quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

APRESENTAÇÃO


Alguns cineastas de minha predileção, da esquerda para a direita e do alto para baixo:
John Ford, Billy Wilder, Satyajit Ray, Howard Hawks, Luchino Visconti, Federico Fellini, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Ingmar Bergman, Glauber Rocha, Alfred Hitchcock, Humberto Mauro, Nelson Pereira dos Santos, Luis Buñuel, Béla Tarr, Sergei M. Eisenstein, Akira Kurosawa e Kenji Mizoguchi.




Quem sou 



José Eugenio Guimarães nasceu em 2 de março de 1956. É graduado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa e em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Possui mestrado em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pelo Curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento Agrícola (CDPA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Professor universitário, leciona Metodologia Científica, Filosofia e disciplinas da Sociologia, Antropologia e Ciência Política. Aos dois anos, em 1958, assistiu no colo da mãe ao primeiro filme, Marcelino pão e vinho (Marcelino pan y vino, 1955), de Ladislao Vajda. Desde então, tornou-se cinéfilo, a princípio por pirraça; depois, a partir dos sete anos, por convicção. Guarda a relação de todos os filmes que viu, acompanhados das respectivas fichas técnicas e, sempre que possível, de apreciações que começou a escrever em 1974.



Intenções do Blog


Tenho, com este blog, a pretensão de compartilhar as apreciações (resenhas, artigos e ensaios) de minha autoria, escritas para os mais diversos filmes que venho assistindo desde 1958. São quase seis mil títulos, até o momento da abertura deste espaço. Pouco mais de três mil estão apreciados. Os exemplares dessa produção serão liberados aos interessados, de forma um tanto aleatória, à proporção de um por semana. Algumas impressões serão francamente juvenis, condizentes com o momento em que foram escritas. Aos companheiros de viagem, que resolverem interagir comigo, lendo e criticando, meu muito obrigado.




Imagens de alguns filmes que me marcaram - da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Jejum de amor (His girl Friday, 1940), de Howard Hawks; A sombra de uma dúvida (Shadow of a doubt, 1943), de Alfred Hitchcock; O encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin, 1925), de Sergei M. Eisenstein; Crepúsculo dos deuses (Sunset boulevard, 1950), de Billy Wilder; 8 1/2 (8 1/2, 1963), de Federico Fellini; Era uma vez no Oeste (C'era una volta il West, 1968), de Sergio Leone; O homem que matou o facínora (The man who shot Liberty Valance, 1962), de John Ford; Vidas secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos; Pistoleiros do entardecer (Ride the high country, 1962), de Sam Peckinpah; Rastros de ódio (The searchers, 1956), de John Ford; Terra em transe (1967), de Glauber Rocha; Os incompreendidos (Les quatre cents coups, 1959), de François Truffaut; O leopardo (Il gattopardo, 1963), de Luchino Vistonti. 








Preferências Cinematográficas

Minhas principais preferências cinematográficas são John Ford, Howard Hawks, Jules Dassin, Anthony Mann, Stanley Kubrick, Orson Welles, King Vidor, Alfred Hitchcock, Woody Allen, Michael Powell, Billy Wilder, Ernst Lubitsch, Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Humberto Mauro, François Truffaut, Luchino Visconti, Federico Fellini, Roberto Rossellini, Jacques Feyder, Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi, Akira Kurosawa, Sergio Leone, Sergei Eisenstein, Ingmar Bergman, Satyajit Ray e outros tantos.





Posters de alguns filmes que considero importantes, da esquerda para a direita e de cima para baixo:
Vidas secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos; Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962), de David Lean; São Bernardo (1972), de Leon Hirszman; Ganga bruta (1933), de Humberto Mauro; No tempo das diligências (Stagecoach, 1939), de John Ford; A paixão de Joana D'Arc (La passion de Jeanne D'Arc, 1928), de Carl Theodor Dreyer; O cavalo de Turin (A torinói ló, 2011), de Béla Tarr e Agnes Hranitzky; Os sete samurais (Shichinin no samurai, 1954), de Akira Kurosawa; O leopardo (Il gattopardo, 1963), de Luchino Visconti; Onde começa o inferno (Rio Bravo, 1959), de Howard Hawks; Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha; O homem que matou o facínora (The man who shot Liberty Valance, 1962), de John Ford.




