domingo, 15 de novembro de 2015

O DE MILLE SIMBOLISTA, COMO NUNCA MAIS SE VIU

Conheço poucos filmes dirigidos por Cecil B. De Mille. Assisti a apenas 15% dos 80 títulos realizados entre 1914 e 1956. Desse montante, 80% pertencem ao período silencioso, considerado pelos historiadores como o artisticamente mais fértil do cineasta. Vassalagem (The whispering chorus, 1918) é o trigésimo sétimo trabalho que assinou nos quatro anos iniciais da carreira. É surpreendente. Não há filme igual em sua  trajetória. Além de ser um dos primeiros dramas psicológicos do cinema, é perpassado por densa e complexa — dada a época da realização — atmosfera simbolista. Antecipa em pouco mais de 20 anos o gênero noir e, de certo modo, a descrição sobre o lado lúgubre do sonho americano por Theodor Dreiser no romance An American tragedy. O roteiro criativo de Jeanie Macpherson — extraído de novela de Perley Poore Sheehan — faz a exposição sombria dos sucessivos revezes que acometem o infeliz John Tremble (Raymond Hatton), guiado pelas más escolhas da consciência. A sua confusa capacidade de discernimento é, inclusive, personagem da história — caso talvez único em todo o cinema. Por mais imprudentes que sejam as afirmações do tipo, Vassalagem corre o risco de ser o ponto alto da carreira de De Mille.






Vassalagem
The whispering chorus

Direção:
Cecil B. De Mille
Produção:
Cecil B. De Mille
Famous Players-Lasky Corporation
EUA — 1918
Elenco:
Raymond Hatton, Kathlyn Williams, Edythe Chapman, Elliott Dexter, Noah Beery, Guy Oliver, John Burton, Tully Marshall, William H. Brown, James Neill, Gustav von Seyffertitz, Walter Lynch, Edna Mae Cooper, Charles Eyton e os não creditados Julia Faye, Parker Jones, Jack Mulhall, Tex Driscoll, Charles Ogle.


Cecil B. De Mille, de botas, durante as filmagens de Mulheres e homens (Four frightened people, 1934)



Segundo o Internet Movie Database (IMDb), Cecil B. De Mille dirigiu 80 filmes. Iniciou a carreira em 1914 com Amor de índio (The squaw man) — feito em parceria com Oscar Apfel — e a encerrou em 1956 com Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments)[1] — ainda assombroso épico bíblico.


Conheço doze títulos realizados por ele — apenas 15%. Não é dos meus cineastas preferidos. Agradam-me, acima de tudo, a marítima aventura de época Vendaval de paixões (Reap the wild wind, 1942), os westerns Jornadas heróicas (The plainsman, 1936), Os inconquistáveis (Unconquered, 1947) — na verdade um pré-western — e, especialmente, Aliança de aço (Union Pacific, 1939), pelo qual se aventurou na seara de John Ford em O cavalo de ferro (The iron horse, 1924). Apesar da solenidade excessivamente grandiloquente, gosto de Os Dez Mandamentos. Não nutro afeição alguma por Sansão e Dalila (Samson and Delilah, 1949) — ridículo além da medida — e o superficial, equivocadamente oscarizado como Melhor Filme, O maior espetáculo da Terra (The greatest show on Earth, 1952)[2] — ao qual aderi com entusiasmo apenas nos anos da infância. Cleópatra (Cleopatra, 1934) e As cruzadas (The crusades, 1935) não passam de exageradas e insossas trivialidades. Apesar de revestidos com toda a pompa, enganam apenas incautos atraídos pelo engodo das falsas aparências. Dos anos 20 vi unicamente Rei dos reis (The king of kings, 1927), com imagens nubladas em minhas lembranças de menino.


Segundo os estudiosos, a década de 10 é a mais rica do cineasta. No período, De Mille não foi apenas pioneiro, mas experimentador dotado de ousadia e lampejos de criatividade. Passava a impressão de procurar a segurança artística da marca pessoal. Dadas as terríveis condições em que o assisti, pouco posso dizer de Amor de índio. Porém, deixaram-me ótimas impressões o ligeiro drama conjugal Amores velhos por novos (Old wives for new, 1918) e Vassalagem. Este é, certamente, uma das primeiras peças psicológicas do cinema. Foi concebido como drama moral perpassado por densa atmosfera simbólica.


