recomenda ao fã a
produção do The Jerry Langford Show para entrevista de aferição de talento.
Talvez tenha chances — diz ao insistente Pupkin. Não sabe que abriu as portas à
infestação de um autêntico carrapato.
Daí em diante Rupert Pupkin
dá asas à imaginação. Torna-se puro devaneio. Perde de vista a linha divisória
entre fantasia e realidade. Vê-se como showman
famoso, almoçando com Jerry, substituindo-o, contraindo núpcias ao vivo e para
todo o país no programa de Langford. A noiva é Rita (Abbot), atendente de bar, outrora
sua colega de escola. Quem os casa, durante o delírio — sem esquecer de
interromper a cerimônia para os comerciais antes do momento culminante — é o diretor da
instituição em que estudaram, investido no cargo de juiz de paz.
Rupert logo procura
Rita. Acredita estar a um passo da fama. Pode, portanto, resolver problemas
afetivos de outra ordem. Convida a moça para sair, com o claro objetivo de
estabelecer namoro. Presenteia-a com o próprio autógrafo. Comunica que a assinatura
terá, em breve, apreciável valor.
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No palco improvisado de seu quarto, Rupert Pupkin (Robert De Niro) delira com a fama |
A casa de Pupkin
é outro delírio. Não é mostrada por inteiro. São visíveis apenas os seus aposentos
privados. Assemelham-se a um templo reservado ao culto da tietagem. As paredes revelam
imagens de gente famosa e uma miniatura de auditório frente à enorme fotografia
de uma plateia. Percebe-se também um miniestúdio de gravação para registro de
performances. Sabe-se que é a casa de Pupkin porque ele é, vez ou outra,
chamado à realidade pela voz da mãe[3]
que nunca aparece.
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Ambição e delírio: Rupert Pupkin (Robert De Niro) |
No dia seguinte
ao encontro, Pupkin começa o cerco a Langford. Comparece à produção do espetáculo.
Pede para ser anunciado como integrante do staff.
Afirma ser grande e íntimo amigo do apresentador. Mas percebe rapidamente que
algo não vai bem. A recepcionista convoca a secretária Cathy Long (Hack). Sem
conseguir despachar Pupkin, pede-lhe, como último recurso, fita gravada com a
prova do talento. Ele não demora a voltar com a encomenda. Deseja resposta de pronto.
E mais: quer falar com Jerry. Não aceita o argumento da ausência do
apresentador; sequer se conforma com a quantidade de dias necessários à
apreciação da fita. Monta plantão na recepção, à espera do ídolo. É expulso
pela segurança. Na rua encontra Marsha, que o informa da presença de Langford
no prédio. Inconformado, invade o conjunto sem a menor cerimônia. Segue-se uma
sequência de movimentação frenética, exemplarmente filmada, com Pupkin entrando
e saindo de salas, acompanhado por câmera atenta e célere. Não demora a voltar
ao olho da rua.
Delirando cada
vez mais, Pupkin acredita num complô orquestrado contra ele e a amizade que
julga ter com Langford. Imagina-se convidado para um fim de semana na casa de
campo do apresentador. Daí à realidade basta um pulo. Chega ao local acompanhado
de Rita. Com sua lábia convence a criadagem estupefata. Instala-se. Toma posse
do lugar, literalmente. Jerry chega com expressão de poucos amigos. Expulsa os indesejáveis,
para suprema vergonha de Rita. Ela, enganada por Pupkin, acreditava na amizade
de ambos. O fã não se entrega. Lança um ultimato: será 50 vezes mais famoso que
Langford.
Os próximos
movimentos são radicais. Pupkin e Marsha, unidos, sequestram o apresentador. O
preço da libertação é a participação de Pupkin no programa, com a exigência de
ser apresentado como “O rei”. Acuada, a produção aceita, mas chama o FBI.
Pupkin recebe voz de prisão nos bastidores. Mesmo assim, vai ao ar. Tem assegurados
os 15 minutos de fama. Faz humor com a história de sua vida. Marsha, na guarda
a Jerry, planeja a tão esperada noite de amor com o apresentador. Mas este
aproveita um descuido para fugir, após desferir inesperado soco à moça.
Desesperada, ela parte em perseguição, rua afora, em trajes sumários. Pupkin tem
melhor sorte. Sua surpreendente aparição no The Jerry Langford Show,
seguida da prisão, transforma-o em inesperado sucesso, bem ao gosto da
mentalidade média estadunidense. É condenado a seis anos de reclusão. Aproveita a ocasião para escrever autobiografia campeã de vendas e transformada em roteiro
de Hollywood. Libertado, assina contrato para apresentar programa exclusivo.
Agora é um mito americano. Chegou lá. É o que basta às multidões anestesiadas,
legitimadoras do sistema. Não importam as qualidades artísticas do novo
apresentador. Ninguém quer saber se é idiota ou gênio. O que conta é sua
perseverança, audácia e triunfo. Fez jus ao título de rei. Deixou de ser pobre
coitado. Venceu o anonimato, galgou os degraus da fama.
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Jerry Langford (Jerry Lewis) diante do desesperado poder da fã |
Aparentemente
Scorsese não faz juízos morais sobre Pupkin. Deixa isso para o público. Foi
muito criticado pela opção. Entretanto, podem ser consideradas do diretor as
palavras do Capitão Burke (Daguardi) do FBI, responsável pela prisão de Pupkin:
deveriam prender o autor das piadas que esse sujeito apresentou diante das câmeras.
