domingo, 14 de setembro de 2014

ASPIRAÇÕES DE JOSÉ DE ALENCAR RENASCEM EM REALIZAÇÃO "ÚNICA" DE ANDRÉ LUIZ DE OLIVEIRA

Poucos filmes são tão originais e desafiadores como A lenda de Ubirajara (1975), do bissexto André Luiz de Oliveira. É o seu segundo longa, realizado seis anos após a revelação com Meteorango Kid, o herói intergalático, clássico do "cinema marginal". A lenda de Ubirajara é adaptação ousada de José de Alencar por um viés que o transforma sem aviltá-lo. Surgiu em momento no qual a cinematografia nacional entregou os mais inspirados produtos de temática indígena, aos cuidados de Nelson Pereira dos Santos, Gustavo Dahl e Osvaldo Caldeira. Além de significar o renascimento existencial do diretor, o filme se vale de processos que potencializam as dimensões lendárias do romance. Contribui para isso o vigor da encenação, que parece tributária exclusivamente da perspectiva indígena, apartada de qualquer interferência exterior. Remete o espectador a uma suposta "Idade do Ouro" das culturas nativas, anterior à chegada dos portugueses. Além do mais, tem a ousadia de ser inteiramente dialogado em língua Macro-Gê Karaja traduzida por legendas.






A lenda de Ubirajara

Direção:
André Luiz de Oliveira
Produção:
André Luiz de Oliveira, Jesus Chediak, Paulo Maurício Oliveira
André Luiz Oliveira Produções Cinematográficas, Alo Filmes, Makro Filmes, Thor Filmes, Grupo Filmes, Embrafilme
Brasil — 1975
Elenco:
Tarcísio "Tatau" José Alves, Ana Maria Miranda, Zélia Moura Costa, Roberto Bonfim, Antônio Gonçalves do Nascimento, Jesus Chediak, Jorge Anápolis, Antônio Carnera, Tep Kahok, Tatau Costa, Taíse Costa, Povo de Goiânia. 



O diretor André Luiz de Oliveira (à esquerda) e o físico Amit Goswami


O índio brasileiro nunca foi estranho ao cinema do país, seja como protagonista ou de forma marginal e instrumentalizada. Pelos registros, apresenta-se nos filmes de realizadores nativos e estrangeiros desde 1914. É desse ano Nos sertões de Mato Grosso, de Luís Thomas Reis. Daí para cá cerca de sessenta títulos das mais variadas temáticas foram realizados. Destaco alguns, entre conhecidos ou não: No país das amazonas (1921), de Silvino Santos; desse mesmo diretor, No rastro do Eldorado (1924-1925); O caçador de diamantes (1932), de Vittorio Capelaro; O descobrimento do Brasil (1937), de Humberto Mauro; Casei-me com um xavante (1957), de Alfredo Palácios; Além do Rio das Mortes (1958), de Duilio Mastroianni; Chão bruto (1958), de Dionísio Azevedo; Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade; Pindorama (1970), de Arnaldo Jabor; Iracema, uma Transa Amazônica (1976), de Jorge Bodansky e Orlando Senna; O caçador de esmeraldas (1979), de Oswaldo de Oliveira; Terra dos índios (1979), de Zelito Viana; Mato eles? (1979), de Sérgio Bianchi; Índia, a filha do sol (1982), de Fábio Barreto; Avaeté, a semente da vingança (1985), de Zelito Viana; Yndio do Brasil (1985), de Sylvio Back; A floresta das esmeraldas (1985), de John Boorman; Kuarup (1989), de Ruy Guerra; Brincando nos campos do senhor (1991), de Hector Babenco; Brava gente brasileira (2000), de Lúcia Murat; Hans Stadden (2000), de Luiz Alberto Pereira; Tainá, uma aventura na Amazônia (2001), de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch.


Merecem particular referência — não exatamente pela qualidade mas expressividade literária e intenções político-ideológicas do autor — as muitas adaptações das três obras do "romântico indigenista" José de Alencar, dedicadas à edificação simbólica da nacionalidade brasileira. Iracema, a virgem dos lábios de mel, escrito em 1865, teve até o momento, pelo sabido, quatro transposições para o cinema: Iracema (1919), de Vittorio Capelaro; Iracema (1931), de Jorge S. Konchin; Iracema (1949), de Vittorio Cardinali e Gino Talamo; e Iracema, a virgem dos lábios de mel (1979), de Carlos Coimbra. Já O guarani, publicado em 1857, benefiou-se com seis adaptações — todas preservando o título original do romance — pelas mãos de Vittorio Capelaro (1916 e 1926), João de Deus (1920), Ricardo Freda (1950), Fauzi Mansur (1979) e Norma Bengell (1996). Saído do prelo em 1874, Ubirajara foi duas vezes levado à tela, por Luiz de Barros em 1919, preservando o título original, e por André Luiz de Oliveira na realização em apreço.


