domingo, 21 de maio de 2017

VENDA! FATURE! GANHE! LUCRE! NEGOCIE! O 'JUNGLE BOOK' DO YUPPISMO CAFAJESTE

O sucesso a qualquer preço (Glengarry Glen Ross, 1992), de James Foley, está — aos meus critérios — entre as melhores exposições sobre o neoliberalismo e a ética yuppie, triunfantes no mercado e nos negócios desde o final da década de 80. Qualquer professor universitário de tendências humanistas — dos cursos de Administração, Economia, Sociologia e Psicologia — pode utilizá-lo didaticamente, principalmente como instrumento de contra-ataque à ideologia vigente. O roteiro de David Mamet — extraído de peça de sua autoria agraciada com os prêmios Pulitzer e Tony — é um primor de concisão e eficácia narrativas. Aparentemente, busca inspiração em A morte do caixeiro viajante (Death of a salesman), clássico texto de Arthur Miller inúmeras vezes levado aos palcos e transformado em filme de igual título por Laszlo Benedek em 1951. O sucesso a qualquer preço permite a James Foley momento de rara felicidade no cinema, principalmente na condução dos atores. David Moss (Ed Harris), George Aaronow (Alan Arkin) e Shelley Levene (Jack Lemmon) são — segundo os implacáveis valores que orientam a ação dos homens de negócio nos tempos que correm — velhos e ultrapassados corretores de imóveis. Serão praticamente coagidos a uma corrida mortal em busca de resultados imediatos pelo impiedoso consultor Blake (Alec Baldwin). Ao último colocado restará o olho da rua. Instala-se uma situação de desespero, realçada não somente pelo desempenho dos atores como pela concepção formal que valorizou praticamente as tomadas internas com campo visual limitado. A linguagem é direta e extremamente realista. Não há espaço para comiseração. Vale a lei da selva ou o ditado "Se está na chuva é para se molhar". Segue apreciação escrita em 1992.






O sucesso a qualquer preço
Glengarry Glen Ross

Direção:
James Foley
Produção:
Jerry Tokofsky, Stanley R. Zupnik
Zupnik Enterprises, Zupnik Cinema Group II, GGR Inc., New Line Cinema
EUA — 1992
Elenco:
Jack Lemmon, Al Pacino, Alec Baldwin, Ed Harris, Alan Arkin, Kevin Spacey, Jonathan Pryce, Paul Butler, Bruce Altman, Jude Ciccolella, Lori Tan Chinn, Neal Jones, Barry Rohrssen, Leigh French, George Cheung, Murphy Dunne, Dana Lee, Julie Payne, Gregg Snegoff e o não creditado Skipp Lynch.



O diretor James Foley



O "astuto" autor Og Mandino solucionaria o desesperador drama de O sucesso a qualquer preço? É desses badalados autores estadunidenses especializados em fornecer respostas às mais diversas questões profissionais, pessoais e cotidianas. Sua literatura de autoajuda esta à mostra em qualquer livraria. Não ocupa espaço nas listagens semanais das obras mais vendidas, apesar de regularmente encontrar muita saída — e como! Seu clássico — se assim pode ser qualificado — O maior vendedor do mundo, editado no Brasil pela Record, é um dos livros preferidos do leitor crédulo, em busca de receituários fáceis para se dar bem na vida, rapidamente e sem muito esforço.


Quais conselhos Og Mandino daria a Shelley Levene (Lemmon), David Moss (Harris) e George Aaronow (Arkin), veteranos corretores de imóveis da Premier Properties? Estão prestes a perder os empregos por incapacidade de adaptação às exigências dos novos e eticamente dúbios tempos do neoliberalismo legitimador da concorrência selvagem e do yuppsmo cafajeste. Teria o autor lições sobre a manutenção da dignidade e autoestima quando a luta pela sobrevivência adquire contornos de tão intensa e acirrada visceralidade? — como expõe James Foley em O sucesso a qualquer preço?