As plateias estadunidenses
ficaram mudas diante de O rei da comédia. Não gostaram nada
do que viram. Resultado: fracasso nas bilheterias.
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Masha (Sandra Bernhard) e Rupert Pupkin (Robert De Niro) |
De Niro se supera
como Pupkin. Jerry Lewis não deixa por menos. Conhecedor dos tempos e do ritmo
da comédia, contribuiu sobremaneira ao perfeito andamento da realização.
Scorcese aparece em
ponta como diretor do The Jerry Langford Show. Tony
Randall tem participação especial como ele mesmo.
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Os técnicos preparam a tomada enquanto Martin Scorsese orienta Robert De Niro e Sandra Bernhard, intérpretes respectivos de Rupert Pupkin e Masha |
Roteiro: Paul D. Zimmerman. Produção associada: Robert F. Colesberry. Produção executiva: Robert Greenhut. Direção de fotografia: Fred Schuler. Montagem: Thelma Schoonmaker. Produção
de elenco: Cis Corman. Desenho de
produção: Boris Leven. Direção de
arte: Lawrence Miller, Edward Pisoni. Decoração:
George DeTitta Sr., Daniel Robert. Figurinos:
Richard Bruno. Maquiagem: Philip
Goldblatt. Penteados: Lyndell
Quiyou. Assistente de maquiagem: Jay
Cannistraci (não creditado). Gerente de
produção: Robert F. Colesberry. Supervisão
de pós-produção: Barbara De Fina. Assistente
de gerente de unidade de produção: Thomas A. Razzano. Supervisão de produção: Thelma Schoonmaker. Gerente de unidade de produção: Ezra Swerdlow. Segundo assistente de direção: Lewis Gould. Primeiro assistente de direção: Scott Maitland. Estagiário do Directors Guild of America:
Jerry Olinick. Contrarregra: Bill
Bishop, Jimmy Raitt. Arte cênica:
Edward Garzero. Carpintaria: Carlos
Quiles Sr. Camareiro: David Weinman.
Máquinas de construções: Joe
Williams Sr. Pintura: Richard
Shelton (não creditado). Edição de som:
Rebecca Einfeld, Gary S. Gerlich, Victoria Martin, Bill Wylie. Mixagem da regravação de som: Tom
Fleischman, Dick Vorisek. Operador de
microfones: Vito L. Ilardi. Mixagem
de som: Les Lazarowitz. Supervisão
da edição de som: Frank E. Warner. Ruídos
de sala: Ken Dufva (não creditado). Gravação
de som: Bob Olari (não creditado), Gary Parker (não creditado), Philip
Rogers (não creditado). Segundo
assistente de câmera: Ricki Ellen Brooke. Primeiro assistente de câmera: Sandy Brooke, Gábor Kövér (não
creditado). Operadores de steadicam:
Garrett Brown, Ted Churchill. Maquinistas:
Norman Buck. Assistentes de câmera:
James Fitzpatrick, Deane Helms. Operador
de câmera: Dick Mingalone. Fotografia
de cena: Lorey Sebastian. Eletricista-chefe:
William Ward. Operador de gravação em
vídeo: Dennis Degan (não creditado). Assistente
de produção de elenco: Jack De Palma. Produção
de elenco-extra: Sylvia Fay. Supervisão
de figurinos: William Loger. Assistente
de figurinos: Mary Ellen Winston. Montagem
do negativo: Donah Bassett. Segundo
assistente de montagem: Louis Bertini. Primeiro
assistente de montagem: Richard Candib. Aprendizes de montagem: Mary Hickey, Susan Lazarus. Coordenação da pós-produção: Holly
Huckins. Correção de cor: Robert
Raring. Consultoria musical: Mark
Del Costello. Produção musical:
Robbie Robertson. Capitão de
transportes: Harold McEvoy. Assistentes
de produção: Jourdan Arenson, Michael Dulin, Peter Grossman, Harry Litman,
Randee Post, Sylvia Reed, Susan Rollins, Gil Rossellini-Dasgupta, Bill
Scheffer, Laurie Spring, Todd Thaler, Jennifer Wyckoff. Publicidade: Marion Billings. Auditoria:
Dominique Bruballa, Valerie Sancoff. Assistente
do escritório de coordenação da produção: Sarah Carson. Controladoria: William Goldberg. Continuidade: Roberta O. Hodes, Sheila
Paige, Hannah Scheel. Coordenação do
escritório de produção: Shelley Houis. Consultoria
de vídeo: Loretta Lorden. Planejamento
de créditos: Dan Perri. Assistentes
para Robert De Niro: Alan Potashnick. Assistentes
para Robert Greenhut: Helen Robin, Shawn Slovo. Coordenação de locações: Amy Sayres. Assistente para Martin Scorsese: Deborah Schindler. Filme dedicado a: Dan Johnson. Câmera e equipamentos relacionados:
ARRI/Camera Service Center. Agência de
extras: Sylvia Fay/Lee Genick & Associates Casting. Tempo de exibição: 109 minutos.
(José Eugenio Guimarães, 1984)
[1] Paul Zimmerman inspirou a criação
do roteiro no Tonight Show, apresentado por John Carson e transmitido para
todo o país. Carson foi convidado a fazer o personagem Jerry Langford. Recusou,
mas pôs à disposição de Scorsese todo o aparato do programa.
[2] A primeira aparição
cinematográfica de Jerry Lewis foi em Amiga da onça (My friend Irma, 1949), de
George Marshall. O primeiro filme que dirigiu é de 1960: O mensageiro trapalhão (The
bellboy).
[3] Voz de Catherine Scorsese, mãe do
diretor.