Vassalagem é o trigésimo sétimo título assinado por De Mille nos quatro anos iniciais de carreira. Expõe sombriamente os sucessivos revezes de um homem guiado pelas más escolhas da consciência, às quais se junta o peso da culpa. Somam-se a isso as repercussões dos atos sobre a vida de terceiros que lhe são próximos. O esboço dos personagens, a ambientação opressora de iluminação soturna e o tom de tragédia antecipam em pouco mais de 20 anos — segundo os historiadores — algumas características fundamentais do cinema noir. É tido como o ponto alto de uma carreira. Infelizmente Vassalagem foi às plateias de final dos anos 10 uma peça à frente de seu tempo. A densa complexidade narrativa — francamente depressiva, somada ao andamento trágico — assustou o público. O fraco desempenho nas bilheterias acabou se impondo às próximas investidas do cineasta. Abalado com o fracasso financeiro da realização, De Mille abriu mão das boas qualidades de artista experimentador. Sucumbiu — como o protagonista do filme — aos impulsos da má consciência. Deixou-se iludir pelos sabores e desejos de plateias em busca tão somente do cinema de apelos e emoções fáceis, para também manipulá-las. Abandonou as questões relevantes de âmbito moral para se converter em moralista cada vez mais conservador, antenado aos anseios de consumo das massas educadas pela repressão puritana e — não para menos — atraídas por válvulas de escape relacionadas à lascívia e religião — as tônicas em exageradas encenações de gosto duvidoso.


Ao que se vê, De Mille absorveu as lições dos romanos no tratamento controlador das massas: quanto mais circo, melhor. Dos anos 20 em diante dará plena vazão aos dizeres que cunhou a partir da subversão dos ensinamentos de Jesus conforme o Evangelho de Mateus (23, 24). O nazareno lançou advertência aos condutores cegos, que coam moscas mas engolem camelos. De Mille, qual guia esperto das ordenações hollywoodianas, dirá: "Se é possível convencer o público a engolir uma mosca, não haverá dificuldade alguma em levá-lo a digerir um camelo".


Dada a época das filmagens, Vassalagem é contido melodrama, apesar de seus arroubos narrativos. A história, carregada de reviravoltas, prende a atenção. Tal também se dá pelo eficaz aparato de produção, desempenhos cativantes e bem arranjados efeitos especiais sustentados pela sobreposição. O roteiro de Jeanie Macpherson — extraído de novela de Perley Poore Sheehan — equaciona com criatividade os possíveis problemas de adaptação — particularmente os decorrentes de excessiva inverossimilhança — e equilibra satisfatoriamente os piques dramáticos com o realismo — garantido por desempenhos desprovidos de afetação e sóbrios enquadramentos.


O pobre e infeliz contador John Tremble (Raymond Hatton), às voltas com a voz da consciência


No centro da trama está o contador John Tremble (Hatton). Ouve — literal e explicitamente — os conflitos da própria consciência dividida em Boa, Má e Escárnio. O recurso utilizado na encenação é muito explorado pelas histórias em quadrinhos e desenhos animados: a oposição entre anjos e demônios flutuando nos balões de reprodução de pensamentos dos personagens ou no entorno de suas cabeças. Não sei se outro filme utilizou igual expediente. Vassalagem parece ser caso único. O título original The whispering chorus (o coro susurrante) alude aos rostos da Maldade (Lynch), Bondade (Mae Cooper) e do Escárnio (von Seyffertitz) flutuando invariavelmente ao redor do personagem.


John Tremble é funcionário obscuro de grande empreendimento da construção civil. O salário recebido pelo interminável trabalho de atualização do fluxo de caixa da empresa é irrisório. Mal cobre as necessidades mais básicas da subsistência. Sequer consegue renovar as peças do puído guarda-roupa. A situação piora com a chegada do Natal. Jane (Williams), a esposa econômica e compreensiva, necessita de novos vestidos. Com o casal mora a mãe (Chapman) de John. Aparentemente é honesto, mas moralmente frágil — característica problemática aos não beneficiados pelo sonho americano. O personagem antecipa em sete anos o pobre George Eastman da novela An American tragedy, de Theodor Dreiser[3] — vertida com sucesso ao cinema em 1951, por George Stevens, em Um lugar ao sol (A place in the sun).


Um daveneio: John Tremble (Raymond Hatton) e a esposa Jane (Kathlyn Williams)


Incentivado pelo Escárnio, Tremble se converte em marionete da Má consciência e prisioneiro das circunstâncias provocadas por erros em sucessão. Será arrastado à degradação moral e física. Vivenciará o surrealismo de ser preso, acusado e condenado pelo próprio assassinato.