A lenda de Ubirajara surge em período no qual o cinema brasileiro realizou as mais frutíferas, bem acabadas e reflexivas incursões pela temática indígena. Em 1970 Nelson Pereira dos Santos trouxe à luz o seu manifesto alegórico-antropofágico marcado pela polarização "desenvolvimento-subdesenvolvimento" em Como era gostoso o meu francês. Gustavo Dahl leva à tela, em 1973, Uirá, um índio em busca de Deus, sensível adaptação do ensaio etnológico de Darcy Ribeiro, Uirá, um índio sai à procura de Deus, sobre a real peregrinação messiânica de um índio Kaapor, acompanhado da família, rumo ao encontro da Terra Sem Males de Maíra. Como protagonista político, deitando implicações que se prolongam da época colonial ao presente, a figura do indígena simbolizando a resistência à exploração é revisitada por Osvaldo Caldeira em Ajuricaba, o rebelde da Amazônia (1977).


A carreira cinematográfica do baiano radicado em Brasília André Luiz de Oliveira é formada de poucos filmes. Desconheço os curtas: Doce amargo (1969), A fonte (1972) e Ladeiras de Salvador (1976). A estes se somam os no mínimo curiosos e intrigantes longas: Meteorango Kid — O herói intergalático (1969), Louco por cinema (1994), o para mim inédito Sagrado segredo (2009), além de A lenda de Ubirajara.


A lenda de Ubirajara é o segundo longa metragem de André Luiz de Oliveira


Curtido no exercício da cinefilia ao longo dos anos 60, quando assistiu filmes os mais diversos, André Luiz de Oliveira, segundo alega, foi marcado acima de tudo por Terra em transe (1967), de Glauber Rocha. Outras influências vieram do à época nascente "cinema marginal" — principalmente de O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla —, da experiência com alucinógenos, do Tropicalismo, Concretismo e seus desdobramentos. Estudante da Universidade Federal da Bahia, abandonou a graduação em Economia e se inscreveu no Curso Livre de Cinema da instituição, sob responsabilidade dos críticos Guido de Araújo e Walter da Silveira. Não demorou para se exercitar como roteirista e lançar o primeiro longa, o clássico do "cinema marginal" Meteorango Kid, o herói intergalático, basicamente um inventário de sua geração largada às drogas e falta de alternativas. O assunto, apesar de ousado, mereceu o Prêmio do Público no Festival de Brasília e a Margarida de Prata da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. O progressismo católico iniciava seu momento de auge.


Passados seis anos, André Luiz de Oliveira se entregou ao segundo longa: A lenda de Ubirajara. Aos que estranharam a opção de um rebelde sem causa e lugar pela obra de José de Alencar, as razões foram fornecidas ao entrevistador Gabriel Carneiro[1], quando também explicou porque ficou tanto tempo sem filmar: sobrevivera "ao apocalipse" das drogas e necessitava urgentemente de chão para aterrissar e fincar raízes. O retorno à realidade se deu após reconciliação e aproximação com o pai durante viagem ao Amazonas, em 1971. A exuberância natural da região desconhecida estimulou-o à cura. "Foi um momento" vital "de reencontro pai e filho, homem e natureza".


Diante disso, parece natural a opção por José de Alencar, romântico que cantou a pujante natureza brasileira enquanto recuperava e idealizava a imagem do Índio viril — resistente ao domínio devastador do europeu — como inspirador da nacionalidade. Natureza e indígena conduziram André Luiz de Oliveira ao reencontro consigo mesmo e à redescoberta de suas possibilidades como criador. Daí, conclui-se que A lenda de Ubirajara, no formato concebido, é realização de revelação e libertação. O próprio cineasta se transporta ao lugar de José de Alencar. Certamente, identificou-se a ele, percebido como marginal em seu tempo, um "Louco rejeitado pela elite cultural brasileira". Ademais, "Gostei do seu texto, (...) vi nos seus livros algo profundamente popular, (...) fala metaforicamente de arquétipos coletivos relacionados à origem da raça brasileira (...)". Completa dizendo: "Queria fazer algo diferente do que esperavam de mim, (...) queria fazer algo diferente para mim mesmo"[2].


