domingo, 25 de dezembro de 2016

"GRAND PRIX", DE JOHN FRANKENHEIMER, CAPTA O AUTOMOBILISMO EM TRANSIÇÃO

Um dos meus grandes momentos cinéfilos em tempos de adolescência, aos 14 anos, foi ver Grand prix (Grand prix, 1966) no cinema, em 1970. Se toda realização originalmente cinematográfica só pode ser integralmente apreciada em salas de exibição, isto se torna mais verdadeiro em se tratando do filme de John Frankenheimer. Vê-lo na estreita e banalizadora TV é sacrilégio. Todas as dimensões de um bem cuidado espetáculo sensorial — equilibrado em som, imagens e efeitos — se perdem completamente na telinha doméstica. Afirmo-o de cadeira, desde a desgraçada decisão de revê-lo em 1995, no pequeno formato. Tudo foi para o espaço. Em geral, não me atrai o automobilismo. Grand prix é a exceção, mesmo assim por causa dos aspectos dramáticos e cinematográficos. É cinema-espetáculo em sua melhor acepção. Guardo vivíssimas as lembranças da sessão que me teve presente há 46 anos. Faz parte do melhor momento da trajetória de John Frankenheimer, um valor que logo se perdeu depois de apresentar, em sequência, um lote no mínimo instigante de marcantes realizações: O homem de Alcatraz (The birdman of Alcatraz, 1962), Sob o domínio do mal (The Manchurian candidate, 1962), Sete dias em maio (Seven days in May, 1964), O trem (The train, 1964), O segundo rosto (Seconds, 1966), Grand prix e O homem de Kiev (The fixer, 1969). Além do mais, a realização foi valorizada por uma imprevisibilidade histórica, ao apreender o automobilismo em momento de transição, quando passava a atrair o interesse do grande capital como logo ficaria patente. Os personagens que protagonizam o drama, junto aos maiores ases do volante nos anos 60, podem ser vistos como os últimos exemplares de um período épico, heroico e romântico. A apreciação a seguir, de 1975, foi revista e ampliada 20 anos depois.






Grand prix
Grand prix

Direção:
John Frankenheimer
Produção:
Edward Lewis
Metro-Goldwyn-Mayer, Joel Productions, John Frankenheimer Productions, Cherokee Productions, Douglas & Lewis Productions
EUA — 1966
Elenco:
Yves Montand, Eva Marie Saint, James Garner, Toshiro Mifune, Brian Bedford, Jessica Walter, Antonio Sabato, Françoise Hardy, Adolfo Celi, Claude Dauphin, Enzo Fiermonte, Geneviève Page, Jack Watson, Donald O’Brien, Albert Remy, Bernard Cahier, Alan Fordney, Tommy Franklin, Graham Hill, Phil Hill, Rachel Kempson, Anthony Marsh, Ralph Michael, Jean Michaud e os não creditados Bruce McLaren, Richie Ginther, Evans Evans, John Bryson, Arthur Howard, Alain Gerard, Tiziano Feroldi, Gilberto Mazzi, Raymond Baxter, Eugenio Dragoni, Maasaki Asukai, Joan Cahier, Coeline Bryson, Anne Schlesser, Lynn Spence, Dennis Hulme, Barry Gill, Geoffrey Charles, Pat Merone, R. Robertson, Louis Chiron, Juan Manuel Fangio, Brian Duffy, Joakin Bonnier, Chris Amon, Lorenzo Bandini, Jean-Pierre Beltoise, Bob Bondurant, Jack Brabham, Ken Costello, Nino Farina, Paul Frère, Dan Gurney, Tony Lanfranchi, Guy Ligier, Michael Parkes, André Pilette, Teddy Pilette, Peter Revson, Jochen Rindt, Jim Russell, Ludovico Scarfiotti, Jo Schlesser, Skip Scott, Jo Siffert, Mike Spence, Salvatore Billa, Jim Clark, Noël Godin.