Antes da queda: John Tremble (Raymond Hatton) com a esposa Jane (Kathlyn Williams)

  
Impulsionado ao jogo, perde o pouco que tinha. Desesperado, frauda o livro caixa da firma de Channing (Neill). Desvia dez mil dólares em proveito próprio. Só não contava com a cruzada em prol da honestidade e transparência nos negócios públicos desencadeada pelo promotor George Coggeswell (Dexter). Este desconfia da lisura de Channing nos serviços prestados à municipalidade. A auditoria percebe o desfalque. Pouco antes, temendo as consequências do mau passo, o apavorado Tremble abandonou a família e fugiu. Ocultou-se no casebre de ilha deserta, onde, aos estados de medo e isolamento, juntou-se a paranoia.


Acredita ter encontrado solução para o problema ao descobrir o cadáver de certo Edgar Smith boiando nas proximidades. Forja um plano insano. Mutila o corpo do infeliz, ao ponto de impedir qualquer reconhecimento. Substitui os documentos de identificação, inclusive as vestes. O defunto se torna John Tremble. Com ele deixa carta informando que fora forçado à fraude por chantagem de Edgar Smith, sob ameaça de ser morto. A seguir, passando-se por Smith, corre o mundo. Consegue trabalho na marinha mercante e chega inclusive à China. Enquanto isso, a polícia localiza o cadáver. Pelos documentos e demais pertences encontrados, Jane confirma: é seu marido. O reconhecimento cabal é impossibilitado pelas mutilações.


Passam-se os anos. Intimamente a mãe de John acredita que está vivo. Mesmo assim, consente no casamento de Jane com Goggeswell, agora governador do estado. Dele a suposta viúva recebeu auxílio na busca ao marido e oportunidade de trabalho. Dois anos após as núpcias, o casal espera um filho. Enquanto isso, sobrevivendo nos Estados Unidos, o foragido sofre as consequências de suas escolhas. Nunca conseguiu emprego formalizado, compatível com a formação contábil. Que documentos apresentar? Os de Edgar Smith, procurado — apesar do nome corriqueiro — por assassinato? Está reduzido a frangalhos, precocemente envelhecido, rosto e corpo marcados por cicatrizes. Além do mais, um acidente o deixou irremediavelmente coxo.


Antes da queda: John Tremble (Raymond Hatton) com sua mãe (Edythe Chapman)


Desesperado, faminto, andrajoso e mendigo resolve procurar a mãe e contar a verdade. A princípio não é reconhecido. Mas a caridade da velha senhora o alcança com um prato de comida. Quando tudo se esclarece, os fatos pesam em demasia para a anciã. É surpreendida por fatal ataque cardíaco. Antes de falecer arranca do filho a promessa de que jamais comprometeria a felicidade de Jane. Novas circunstâncias infelizes tramam contra John. É preso. A identidade de Edgar Smith se revela.


Com extrema facilidade a polícia conclui que se trata do assassino do contador. Tremble está diante da improvável contingência de ser condenado como responsável por seu próprio assassinato. Somente Jane pode salvá-lo. Mas, a que preço? Passará por bígama? Até que ponto não sabia da história? E a situação do atual marido e governador? Chamada a depor durante o julgamento, sinceramente não reconhece o réu, dadas as muitas transformações que sofreu. Condenado à cadeira elétrica e tomado pelo desespero, afirma aos gritos que é John Tremble. Porém o veredito está dado: culpado de assassinato em primeiro grau.


 Jane (Kathlyn Williams) como esposa do promotor George Goggeswell (Elliott Dexter)


Aturdida com esse desfecho, Jane é tomada pela dúvida. Resolve visitar o condenado. Junto à grade da cela, de frente para John, mirando-o à altura dos olhos, reconhece o marido. Trêmula, vai embora. Agora, assalta-a o dilema moral. Que fazer? Delira ao pensar no futuro. Num relance visualiza o filho por nascer. Sem maiores explicações pede ao marido para se valer de seus poderes e perdoar Edgar Smith, inutilmente. Busca aconselhamento jurídico, mas a lógica da justiça é cega e implacável. Não há como revogar a pena. Afinal, há um cadáver. "Se Edgar Smith não matou John Tremble, então John Tremble matou Edgar Smith". Sem que a reconheçam, vai à prisão mais uma vez. Comunica a John que veio salvá-lo — mesmo às custas da própria ruína. No entanto, desta vez ganham primazia a voz sussurrante da Boa consciência e a promessa à mãe moribunda: salvar a honra de Jane, mesmo ao preço da própria vida. Afirma resoluto: erros judiciais não foram cometidos. É culpado de assassinato e pagará por isso. Como consolo, pede somente para ficar com a flor que adorna as vestes escuras da mulher. É a única lembrança que leva à sala da execução.