José Eugenio Guimarães
Niterói, 13 de dezembro de 2012





28 comentários:

  1. Adorei a iniciativa Eugênio, principalmente por conhecer um pouco de seu conhecimento a partir dos diversos filmes assitidos. Entendo que seu conhecimento compartilhado ganha adeptos fáceis, sedentos por comentários, críticas não só das películas, mas do que estas podem nos proporcionar como retrato sociológico e mesmo antropológico da vida, sua trajetória histórica, política, social. Aguardo ansiosa a possibilidade da disponibilidade de algumas reproduções ou mesmo sinopse de filmes. Esta semana mesmo procurava um filme de uma menina cega, que teria assistido quando criança. Ao entrar no google pude conhecer um mundo de informações sobre filmes que retratavam a cegueira no mundo (desde o primeiro ao ultimo/atual) Também tive a oportunidade de rever e mesmo adquirir informações sobre diversos filmes - clássicos eternos. Parabéns pela iniciativa. Abraços e sucesso, da amiga Lucia Penna

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  2. Olá, Lúcia!

    Puxa! Há quanto tempo!

    Obrigado pelas palavras. Provavelmente, farei a primeira postagem na noite de hoje. Ainda penso no quê. Há tanta coisa para garimpar!

    Espero vê-la mais vezes por aqui.

    Grande abraço e saudade.

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    1. Eugenatógrafo, vulgo Eugenio, amarrei-me na ideia deste espaço. Com certeza, visitarei com frequência para falar minhas bobagens costumeiras. Por falar nisso, você fez uma lista incompleta e eu não posso deixar de mencionar o multitarefa Clint Eastwood. Tomara que você tenha aí o comentário sobre a entrevista dele... aqueeela em que ele fala de sua "graduação".
      Também é um prazer ler o comentário da Lucia Penna, que deixou a gente curioso sobre o filme da menina cega. Lucia, dá uma luz pra gente. Estamos como cegos em tiroteio (só para juntar o comentários).
      Abraços anônimos.

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    2. Olá, Paulo!

      Seja muito bem vindo! Já estava sentindo sua falta.

      Claro, podereremos falar de nossas "bobagens costumeiras" aqui. Quanto ao "multitarefa" Clint Eastwood, sim, ele faltou, mas faltaram outros tantos. Sobre aquela "graduação", aguardo o momento oportuno para revelá-la, tão logo a Damáris desvende o segredo de Tostines. Aliás, como ela demora, não?

      Quanto ao misterioso filme da menina cega que Lúcia Penna trouxe à baila, tentei dar tratos à bola e pensei em "Uma luz nas trevas" e "O milagre de Anne Sullivan". Este aborda a educação de Helen Keller, que era surda e muda, além de cega.

      Esperemos pela luz da Lúcia.

      Abraços.

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    3. “UM CÃO ANDALUZ” FINALMENTE EXPLICADO, BEM COMO O SEGREDO CONCERNENTE AO FILME DA MENINA CEGA