O filme transpõe, com rara felicidade, a um custo mínimo — para os padrões estadunidenses — de pouco mais de 16 milhões de dólares, uma peça teatral de David Mamet, roteirizada pelo próprio. Recupera a confiança na tarimba do diretor, elogiado pela realização do denso e vigoroso Caminhos violentos (At close range), de 1986, e quase que unanimemente execrado no ano seguinte por Quem é essa garota? (Who’s that girl?).


Kevin Spacey no papel de John Williams, gerente da filial da Premier Properties


A fim de ocupar com maior eficiência competitiva a parte que lhe cabe no mercado de imóveis, a Premier Properties — afinada com os novos conceitos de reengenharia funcional e qualidade total nas atividades — resolve passar o bisturi no próprio quadro de corretores. À filial onde trabalham Levene, Moss, Aaronow e Ricky Roma (Pacino), a matriz envia Blake (Baldwin), jovem e aguerrido estrategista de mercado, sem papas na língua. Seu vocabulário reserva lugar apenas aos verbos produzir, vender, faturar, ganhar, negociar etc. Não se importa com os meios utilizados para conjugá-los, desde que os resultados apareçam com rapidez. Todo o resto que se dane, principalmente os imperativos ético-morais. Blake permanece pouco em cena. Porém, permitiu a Alec Baldwin desempenho dos mais vigorosos — possivelmente, o melhor de sua carreira. Cai como tempestade de curta duração e suficientemente devastadora sobre a realidade aparentemente estável de Levene, Moss e Aaronow. São obrigados a ouvir uma preleção que os reduz à poeira, recheada de humilhações e palavras de baixo calão. Blake praticamente enfia uma faca na garganta de cada qual. Ridiculariza seus “antiquados” métodos de venda e desconsidera os pouco vistosos bens de consumo que ostentam. Compara seu carro último tipo, relógio de ouro e faturamento mensal com as posses e rendimentos dos três. Por fim, concede-lhes o prazo de uma semana para provar, com resultados, que servem aos interesses da empresa. Nesse tempo, terão, a todo custo, que fechar algum negócio. Recebem como incentivo a promessa de alguns prêmios: um cadilac para o primeiro lugar, um faqueiro para o segundo, o olho da rua para o perdedor. Porém, recebem somente dicas frias e suficientemente batidas de potenciais compradores. As melhores informações foram reservadas aos vendedores vitoriosos. Somente Ricky Roma, corretor de melhor produtividade da filial, foi poupado de ouvir os impropérios e a moral de Blake. Pelo desempenho superior, detém as melhores carteiras de clientes. É o único autorizado a negociar as áreas do Glengarry Glen Ross, moderno conjunto habitacional considerado o must da temporada.


Alec Baldwin como Blake, implacável estrategista de mercado 

Blake (Alec Baldwin) diante do corretor de vendas Shelley Levene (Jack Lemmon)

O corretor George Aaronow (Alan Arkin) submetido à pressão de Blake (Alec Baldwin)

O corretor David Moss (Ed Harris)


O trio vai à luta, ciente de que possui parcas possibilidades, nas atuais condições, de fechar qualquer negócio. O desespero leva Moss a arquitetar um plano, que contaria, inicialmente, com a cumplicidade de Aaronow: o assalto à sala do gerente John Williams (Spacey), em busca das bem guardadas dicas quentes de venda. Seriam negociadas com firma rival, que os empregaria. A situação mais crítica é a do veterano Shelley Levene. Foi, nos “bons tempos”, o campeão de vendas da Premier Properties. Graças ao ímpeto e tino profissional recebeu a alcunha de Shelley “Machine” Levene, como frisa o sempre enfático Ricky Roma. Agora — velho, decadente e falastrão — não reúne condições sequer para arcar com as despesas hospitalares da filha, em riscos de ter o tratamento interrompido.