Vassalagem permanece vivo no retrato que pinta dos valores da pequena burguesia puritana em suas aspirações de felicidade e ascensão social. O drama se mostra atento às armadilhas apresentadas nessa trajetória, ainda mais no seio de uma formação mal preparada para lidar com fracasso pessoal e pobreza, sempre vistos como estigmas. A base da produção é excelente. Nesse aspecto, a direção não descuidou dos figurinos e das ambientações, principalmente das condições de moradia do protagonista, do começo da história à sua completa ruína. As sequências do tribunal são de impacto e provocam sufoco; do mesmo modo as cenas da prisão e execução. Causa bom efeito o momento em que a flor segurada pelo condenado cai ao chão, despetalada, devido à pressão provocada pela eletrocussão. Além do mais, apesar das responsabilidades morais de John Tremble em tudo o que lhe aconteceu de ruim, é impossível não chegar ao fim sem lhe manifestar compreensão e um mínimo de solidariedade. Afinal, o indivíduo não se basta apenas por ele mesmo — como acredita o mais pobre argumento liberal. Também é decorrência do contexto social que o envolve.


O  promotor George Goggeswell (Elliott Dexter) com a esposa Jane (Kathlyn Williams)



O elenco em atuação contida e discreta — qualidades raras no cinema estadunidense à época, apesar dos esforços de David Wark Griffith —, inclusive nos momentos mais pungentes, merece todos os elogios. Destacam-se Kathlyn Williams, Edythe Chapman, Noah Beery e, acima de todos, Raymond Hatton. Elliott Dexter não tem muito o que fazer como bom moço. Sua atuação é monocromática. Os demais, dependentes de contextos variados, revelam-se nuançados em seus papéis. Williams atuava em séries, curtas e dramas os mais diversos há mais de dez anos. Compõe delicada Jane. Evolui da timidez, quando era pobre esposa do contador, à mulher mais solta e expansiva após união com Goggeswell. Suas oportunidades de maior brilho se dão nas dramáticas cenas da prisão, nas duas vezes em que se põe diante de John. Edythe Chapman leva adiante, de forma um tanto apagada, a tarefa de fazer a sogra de Jane. Seu talento é evidenciado nos momentos de sua morte e pouco antes, ao se deparar com o filho ainda irreconhecível. Noah Beery faz o estivador brutamontes, responsável involuntariamente pelo acidente que danificou as pernas de John. Apesar de tudo, é o camarada que acolhe e protege o infeliz nos instantes de maior precisão. Ajuda-o inclusive a escapar quando poderia ser preso em instante de descuido.


Perto do fim: John Tremble (Raymond Hatton) às voltas com a crise de consciência


Mas todas as honras cabem a Raymond Hatton, graças às características camaleônicas de seu personagem. É incrível como se transforma ao longo do filme. Passa de homem de caráter frágil até se tornar, em decorrência das escolhas, em miserável e repulsivo ser, por força da aparência; mas, também, digno de compaixão. Claro que o trabalho de maquiagem ajudou na composição. Mas o desempenho oferecido é fruto do talento, acima de tudo.


Oficialmente, segundo o IMDb[4], Hatton conta 419 créditos como ator numa carreira que vai de 1909 a 1967. Sabe-se, no entanto, que não são conhecidas todas as realizações dos primórdios do cinema. Algumas sequer foram registradas e se perderam ao longo de muitas exibições e descuido. Ainda demoraria para os esforços de preservação alcançarem os filmes. Provavelmente, então, a carreira do protagonista de Vassalagem pode ultrapassar as 500 produções[5].


John Tremble é, provavelmente, o maior momento do ator característico Raymond Hatton


No entanto, por mais incrível que pareça, John Tremble é a única atuação de Hatton como protagonista, ao menos segundo informações coletadas[6] de sua longa filmografia. Apesar do talento demonstrado, que poderia catapultá-lo à interpretação de outros personagens de ponta — inclusive com De Mille, sob cujas ordens atuou mais vezes —, praticamente passou o resto da carreira em papéis de apoio. Quase sempre era escalado para viver tipos característicos em incontáveis seriados, westerns e aventuras as mais diversas. Se brilhou em Vassalagem com o desempenho de uma vida, tal se deve ao provável fato de Johnny Tremble não apresentar qualidades de herói. O fenótipo de Hatton é o do homem comum, que passa despercebido no meio da multidão. Em nada se parecia a uma estrela de cinema — segundo a lógica modeladora do estrelato em vigor no auge da era dos estúdios. Apesar disso, John Tremble pode entrar para as antologias dos grandes personagens do tempo dos filmes silenciosos.