Natureza e indígena conduziram André Luiz de Oliveira ao reencontro consigo mesmo e à redescoberta de suas possibilidades como criador


O romance de nove capítulos é armado como epopeia mítica, transcorrida linearmente. Localiza a ação em tempo anterior à chegada dos portugueses e conta a formação da nação Ubirajara. O nome decorre do fundador, o guerreiro da tribo Araguaia inicialmente conhecido como Jaguaré. Jovem e forte, precisa demonstrar valor. Em jornada de iniciação, com duração de muitos dias, busca oponente para se bater. Conhece a virgem Araci, da tribo Tocantim. Apaixona-se. Ela logo desaparece, a tempo de comunicar que pertencerá ao melhor dos pretendentes. Adiante Jaguaré encontra Pojucã, o mais valoroso guerreiro Tocantim, afamado como "Matador de Homens" e considerado invencível. O combate é inevitável. Os contendores medem forças durante muito tempo, até Jaguaré vencer a peleja. Passa a ostentar o nome de Ubirajara, "Senhor da Lança".


Pojucã, aprisionado, é levado à aldeia Araguaia onde aguardará honrosa morte ritual. Este dia não chega. Ele implora pela consumação do seu destino. Mas Ubirajara, arredio e triste, só pensa em Araci. Afasta-se de Jandira, a quem está prometido. Entrega-a como "esposa de túmulo" ao prisioneiro, com o fim de acalmá-lo. Parte rumo às terras Tocantins. Com o nome de Jurandir é recebido com todas as honras pelo morubixaba Itaquê, pai não apenas de Araci como de Pojucã. O forasteiro vence os combates pela mão da moça. Impõe-se então a necessidade da correta identificação. Ubirajara fica em situação delicada. Arma-se o conflito. A guerra é declarada. O guerreiro retorna às terras araguaias e liberta Pojucã. Prepara-se junto aos seus para a inevitável batalha contra a tribo de Itaquê e com a pretensão de se unir de vez a Araci, sua por direito. Mas os tapuias, também levantados contra os tocantins, tem primazia no confronto, no qual o vitorioso Itaquê perde a visão, ficando incapacitado para a chefia. Um sucessor deve se apresentar. Será entronizado aquele que dobrar o rígido Arco do Chefe. Ubirajara vence o feito. Instaura-se a paz entre as tribos, doravante unidas por Ubirajara na nação que adotará o seu nome. A saga chega ao fim com o herói unido a Jandira e Araci, cada qual lembrando as origens tribais do novo grupo.


Jaguaré (Tarcísio José Alves, à esquerda) se torna Ubirajara ao vencer Pojucã (Roberto Bonfim)


Além da descrição dos indígenas, tão dotados de determinação e virilidade, romance e filme abrem espaço a exaltação da natureza exuberante na qual os personagens se encontram perfeitamente integrados e em comunhão. A moldura formada por matas, montes e rios é revestida de essencialidade. Texto e imagens se armam epicamente na celebração de feitos heroicos e monumentais num espaço que se assoma privilegiado e regenerador.


O filme não segue à risca as linhas mestras do romance. É adaptação livre. Isso não significa traição às intenções originais de Alencar. Logo que começa, letreiro informa a diferença entre filme e livro, mas alerta que a realização "Contribui para a compreensão da totalidade do autor". O importante, entretanto, é saber que A lenda de Ubirajara é algo totalmente diferente no panorama geral do cinema brasileiro. Esteticamente é belíssimo. O pano de fundo não é tão majestoso segundo as idealizações do romance, mas a maneira de captá-lo é hipnótica. O espaço da ação é plenamente valorizado. Há poesia nas imagens. As cores dos resquícios naturais do Planalto Central goiano, contexto da encenação, são esplendidamente captadas pela direção de fotografia de Mario Cravo Neto e evidenciam a forma dos corpos em movimento e os motivos rituais que os recobrem. O conjunto, realçado pela preciosa captação sonora de Jom Tob Azulay com direção de Roberto Melo Leite e José Tavares, também sabe destacar os silêncios do ambiente.


Pode-se dizer que André Luiz de Oliveira deixou de lado as intenções de Alencar. O filme não romantiza os indígenas. Adota tratamento, digamos, mais realista. Mesmo assim, os aspectos míticos, tão caros ao romantismo, estão presentes. Evitá-los completamente seria inevitável, pelo visto e sabido. O que se apresenta, de todo modo, é uma idealização. Afinal, não se dispõe de informações objetivas, inteiramente confiáveis segundo rigores científicos, sobre a vida que levavam aqui os indígenas em tempos muito anteriores à chegada dos colonizadores. Assim, ganha pleno sentido a palavra "lenda" do título. André Luiz de Oliveira foi feliz em carregar a realização de motivos que aludem aos aspectos lendários. Até a elogiável opção de dialogar o filme integralmente em língua Macro-Gê Karajá, com legendas em português — sugestão do cineasta Lionel Luccini imediatamente encampada pelo diretor — amplia a dimensão de lenda, pois não é sempre que se ouve alguém fazendo uso desse idioma.