É sobre o personagem de Lemmon que O sucesso a qualquer preço se concentra. Shelley Levene é a imagem viva do derrotado em estado de aflição, atropelado pelo vale tudo dos novos tempos e incapaz de adequação à postura profissional mais aguerrida e inclemente ora exigida. Está prestes a ser riscado do mapa. Todos os esforços nas formas de telefonemas e visitas aos potenciais compradores fracassam. Estes momentos podem ser resumidos como longos monólogos de um vendedor para gente totalmente desinteressada. A interpretação de Lemmon — tão amarga, sofrida e desesperançada — praticamente reescreve o papel principal de A morte do caixeiro viajante (Death of a salesman), célebre peça de Arthur Miller — levada ao cinema em 1951, por Laszlo Benedek, com Fredric March encarnando o personagem do título, Willy Loman —, ainda hoje uma das mais cruéis radiografias do sonho americano. David Mamet, muito certamente, baseou-se em Miller quando resolveu expor as entranhas da ética yuppie na peça Glengarry Glen Ross, vencedora do Pulitzer e de quatro prêmios Tony.


O vitorioso e agressivo corretor Ricky Roma (Al Pacino)

Os corretores Ricky Roma (Al Pacino) e Shelley Levene (Jack Lemmon)

  
A concepção formal de O sucesso a qualquer preço é perfeitamente colada à ausência de perspectiva vivenciada por Levene, Moss e Aaronow. São mínimas as tomadas externas, ainda assim com campo visual limitado. Resumem-se ao pequeno trecho da rua que separa o escritório da Premier Properties do bar onde os corretores fazem ponto. A câmera de Greig Haagensen fecha mais ainda os horizontes com uma sucessão de primeiros planos concentrados nos gestos e, principalmente, rostos dos atores. O tom claustrofóbico se completa com a direção de fotografia carregada de vermelho forte ou do azul levemente esmaecido a cargo de Juan Ruiz Anchia.


O espectador acompanha de perto a composição das expressões faciais tensas. Através delas sentimos a impotência, a solidão e a surdez da dor experimentada por Levene. Jack Lemmon transmite essas sensações com rara precisão, com movimentos que parecem milimetricamente dimensionados. Seu talento foi regiamente recompensado no Festival de Veneza de 1992: ganhou o prêmio Copa Volpi de Melhor Interpretação Masculina. Porém, Lemmon é apenas a figura mais evidente de um elenco afinado, atuando de modo perfeitamente entrosado, com cada qual oferecendo a deixa para o brilho do outro. O Ricky Roma de Al Pacino candidatou-o ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante de 1993.


O gerente John Williams (Kevin Spacey) e o corretor Shelley Levene (Jack Lemmon)


A direção de Foley conduz o filme pelas vias da concisão suportada por uma linguagem direta e extremamente realista. Pelo mesmo caminho seguem os diálogos escritos por David Mamet, sem firulas, condizentes com a pressão que subjuga os personagens. Traduzem literalmente o ditado “Se está na chuva é para se molhar”. Aliás, chove o tempo todo em O sucesso a qualquer preço.