      Un Chien Andalou foi elaborado em 1959, por Rex, um perro vira-latas que não tinha dinheiro para produzir um filme. Nem sequer tinha papel para redigir o roteiro. Também não tinha polegares para segurar a Penna. Só tinha uma caixinha croata com listras diagonais. Ele precisava de um Salvador, de uma Luz para realizar seu revolucionário intento. Numa noite de lua cheia, uma nuvem anavalhou seus pensamentos: após amolar os fumantes com campanhas antitabagistas, Rex limpou suas mãos cheias de formigas, parou de tocar Tristão e Isolda no piano, matou dois quadrúpedes seminaristas conjugados e saiu à procura de uma menina cega...
      Oito anos depois, por volta das três da manhã, tendo se tornado guarda de trânsito na Espanha, Rex viu um ciclista de saias que trafegava perigosamente na contramão. Notou que sua caixa fashion havia sido afanada pelo meliante. Após correr atrás dos pneuzinhos do escocês, o cão sentiu um poder misterioso tombando o fujão na sarjeta. Sem demora e faminto, o cão o devorou, deixando apenas uma de suas mãos intacta, que foi devidamente guardada na caixinha. De posse dessa mão, Rex observa uma donzela que mirava pela janela. Mas, eis que era ela quem derrubara o biciclista com seu olhar fulminante. Com medo de ser o próximo, Rex obnubila as vistas da malvada. Pronto: surge nossa menina cega.
      Em 1960, dezesseis anos antes e depois, Rex consegue um Salvador, dali da Andaluzia, um lugarejo cheio de luzes, de Luíses e Lúcias. O filme é rodado na primavera e Rex faz um sucesso na velocidade da luz, que anda como a morte com tatuagem de mariposa, corpo sem Penna, sem visão e sem Órgãos.
      (Convite para rever Um Cão Andaluz)

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    4. Está vendo, Lúcia, no que foi dar o seu aparecimento?

      Provocou um surto surrealista tardio no Paulo, levando-o a reescrever a parceria entre Buñuel e Dali. Até o vira-latas que ele adotou em Vassouras, para estrelar um porno-trash com famoso ator local, tornou-se um cão da Andaluzia.

      Entenda-se com o Paulo, Lúcia! Você, de certa forma, com suas interrogações iniciais sobre a misteriosa menina cega, é a culpada de tudo.

      Quando a mim, vou saindo de fininho, aceitando, claro, o convite para rever "Um cão andaluz".

      Abraços.

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  3. Cineugenio – o blog do Eugenio. Desde cedo, um espectador atento à sétima arte. Quem o conhece sabe de sua profunda admiração por John Ford – além de outros diretores, é claro –dada a sua paixão pelos westerns. Monument Valley é seu espaço – amplo, aberto e digressivo para as suas reflexões. É só “pegar o cavalo” e cavalgar pela tessitura de seus textos para apreciar a paisagem de seus interessantes comentários. As fotografias dos lugares, certamente, ficarão na nossa memória. Que tal um passeio com Eugenio?

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    1. Obrigado, Maria Olímpia!

      Aliás, acredito que seja você, devido ao trecho entre aspas.

      Não sei... Ainda estou boiando nesse negócio. Você e a Lúcia Penna tiveram os comentários registrados como "anônimos". Para a devida identificação, acredito que precisam se inscrever. Então, olhem abaixo, à direita, o link "Inscrever-se por e-mail". Ou assinem o recado.

      O espaço está configurado para a livre participação dos interessados. Mas a devida identificação exige, acho, a inscrição.

      Obrigado, abraços e até.

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  4. Esqueci de assinar o post. Olímpia Oliveira, a mãe da Yamê! rs!

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  5. Olá, Olímpia!

    Pois é... Como vê, estou bom de dedução.

    Beijos.

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  6. Acho que o é só "pegar o cavalo" entregou ela na hora! UHauhauhaua

    Vou ficar aguardando os posts Eugenio! Qualquer coisa estou aqui para te ajudar!

    Beijos! Yamê

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  7. Olá, Yamê!

    Pois é! Algumas características da escrita bastam para entregar a autoria.

    Ainda estou me familiarizando com o espaço. Também vasculho os meus arquivos em busca do primeiro comentário a postar. Talvez comece, por questões sentimentais, com um dos meus primeiros escritos, algo de 1974.

    Beijos! Fique a postos para atender aos meus pedidos de "socorro".

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  8. Fui apresentado ao blog pelo meu irmão,Darcy Brega,que deve ter estudado com você.Sou meio que cinéfilo, meio colecionador de filmes.Vou apresenta-lo ao site de cinéfilos Filmow,que é ótimo.Felicidades ao seu blog e a vc.

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  9. Olá, Sérgio!

    Sim, eu e Darcy entramos juntos, em 1976, na UFV. Não tenho notícias dele, faz tempo. Espero que esteja bem.