Roteiro: Jeanie Macpherson, baseado na novela de Perley Poore Sheehan. Direção de fotografia (preto e branco): Alvin Wyckoff. Montagem: Cecil B. DeMille. Direção de arte: Wilfred Buckland. Apresentação: Jesse L. Laski. Tempo de exibição: 86 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 2015)



[2] Todos os demais indicados à estatueta de Melhor Realização são em tudo superiores à superficialidade circense de De Mille: Ivanhoé (Ivanhoe), de Richard Thorpe; Moulin Rouge (Moulin Rouge), de John Huston; Matar ou morrer (High noon), de Fred Zinnemann; e Depois do vendaval (The quiet man), de John Ford.
[3] Sergei M. Eisenstein tentou filmá-la quando da temporada que passou nos Estados Unidos durante os anos 30. Teve os planos sabotados pela companhia produtora, a Paramount.
[5] Cf. Ibidem.
[6] Cf. Ibidem. 

4 comentários:

  1. Interesante e instructiva reseña nos presentas, amigo. Se me da que dominas muy bien la historia e interioridades del llamado séptimo arte. Qué bien!

    Abrazos

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    1. Sé un poco, José Valle Valdés. Pasé casi toda mi vida en relación con el cine. Sin embargo, todavía me necesita saber más, mucho más, sobre todo la obra de Cecil B. De Mille, del qual lo conozco muy poco.

      Abrazos

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  2. Eugenio,

    Tenho certeza de que muitos não viram o filme em pauta, como eu não o vi.

    De uma forma mais precisa, pensa-se que o cinema verdadeiro apenas se iniciou quando da época sonora. O que é um engano enorme, já que sempre ando lendo muito do cinema mudo e, além de ser ali onde tudo começou, existe muita coisa valiosa criada àquela época.

    Como o nosso editor, também não nutro muito alguns dos trabalhos do diretor, apesar de seus esforços, suas inovações, suas ideias e, acima de tudo, muita garra para por nas fitas espetáculos que outros não ousariam.

    Ainda em par com o editor, achei também muito gorda sua explanação do filme Os 10 Mandamentos antes deste ter inicio. Ele foi longo, repetitivo e um tanto garbola demais, enlevando exageradamente sua Super Produção e se promovendo por demais já no outono de sua existencia.

    Porém, não se pode negar seu veio, que foi longo, frutífero e diversificado, gostando muito dos temas religiosos, possivelmente por ser uma pessoa deste nível.

    Um pouco em contrapartida com nosso editor, aprecio sem moderação O Maior espetáculo da Terra/52, que o presenciei como uma fita de ótimas interpretações, ótimo conteúdo e dono de cenas muito bem apanhadas. Mas, não aprecio também tanto o filme do Mature de 1949 e nem o de Cooper em 1936.
    Porém, um outro feito no mesmo ano, Aliança de Aço eu gosto, assim também como o agradável e muito aventuresco Vendaval de Paixões/42, muito por seu arrojo e até beleza, sendo do cineasta o meu preferido Os Inconquistáveis/47 e o menos seguro Legião de Heróis/40.

    Num resultado final o De Mille somou demais à cinematografia Hollywoodiana, pois nasceu à sua raiz e o seguiu até sua maturidade, sempre criando seus espetáculos ao seu gosto e prazer, assim como legando aos cinéfilos com uma fila vasta de trabalhos memoráveis e alguns destes não tanto assim.

    Porém, quase que com certeza que o cinema não seria tanto cinema sem a existência deste enorme artesão da Sétima Arte.

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Caro Jurandir,

      Estou fazendo um esforço para tentar entrar em contato com o máximo de obras de De Mille da década de 10. Há muita coisa preciosa que ele realizou nesse período. Para você ver como era a sua capacidade de realização, o filme em pauta foi o trigésimo sétimo que fez em seus primeiros quatro anos de atividades. Adianto que dentro em breve liberarei aqui, no blog, uma apreciação para OLD WIVES FOR NEW, intitulado, no Brasil, como AMORES VELHOS POR NOVOS, realizado no mesmo ano de VASSALAGEM.

      Quanto ao mais, assino o que disse: "Porém, quase que com certeza que o cinema não seria tanto cinema sem a existência deste enorme artesão da Sétima Arte."

      Abraços.

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