Música: James Newton Howard. Montagem: Howard Smith. Desenho de produção: Jane Musky. Direção de fotografia (Color DeLuxe, DuArt): Juan Ruiz Anchia. Coprodução: Morris Ruskin, Nava Levin. Produção executiva: Joseph Caracciola Jr. Roteiro: David Mamet, com base em peça de sua autoria. Casting: Bonnie Timmerman. Figurinos: Jane Greenwood. Produtor associado: Karen L. Oliver. Gerente de unidade de produção: Celia D. Costas. Assistentes de direção: Thomas A. Reilly, Richard Drew Patrick. Supervisão de pós-produção: Helene Mulholland. Contrarregra: Robert J. Griffon, Billy Bishop, John B. McDonnell, Jack Mortellaro. Operador de câmera: Greig Haagensen. Assistentes de câmera: Vincent Gerardo, William Gerardo. Decoração: Robert J. Franco. Supervisão de script: Dianne Dreyer. Mixagem de som: Danny Michael. Maquiagem: Sheryl Berkoff, Sharon Ilson. Penteados: Alan D’Angerio, Colleen Callaghan. Coordenador de produção: Sandy Cuomo. Edição musical: Tom Kramer. Direção de arte: Bill Barclay. Assistente de gerente de produção: Patricia Anne Doherty. Estagiário do Director's Guild of America: Harvey Epstein. Carpintaria: Ken J. Albanese, Andrew Gangloff, George Hugel, Tim Kearney. Camareiros: Jim Archer, Robert H. Klatt, Tom McDermott. Assistente da contrarregra: John R. Ford. Arte cênica: Denise Gurkas, Douglas F. Lebrecht, John Ralbovsky, Leslie Salter. Esboços: Caty Maxey, Richard A. Ventre. Coordenação de construções: Fred Merusi, Robert T. Prate. Assistentes de construções: Billy Patsos, Don Zappia. Assistente de direção de arte: Bob Shaw. Operador de câmera da arte cênica: William Sohmer, Patricia Walker. Chefe de pessoal do Departamento de Arte: Dick Tice. Mixagem da regravação de som: Wayne Artman, Tom E. Dahl, Frank Jones. Edição de efeitos de som: Ed Callahan, Frank Howard. Consultor da Dolby Stereo: Thom Ehle. Operadores de boom: John Fundus, Daniel Rosenblum, Andrew Schmetterling. Supervisão da edição de som: Howell Gibbens. Ruídos de sala: Matthew Harrison. Edição de diálogos: Denise Horta, Joseph A. Ippolito, Constance A. Kazmer. Assistentes da edição de som: Chris Ingram, Jonathan Phillips. Supervisão da edição de adr: Lisa J. Levine. Ruídos de sala: Edward Stidell. Coordenação de efeitos especiais: Mike Maggi. Assistente de câmera: Thomas Prate Jr., Matty Sicurella, Joseph Viano. Assistente de eletricistas: Richie Ford, Sal Lanza, Martin Lowry, John Panuccio. Eletricista-chefe: Jerry DeBlau. Eletricistas: Doug Dalisera, Paul Kinghan, Fred Muller, Louis Petraglia, John Petraglia, Lance A. Shepherd, Russell Caldwell (não creditado). Estagiário de câmera: Joe Collins. Fotografia de cena: Andrew Schwartz. Responsável pela geração de força: Arthur Moshlak. Casting extra: Sylvia Fay. Figurinista associado: David M. Charles. Supervisão de guarda-roupa: Kevin P. Faherty, Hartsell Taylor. Assistente da pós-produção: Mary Skinner. Assistente de montagem: Nick Smith. Consultor da pós-produção: Joe Fineman (não creditado). Corte do negativo: Gary Burritt, pela Kona Cutting. Primeiros assistentes de montagem: Elizabeth Schwartz (Nova York), Terilyn Shropshire (Los Angeles). Segundo assistente de montagem: Pam Di Fede (Nova York), Bambi Sickafoose (Los Angeles). Temporizador: Mike Stanwick. Gerente de locações: Patricia Anne Doherty, Christopher Gambale. Assistente da gerência de locações: Christian von Tippelskirch. Arranjos musicais: Benny Golson (não creditado), Willis Holman (não creditado), James Newton Howard (não creditado). Consultoria musical: George Greif. Coordenação da trilha musical: Michael Mason. Mixagem da trilha musical: Robert Schaper. Músicos: Wayne Shorter (Saxofone), Peter Erskine (não creditado). Organizador da orquestra: Sandy DeCrescent. Orquestração: Brad Dechter. Produção da trilha musical: Tommy LiPuma. Produção musical adicional: Tommy LiPuma (canções), Johnny Mandel (canções). Supervisão da trilha musical: Tommy LiPuma. Capitães de transportes: John Leonidas, Dennis Radesky. Motoristas: Richard Babcock, Ed Battista, Henry Boyle, Richard Curry, Phil Ford, Barry Sweeney, James Whalen Sr.). Assistente de contabilidade: Raphaella Giugliano. Assistente de Mr. Timmerman: Bridget Pickering. Assistente de produção do set: Andrew Bernstein, Gregory Gieras. Assistente do escritório de produção: JoAnn Foley. Assistente geral: Tim Judge. Assistente para Alec Baldwin: Michael Vieira. Assistente para Jerry Tokofsky: Christie Colliopoulos. Assistentes de produção do set: Leslie Loftis, Justin Moritt. Assistentes de produção: Antonio Huidor, David Hummel, Danielle Rigby, Nicholas Wolfert. Assistentes do escritório de produção: Christo Morse, Donald Murphy. Assistentes para James Foley: Carol Chambers, John C. Ching. Associado a Al Pacino: Marisa Forzano. Concepção dos créditos: Laurence Starkman. Conselho de produção: Christopher D. Ozerofer. Contabilidade da pós-produção: Julie Hansen. Contabilidade: Rosanne Vogel. Coordenação do estacionamento: Delroy M. Hunter. Desenhos técnicos: Stacey Spencer. Inventário: Ronald C. Briggs Jr. (não creditado). Produção associada: Lori H. Schwartz. Publicidade: Michael Alpert, Mike Hall, Susan Senk. Segurança: Bud Isenberg. Agradecimentos a: Jake Bloom, Steve Brookman, Tom Hunter, Jon Levin, Harvey Polly. Agência de produção de elenco extra: Sylvia Fay/Lee Genick & Associates Casting. Companhia de segurança: Albert G. Ruben and Company, Bud Isenberg Insurance Associates. Créditos e efeitos óticos: Pacific Title. Empresa de corte do negativo: Kona Cutting. Equipamentos de câmera: General Camera Corporation. Equipamentos de grip: Gripon Film Services. Equipamentos elétricos: Camera Mart, Star Lighting Enterprises. Estúdios de gravação: Warner Brothers. Financiamento: Bank of America. Folhas de pagamento: Entertainment Partners. Preparação musical: Jo Anne Kane Music Services. Principal sequência de créditos: Saxon/Ross Film Design. Seguros de complementação: Film Finances. Serviços de contabilidade da pós-produção: Entertainment Accounting. Sistemas de contabilidade: Entertainment Partners. Sistema de mixagem de som: Dolby. Tempo de exibição: 100 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 1992)