Aparentemente, André Luiz de Oliveira deixou de lado as intenções de José de Alencar. Mesmo assim, os aspectos místicos, tão caros ao romantismo e ao autor, não deixam de marcar presença


Não foi fácil conduzir a realização. A busca por autenticidade antropológica na reconstituição de gestos e costumes, língua e adereços — disponíveis em lojas da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) — resultou em operação complicada mas, ao final das contas, benéfica. A lenda de Ubirajara põe em relevo um retrato absolutamente crível da encenação o que, paradoxalmente, só amplia o seu lado mágico na pretensão de revelar o que teria sido a Idade de Ouro das populações pré colombianas no planalto central do Brasil. Os atores Tarcísio José Alves, Ana Maria Miranda, Zélia Moura Costa, Roberto Bonfim e Antônio Gonçalves do Nascimento, devidamente caracterizados e praticamente irreconhecíveis, defendem com obstinada e natural convicção — seja lá o que isso significa, pois não é comum ver índios de verdade atuando para a câmera — os seus personagens, respectivamente Ubirajara, Jandira, Araci, Pojucã e Itaquê.


Ubirajara (Tarcísio José Alves) e Araci (Zélia Moura Costa)


Em Como era gostoso o meu francês, Nelson Pereira dos Santos optou pela leitura antropofágica aos mirar os complicados relacionamentos entre índios e europeus no Brasil quinhentista[3]. Esse caminho foi evitado por André Luiz de Oliveira, como é lógico e evidente. Mesmo assim, a antropofagia não deixa de marcar presença. Apresenta-se não da forma pretendida pelos modernistas e adotada por Nelson Pereira dos Santos, mas no sentido mais físico do termo, pois A lenda de Ubirajara, com sua narrativa localizada num tempo mítico, não deixa de se comunicar com o presente real preenchido por imagens de submissão e degradação física e cultural dos indígenas. Os momentos iniciais e finais comunicam a Idade de Ouro retratada ao atual período de decadência, ao mostrar o que sobrou dos povos altaneiros idealizados e romanceados por Alencar: largados qual mendigos famintos e dependentes da tutela estatal, perdidos nos cenários erguidos pelo artifício humano no que é hoje Brasília, a Capital Federal. Aí, outrora, provavelmente, houve um espaço dominado pela mata virgem na qual os índios se apresentavam como senhores. Compreende-se, a partir dessa comparação, que foram canibalizados por atos e valores da civilização erguida sobre seus despojos. Nos últimos créditos do epílogo, um aviso comunica as intenções de réquiem do filme, realizado "Em honra de todas as nações indígenas do passado e do presente e aos futuros habitantes do Planalto Central".


O que resta da idealização de Alencar?


Como esforço regenerador levado a termo em benefício do próprio André Luiz de Oliveira e dos povos ancestrais do Brasil, A lenda de Ubirajara é realização que cumpriu inteiramente com o seu papel. Hoje, parece relegado ao esquecimento. Apesar de disponível em DVD, é pouco comentado. É exemplo dentre as muitas injustiças que rondam a produção e exibição de filmes no Brasil.


Cena do cotidiano tribal


Ao menos acumulou significativo número de láureas e fez relativa boa carreira nos festivais de cinema do país. Mereceu do finado Instituto Nacional do Cinema (INC), em 1975, os prêmios pela Melhor Fotografia (Mário Cravo Neto) e Melhor Cenografia (Régis Monteiro). Nesse mesmo ano foi agraciado pela Melhor Trilha Sonora (Tuzé de Abreu) no Festival de Lajes, Santa Catarina, e fez jus ao Candango por Melhor Roteiro (André Luiz de Oliveira) no Festival de Brasília, quando foi indicado a Melhor Filme. Recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em 1977, o troféu pela Melhor Montagem (Amaury Alves).