O diretor John Frankenheimer em 1995, durante a rodagem de Andersonville, produzido para a TV



John Frankenheimer pertence à primeira geração de cineastas estadunidenses egressa da televisão. Começou na telinha como assistente de Sidney Lumet. Depois encenou telepeças para os programas You are there (1954), Danger (1954-1955), Climax! (1955-1956), Playhouse 90 (1955-1960) etc. Já havia realizado dois filmes para a tela grande — No labirinto do vício (The young stranger, 1956) e Juventude selvagem (The young savages, 1961) — quando disse a que veio ao dirigir Burt Lancaster no sóbrio O homem de Alcatraz (The birdman of Alcatraz, 1962). A seguir, praticamente numa só enfiada, brindou o público com trabalhos notáveis nos quais conciliava argúcia, senso de ritmo, domínio da técnica, montagem rápida, intrigas claras, gosto pelo suspense, valorização do roteiro e dos atores: Sob o domínio do mal (The Manchurian candidate, 1962), Sete dias em maio (Seven days in May, 1964), O trem (The train, 1964), O segundo rosto (Seconds, 1966) e O homem de Kiev (The fixer, 1969). Hoje, é um valor decadente, muito distante do talento que surgiu como promessa de renovação do cinema dos Estados Unidos no começo dos anos 60[1]


James Garner interpreta Pete Aron, piloto estadunidense


Frankenheimer estava no auge quando, imediatamente após O segundo rosto e no mesmo ano, fez Grand prix, ainda hoje o mais espetacular e adulto filme sobre corridas de automóveis. A realização une aventura e drama para perscrutar o universo dos pilotos de Fórmula 1. Fascinado pela velocidade, o diretor se cercou do mais moderno aparato de filmagens disponível na época, e dos mais experimentados técnicos para exprimir na tela, com o máximo realismo (dramático, técnico, visual e formal), a sensação de estar a bordo de um bólido disparado a mais de 200 Km/h. Para dar veracidade à ficção contida no roteiro de Robert Alan Arthur, uniu-se a profissionais de verdade do métier: os então famosos pilotos André Pilette, Bob Bondurant, Bruce McLaren, Chris Amon, Dan Gurney, Dennis Hulme, Graham Hill, Guy Ligier, Jack Brabham, Jean-Pierre Beltoise, Jim Russell, Jo Schlesser, Skip Scott, Joachim Rindt, Joakin Bonnier, Joe Siffert, Juan Manuel Fangio, Ken Costello, Ludovico Scarfiotti, Maasaki Asukai, Mike Spence, Nino Farina, Lorenzo Bandini, Paul Frere, Peter Revson, Phil Hill, Richie Ginther, Teddy Pillette e Tony Lanfranchi que exibem toda a perícia de que são capazes em muitas tomadas ainda capazes de suspender o fôlego. Na elaboração de cenas e seqüências contou com a especial consultoria dos ases Joakim Bonnier, Richie Ginther, Phill Hill e Graham Hill. Disputas reais, documentadas durante provas do Grande Prêmio de Fórmula 1 de 1965, fornecem a necessária atmosfera em torno dos dramas vividos pelos quatro automobilistas cujas trajetórias o filme acompanha dentro e fora das pistas: Pete Aron (Garner), americano; Scott Stoddard (Bedford), inglês; Jean-Pierre Sarti (Montand), francês; e Nino Barlini (Sabato), italiano.


Yves Montand como o corredor francês Jean-Pierre Sarti

O piloto italiano Nino Barlini (Antonio Sabato) e Lisa (Françoise Hardy)

Pete Aron (James Garner) e o piloto inglês Scott Stoddard (Brian Bedford)