4 comentários:

  1. Hola estimado Eugenio, una gran reseña de una gran película. Y es que cuando hay un guión con fundamento y bien realizado, es cuando el cine se convierte en un carrusel de colores. Por otra parte, hay una película llamada La gran apuesta( The big short) del año 2015 que me trae ciertos recuerdos a Glengarry Glenn Ross. Y del reparto que decir, están sencillamente soberbios, especialmente Al Pacino Y Jack Lemmon, aunque Ed Harris y Kevin Spacey no se quedan a la zaga.
    Me han dado ganas de volverla a visionar y lo haré.

    Abrazos Eugenio y gracias por el recuerdo.

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    1. Bien acordado, Miguel! Hay relaciones entre entre la película de Foley y La grande "apuesta" ("The big short"), de Adam McKay. Sería hasta el caso de verlas juntos. Ciertamente, la realización de McKay no es tan concisa y eficazmente narrada como "Glengarry Glen Ross". Me Gusta mucho de este trabajo, tanto que ya lo utilicé en clase, como recurso didáctico. Los actores están, todos, impecáveis.

      Saludos.

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  2. Parabéns, gostei muito. Já fiz um curso no PET com os meninos onde discutimos esse filme. Seu trabalho ajudaria muito lá, se repetir o curso teri o máximo prazer de incluir seu trabalho. Bjs

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    1. Obrigado, Lérida! Estando disponível, gostaria de me fazer presente em um evento desses. É só me convidar.

      Beijos.

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