A glória de Ubirajara (Tarcísio José Alves)


Depois de A lenda de Ubirajara André Luiz de Oliveira ficou praticamente 20 anos afastado do cinema, isso não considerando o pouco conhecido curta Ladeiras de Salvador, de 1976. O próximo longa surgiu em 1994, o desconcertante e irônico Louco por cinema: Lula, vivido por um estupendo Nuno Leal Maia, é cineasta enlouquecido pela própria impossibilidade de filmar. Internado em hospício nos anos do Regime Militar, conforma-se a esta realidade e enlouquece de vez ao resolver retomar a atividade. Toma como refém um grupo de ativistas dos direitos humanos em visita ao manicômio e exige uma câmera em resgate. Pouco vista, a realização acumulou cinco prêmios Candango no Festival de Brasília por Melhor Direção, Filme, Trilha Sonora, Ator, Ator Coadjuvante, além do Prêmio da Crítica para o diretor, empatado com Helena Solberg por seu Carmen Miranda: bananas is my business (1994). A seguir, André Luiz de Oliveira dispersou a carreira por diversas atividades culturais. Retornou à condição de cineasta bissexto oficialmente em 2008, com Sagrado segredo, a respeito das celebrações da Semana Santa pelo grupo Via Sacra, em Planaltina, Distrito Federal, realização em processo desde 1999.


O cineasta André Luiz de Oliveira


Direção de fotografia (Eastmancolor): Mário Cravo Neto. Direção de produção: Roberto Duarte. Produção executiva: Paulo Mauricio C. de Oliveira, José Petrilho. Produtores associados: K. M. Eckstein, Paulo Maurício C. Oliveira, Régis Monteiro, Arnaldo Silveira. Assistência de produção: José Emidio, Celso Peçanha, Gino Myrtes. Coordenação de produção: Jesus Chediak. Roteiro: André Luiz de Oliveira, com base em adaptação livre do romance Ubirajara, o senhor da lança, de José de Alencar, por André Luiz de Oliveira e Antônio Castor. Diálogos, narração e intertítulos em língua Macro-Gê Karajá: Mário Arumani. Assistência de direção: Manoel Costa. Continuidade: Ana Ladeira. Assistência de fotografia: Cleber. Fotografia de cena: Jessel Buss dos Santos. Direção de som: Roberto Melo Leite, José Tavares. Som guia: Jom Tob Azulay. Montagem: Amaury Alves. Assistente de montagem: Lúcia Maria L. C. Soares. Cenografia: Régis Monteiro. Assistência de cenografia: Adomervil, Marcha Lenta, Papa-Terra, Antônio da Bahia, Jorge Anápolis. Contrarregra: Aragão Lima. Música: Tuzé de Abreu. Tempo de exibição: 102 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 2014)



[1] GABRIEL Carneiro entrevista André Luiz de Oliveira. Caderno de cinema. <http://cadernodecinema.com.br/blog/andre-luiz-oliveira/> Acessado em 13 ago. 2014.
[2] Ibidem.
[3] Cf neste blog: GUIMARÃES, José Eugenio. Abordagem alegórica da dominação cultural e sua superação no tempo da França Antártica. <http://cineugenio.blogspot.com/2013/09/abordagem-alegorica-da-dominacao.html>.

2 comentários:

  1. Eugenio,

    Lamentando não ter condições de por qualquer tópico sobre o diretor em pauta, já que não conheço qualquer realização sua, mesmo A Lenda de Ubirajara, filme o qual já ouvi falar, mas que jamais tive oportunidade de assisti-lo.

    Para elucidar apenas, e por serem filmes mais ou menos afins, assisti do Nelson a Como Era Gostoso o Nosso Frances, fita de alguma qualidade, embora também não ande valorizando muito seus trabalhos, que considero superficiais e sem muito conteúdo.
    Não vi o que consideram seu melhor trabalho que foi Memórias de Carceres.

    Esta posição minha quanto ao Nelson Pereira pode insatisfazer muitos dos seus fãs. Mas o que ocorre é que ainda não consegui assistir a nada da filmografia deste diretor que me desse agrado pleno.
    Ele deixa muito a desejar na minha concepção, embora reconheça que é visto muito por cima em muitos outros olhos.

    Com atenção e respeito a todos fãs do diretor...

    jurandir_lima@bol.com.br

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    1. Caro Jurandir;

      Talvez essas restrições que você põe aos filmes de Nelson e de outros diretores brasileiros decorram mais de um estranhamento a outra forma de fazer cinema. Eles se expressam de forma diferente da narrativa convencional. São mais subjetivos. No começo, também estranhei bastante. Mas procurei não me fechar. Procuro sempre ser aberto às mais diversas formas de expressão, ainda mais em cinema.

      Espero que você e os seus estejam bem. Ainda estou tentando por em dia os comentários lançados no blog.

      Abração.

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