    É um prazer tê-lo aqui, Sérgio. Espero que se faça atuante.

    Vejo que temos algumas características em comum. Grato por esta minha apresentação ao Filmow.

    Abraços.

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  10. A propósito, é o seu blog onde podemos comentar: Finalmente eu e Raquel, fomos assistir a "Vinhas da Ira",na Sala do SESC - Campinas,e qual foi a surpresa? O disco falhou e parou bem na hora em que eles iriam sofrer o ataque dos vaqueiros da região, no rancho em que foram acolhidos!Preciso urgentemente deste DVD, não é possível ficar na memória, somente uma vez assistida na TV(antes da TV a Cabo) dublada ainda!!!

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  11. Olá, Marcos!

    Como estão as coisas?

    Ainda participarei da sua rede de discussão sobre os problemas da educação. Por ora, não está dando. Estou em período de encerramento do semestre letivo, quando se instalam todos os atropelos e correrias.

    Lamento pelo problemas do disco na sala do SESC.

    Adquira urgentemente o DVD de "As vinhas da ira"? Vale a pena tê-lo. Não deve estar tão caro. Verifique aí numa loja da Livraria Cultura ou nos stands das Americanas. Tive a oportunidade de rever As vinhas da ira no CCBB-Rio, em 2010, durante mostra dedicada a John Ford.

    Abraços.

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  12. Professor querido!

    Gostei muito em saber sobre este blog, sou fã de filmes também, claro que não chego a tantos títulos vistos, mas pretendo chegar lá!

    Beijos!

    Maria de La Maria

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    1. Maria de La Maria!

      Que boa supresa! Discipline-se! Assim, é claro, um dia você chegará lá. Aproveito para lhe pedir ajuda na divulgação do blog. Você deve ter uma boa rede de contatos.

      E não deixe de aparecer mais vezes.

      Abração.

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  13. MARIA DE LOURDES SIVIERO18 de dezembro de 2012 13:06

    parabens meu amigo, em matéria de cinema vc dá show, seu blog será um sucesso!!
    Um forte abraço e tudo de bom.LU

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    1. Olá, Lu!

      Como vai? E o Eduardo?

      Bom, também espero que seja um sucesso; quem sabe? Caso não, terei algo para me dar prazer, pelo menos.

      Espero que apareça mais vezes aqui.

      Não sei se você e Eduardo receberam minhas mensagens. Infelizmente, não tivemos - eu e Iracema - como comparecer ao arraial deste ano. Aliás, parece que em 2012 tudo deu errado. Também não tive como ir em Viçosa, para a festa do ex-aluno e comemorar 30 anos de formado.

      Beijos.

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  14. Eugênio, foi uma boa surpresa entrar no seu blog, parabéns!! Ficarei atento por aqui. Abraços. L. Flávio (cpda)

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  15. Olá, Flávio!

    Supreendido fiquei eu, por encontrá-lo aqui. Nem sabia mais das possibilidades de fazer contato com você.

    Espero que esteja bem.

    Abraços.

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  16. muito bem meu amigo,bela iniciativa, espero contribuir no que for possível !!!!

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  17. deu uma renovada Eugênio ,no blog , sempre que possível. e aprendo mais com vc meu amigo !!!!

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    1. Que renovada, Samir? Continua o mesmo blog de antes. Pretendo incrementá-lo, não sei quando poderei fazer isso. Não tenho tanta disponibilidade. Mas ainda nada fiz nesse sentido.

      Abraços, meu caro.

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  18. ficou muito bom seu blog meu amigo, da ultima vez que vi,mudou algumas coisas, é muito bom tê-lo como amigo e poder conhecer mais sobre o cinema,boa sorte continue com esse projeto.

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    1. Olá, Samir!

      Fico muito feliz por tê-lo como amigo, da mesma forma. Só gostaria de saber que mudanças são essas que você percebeu. Um dia, quem sabe? Pretendo fazer algumas mudanças, sim, quando tiver disponibilidade para tanto. Mas sempre dando primazia ao texto.

      Obrigado pela força, meu caro.

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