Stoddard, Sarti, Barlini e Aron arriscam-se nas pistas em meio à lataria, ronco de motores, freadas bruscas, ultrapassagens perigosas, pressões das escuderias e patrocinadores, odores de combustível e lubrificantes, explosões, chamas, sangue e morte. Fora delas desfilam fama e fortuna por espaços glamourosos e refinados; disputam a atenção de fãs e mulheres bonitas. Realidade e mito estão presentes. Mas, atualmente[2], o maior mérito de Grand prix não se deve propriamente às impecáveis qualidades da realização. Resulta de uma imprevisibilidade histórica. Frankenheimer e sua turma provavelmente não sabiam, mas, quando filmavam, estavam apreendendo o automobilismo num instante de transição. Testemunhavam o fim de uma era épica, heróica e romântica, na qual os ases da velocidade também se completavam nos papéis de mecânicos e construtores de máquinas. Eram mistos de amadores e sonhadores movidos por imperativos que, alojados no íntimo de cada um, impulsionava-os a superar limites, na maioria das vezes para a satisfação pessoal e deleite de um círculo muito restrito de pares, conhecidos, fãs e torcedores. Por outro lado, flagra o nascimento de um novo período, marcado de pragmatismo e profissionalismo, comandado pelo capital à frente dos interesses mais imediatos de corporações anônimas e patrocinadores desejosos de vender qualquer tipo de produto. Nesse novo formato do automobilismo o piloto é produzido pela mídia e transformado em mito, praticamente um semideus, para ser consumido indistintamente pelas massas anônimas sedentas de heróis. Mas é, acima de tudo, uma máquina de ganhar e (mais ainda) fazer dinheiro; a peça mais visível de toda uma engrenagem articulada na movimentação do sistema.


Grand prix deve, acima de tudo, ser apreciado em suas proporções originais. Isso equivale a dizer: somente os cinemas podem exibi-lo em toda a plenitude. Se essa verdade é válida para qualquer filme originalmente cinematográfico, serve mais ainda para essa realização de John Frankenheimer. Infelizes aqueles que não tiveram esse privilégio e hoje contam apenas com a quadratura da reduzida e medíocre tela da televisão que o exibe vez ou outra.


Os pilotos reais Graham Hill no papel de Bob Turner e - entre Pete Aron (James Garner) e  Jean-Pierre Sarti (Yves Montand) - Joakin Bonnier 

Pete Aron (James Garner) e Agostini Manetta (Adolfo Celi)


Em 1970, aos 14 anos, assisti a Grand prix como se deve, no cinema. Certo, a humilde sala interiorana da ocasião não possuía instalações para reproduzí-lo na grandiosidade dos formatos em que foi originalmente concebido: Cinerama e Super-Panavision 70mm. Mas à minha frente, ocupando todo o espaço retangular da tela, passava o filme inteirinho. Apesar de reduzido a um CinemaScope convencional, puxava-me para o centro dos acontecimentos. Graças à fotografia de alta resolução de Daniel Lindon, responsável também pela coordenação dos arrojados e ágeis movimentos de câmera, sentia-me lançado e inebriado no meio das pistas, paralelo aos bólidos, quando não instalado ao lado dos pilotos no apertado espaço dos veículos. Essa sensação, tão juvenil, era ampliada pelos efeitos sonoros e edição de som de Gordon Daniels, trabalhando com as gravações coordenadas por Franklin Milton e executadas por Roy Charman e MGM SSD. Os aspectos mirabolantes que restavam eram garantidos pela equipe de montagem supervisionada por Fredric Steinkamp e composta pelos experts Henry Berman, Stewart Linder, Frank Santillo e o mestre Saul Bass.


Vinte e cinco anos depois encontrei Grand prix na programação de uma emissora de televisão. Movido pela nostalgia que me despertava comichões típicos da adolescência, arrisquei-me a revê-lo, sabendo de antemão que seria tomado pela maior das frustrações. Dito e feito. Primeiro, a constatação mais óbvia: o filme não cabe na TV; perde fatias consideráveis na largura e no comprimento. Segundo: o aparelho manda para as cucuias a perfeita edição de som original, e os avançados recursos óticos da época, como o split screen que divide a tela em imagens da mesma ação ou de outras várias (na telinha o que temos disso é uma sucessão de quadrinhos nos quais quase nada se percebe). Terceiro: não sobram vestígios da overdose de sons e movimentos hipnóticos que acentuavam o ritmo vertiginoso das corridas e nos elevavam a produção de adrenalina e batimentos cardíacos. A televisão transformou um produto vivíssimo e vibrante em algo inerte, totalmente morto.


Pete Aron (James Garner) observa o exame no veículo por Izo Yamura (Toshirô Miffune)

Izo Yamura (Toshirô Miffune) e Pete Aron (James Garner)


Grand prix recebeu os prêmios Oscar de Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Montagem. O lendário piloto argentino Juan Manuel Fangio — absoluto recordista de vitórias nos grandes prêmios de Fórmula 1 (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) — interpreta a si mesmo em meio a outros craques das pistas em evidência nos anos 60.





Música e direção musical: Maurice Jarre. Direção de fotografia (Super-Panavision 70mm, Cinerama, Metrocolor) e câmera: Lionel Lindon. Consultor visual, títulos: Saul Bass. Consultoria de corridas: Joakim Bonnier, Richie Ginther, Phill Hill, Graham Hill. Argumento e roteiro: Robert Allan Arthur, com apoio de John Frankenheimer (não creditado). Diálogos adicionais: William Hanley (não creditado). Desenho de produção: Richard Sylbert. Supervisão de montagem: Fredric Steinkamp. Montagem: Henry Berman, Stewart Linder, Frank Santillo, Fredric Steinkamp, Saul Bass. Gravação de som: MGM SSD, Roy Charman, Franklin Milton. Administração: George Cole. Gerente de produção na Inglaterra: Peter Crowhurst. Gerente de produção na Itália: Sam Gorodisky. Gerente de produção em Mônaco e França: Sacha Kamenk. Edição de som e efeitos sonoros: Gordon Daniels. Câmeras da segunda unidade: Jean-Georges Fontenelle, Yann Le Masson, John M. Stephens. Penteados: Sydney Guilaroff. Assistentes de direção: Enrico Isacco, Roger Simons, Stephan Iscovescu, Sacha Kamenk, Sam Itzkovitch. Gerente de unidade de produção: William Kaplan. Maquiagem: Giuliano Laurenti, Sydney Guilaroff, Alfio Manicon. Efeitos especiais: Milt Rice, Robert Bonnig, Jeff Clifford, Jimmy Harris, Garth Inns, Jimmy Ward, Jack Woodbridge. Consultoria técnica: Caroll Shelby. Produção executiva (não creditada): Kirk Douglas, John Frankenheimer, James Garner. Produção de elenco: Irene Howard (não creditada). Gerente de produção na Holanda: Wim Lindner (não creditado). Contrarregra: Frank Agnone, Mickey Lennon (não creditado), Mickey O'Toole (não creditado). Concepção do poster: Tom Jung (não creditado. Som: Harry Warren Tetrick. Edição de som: Van Allen James (não creditado). Concepção de créditos: James S. Pollak (não creditado). Dublês (não creditados): Max Balchowsky, Tom Bamford, Carey Loftin, Ronnie Rondell Jr. Operador adicional de câmera: George Lucas. Primeiro assistente de câmera: Olivier Benoist (não creditado). Eletricista-chefe: George Cole (não creditado). Seleção e supervisão de figurinos: Sydney Guilaroff. Assistente de montagem: Chris Kelly (não creditado). Músicos (não creditados): Laurindo Almeida (violão), Leo Arnaud (percussão), Paul Beaver (órgão), Harry Bluestone (violinos), Perry Botkin Jr. (trombone), Mike Deasy, Carl Fortina (acordeón), Caesar Giovannini (piano), Artie Kane (piano), Milton Kestenbaum (baixo), Mitchell Lurie (clarinete), Virginia Majewski (viola), Shelly Manne (percussão), Michael Melvoin (piano), Red Mitchell (baixo), Uan Rasey (trumpete), Emil Richards (percussão), Lyle Ritz (guitarra), Ethmer Roten (flauta), Bud Shank (saxofone). Continuidade: Lucie Lichtig. Publicidade: Saul Cooper. Fornecimento de câmera para corridas: Frick Enterprises. Equipamento de iluminação: Lee Lighting. Gravação da trilha musical: Private Island Audio. Sistema de mixagem de som: Westrex Recording System em 6 pistas nas cópias em 70 mm. Tempo de exibição: 179 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 1975; revisto e ampliado em 1995)




[1] O diretor ainda vivia quando esta aprecição passou por revisão em 1995. Faleceu em 2002.
[2] Com base na revisão de 1995.

6 comentários:

  1. Hola Eugenio.

    Efectivamente hay determinadas películas que solo se pueden disfrutar en toda su intensidad en la sala de cine, incluso con el formato digital al que Woody Allen se ha pasado de la mano de Vittorio Storaro.
    Es cierto que también en los últimos años los nuevos televisores con ultra definición y los equipos de sonido home cinema han mejorado la experiencia, pero el encanto y la mayor amplitud de la sala de cine es único para disfrutar de la experiencia por completo.
    No he visto la película, pero la que si me me gustó muchísimo fue 'El hombre de Alcatraz' con Burt Lancaster, una gran película.

    Felicitaciones por Navidad y te mando también un gran abrazo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Miguel!

      Espero que tenha passado um Feliz Natal.

      Sim, O HOMEM DE ALCATRAZ é marcante. Infelizmente, só o vi uma única vez.

      Abraços.

      Excluir
  2. Parabéns bela crítica.

    De fato os primeiros filmes para o cinema de Frankenheimer são os seus melhores, destaque é o investimento na direção de atores em O Homem de Alcatraz, O Trem e em O Segundo Rosto, obras-primas com toda certeza.

    O que culminou com o elenco enorme, de atores, e, personalidades da Fórmula 1, em papeis fictícios ou não, de Grand Prix, de 1966, como por ti nomeados e creditados.

    A abordagem da transição da era 'romântica' para o 'profissionalismo exacerbado' é evidente na trama, e, no clímax.

    Além da equipe japonesa Yamura (Mifune) ressaltar mais ainda este aspecto de 'transição' da fórmula 1, com seu piloto Aron (Garner) super-competitivo, mas ambicioso ao extremo da ética.

    As tramas amorosas dão um realismo maior e densa profundidade dramática a este filmaço de "Tela Grande", neste aspecto também concordo inteiramente, com você.

    Porém, fiquei com "os quadrinhos", infelizmente, pois vi hoje em 2017.

    Não vi outros filmes do cineasta, porém quero muito ver O Homem de Kiev.

    Desde já, grato por me apresentar a mais um filme.

    e parabéns, mais uma vez, por sua excelente apreciação crítica.

    Rafael Vespasiano

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Rafael;

      Ver na TV - apesar de ser um filme que não cabe na telinha - é melhor que nada. A TV é o último bastião que nos resta. Daqui há pouco nem mais, pois a qualidade da programação só tem piorado. Então, que fique como um veículo para nossos vídeos, DVDs, BRs...Entre os grandes filmes do Frankenheimer, não esqueça - se ainda não viu - de SETE DIAS EM MAIO. O HOMEM DE KIEV eu vi quando adolescente. Preciso revê-lo urgentemente. Creio que há cópia no Youtube.

      Grato pela apreciação, meu caro.

      Abraços.

      Excluir
  3. jurandir_lima@bol.com.br30 de janeiro de 2017 11:42

    Eugenio,

    Assisti a todos estes filmes, pois eram de minha época ativa nos cines.

    No entanto, pela longevidade em que os vi e pela TV ter deixado de passar mais filmes daquelas épocas (acho até que a Globo, que tem todos estes classicos consigo, poderia criar um canal e exibi-los. Não acredito que viesse a ter prejuízos porque existem muitos cinéfilos ávidos por ve-los)

    Tenho algumas lembranças meio vagas do filme do Frankenheimer, que fazia boas peliculas na ápoca. Entretanto, não tenho condições mentais para no instante fazer um julgamento com melhor efeito da pelicula, que lembro, foi de grande sucesso aqui na Boa Terra também.

    Sobre O Homem de Alcatraz, até que a Globo andou repassando há muitos meses atrás. Mas guarda os demais, não sei para que.

    jurandir_lima@bol.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jurandir,

      A Globo até que tinha um canal exclusivo para a exibição destes filmes. Como sabe, é ela que controlava um dos canais por assinatura da NET/Sky, o Telecine 5, depois rebatizado como Telecine Clássic e que, hoje, foi totalmente desvirtuado com o nome de Telecine Cult. Toda a nossa programação de TV foi banalizada da pior forma, inclusive os canais por assinatura que já tiveram uma grande época. Hoje, são lixo, como as TVs convencionais. Infelizmente, tudo no Brasil desanda. Aqui, tudo pode ficar sempre muito pior do que sempre foi.

      Triste que essas coisas aconteçam. Parece que é proposital. Tudo é feito e racionalizado para deixar tudo pior do que sempre foi. É uma opção de poder e controle das mais estúpidas.

      Abraços.

      Excluir