Com 175 postagens Eugenio
em Filmes chega — tão despretensiosamente como começou — ao terceiro
aniversário. Permanece fiel às intenções iniciais expostas no texto inaugural —
APRESENTAÇÃO — de 13 de dezembro de 2013: firmar-se
como espaço para publicação das memórias cinéfilo-afetivas de José Eugenio
Guimarães. São textos diversificados — em geral, de apreciações de filmes que
vi —, vindos à luz em épocas variadas. A lógica aleatória preside as publicações
por meio de um sorteio baseado nos números de ordem dos escritos que integram
meus arquivos de cinema, nos quais estão registrados, sem exceção, todos os
filmes vistos por mim em 57 anos de cinefilia.
Completar três anos, com ânimo para
chegar a quatro, é um feito. Afinal, não é fácil ativar e manter um blog, por
mais despretensioso que seja. A blogosfera é uma selva. Alcançar visibilidade
demanda esforço e persistência. Muitos desistem. Teimoso, Eugenio em Filmes
continuou em frente, valendo-se de mecanismos de divulgação fincados nos
esforços do titular, de amigos, colegas e parceiros dispersos por plataformas de
e-mail e redes sociais como Google+ e Facebook. Provavelmente, este blog jamais
será um avassalador sucesso de público. Mesmo assim, é compensador saber que
partiu dos iniciais e minguados 10 acessos diários, em média, para os 420 de agora.
Já atingiu a marca recorde de 1213 em um único dia. Apesar de escrito em
português, as ferramentas de tradução facilitam a aferição dos conteúdos além
das fronteiras brasileiras, em países como Estados Unidos, Alemanha, Portugal,
Rússia, Índia, China, França, Espanha, Malásia, Ucrânia etc.
Nesses três anos, as 20 publicações
de maior alcance são:
1. NAZISTAS NO SUL DO BRASIL: Aleluia,
Gretchen (1976), de Sylvio Back.
2. A MAIS VIOLENTA AVENTURA CINEMATOGRÁFICA DE TARZAN: Tarzan, o magnífico (Tarzan the magnificent, 1960),
de Robert Day.
3. DEAD MAN WALKING! A PENA DE MORTE E O ESTADO EXECUTOR NA PERSPECTIVA DE TIM ROBBINS: Os últimos passos de um
homem (Dead man walking, 1995), de Tim Robbins.
4. A DISTOPIA DE TRUFFAUT ADAPTADA DE BRADBURY: LIVROS ARDEM A 451 GRAUS FAHRENHEIT!: Fahrenheit 451 (Fahrenheit 451,
1966), de François Truffaut.
5. O WESTERN INSPIRADO EM DIVERSAS FONTES DA LITERATURA HEROICA: Os brutos também amam (Shane, 1953), de George
Stevens.
6. SHREK PERDIDO NUM DIA DE GEORGE BAILEY: Shrek para sempre (Shrek forever after, 2010), de Mike Mitchell.
7. ABORDAGEM ALEGÓRICA DA DOMINAÇÃO CULTURAL E DE SUA SUPERAÇÃO NO TEMPO DA FRANÇA ANTÁRTICA: Como era gostoso o
meu francês (1970), de Nelson Pereira dos Santos.
8. CANIBALISMO E OUTRAS BIZARRICES NO ESTRANHO CONDOMÍNIO DE UMA PARIS SOMBRIA E APOCALÍPTICA: Delicatessen
(Delicatessen, 1991), de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet.
9. O WESTERN AO ‘DEUS DARÁ’ DE J. LEETHOMPSON: O ouro de Mackenna (Mackenna's gold, 1969), de J. Lee Thompson.
10. O BALANÇO DOS ANOS 60 E DO SONHO AMERICANO POR ARTHUR PENN: Amigos para sempre (Four friends, 1982), de Arthur
Penn.
11. EVOLUINDO PARA PROCESSOS EFICAZES DE GERAÇÃO DE ENERGIA LIMPA EM MONSTRÓPOLIS: Monstros S.A. (Monsters, Inc,
2001), de Peter Docter, David Silverman e Lee Unkrich.
12. ITÁLIA, 1924: FASCISMO EM ALTA — MATTEOTTI É ASSASSINADO; MUSSOLINI TOMA O PODER: O delito Matteotti (Il delitto
Matteotti, 1973), de Florestano Vancini.
13. OS DOZE APÓSTOLOS PROFANOS DO MAJOR REISMAN: Os doze condenados (The dirty dozen, 1967), de Robert Aldrich.
14. "TAM TAM TAM TAM" — FLASH GORDON SALVA A TERRA AO EMBALO DO QUEEN: "FLASH! AH!AHAHAHA!": Flash Gordon (Flash Gordon, 1980), de Mike Hodges.
15. SOPHIA LOREN ENTRE AS "MÃES" DE BRECHT E GORKI NA ITÁLIA DEVASTADA PELA GUERRA: Duas
mulheres (La ciociara, 1961), de Vittorio De Sica.
16. A FANTASIA CINEMATOGRÁFICA EM MOMENTO DE VIBRAÇÃO MAIOR: O ladrão de Bagdá (The thief of Bagdad — An Arabian
fantasy, 1940), de Michael Powell, Tim Whelan, Ludwig Berger, Alexander, Zoltan
Korda e William Cameron Menzies.
17. OS FLAMINGOS DE FOGO DE WATERS E DIVINE: Pink Flamingos (Pink Flamingos, 1972), de John Waters.
18. NÃO! ELE NÃO ESTÁ MORTO, AINDA NÃO!: Jake Grandão (Big Jake, 1971), de George Sherman.
19. WESTERN EXEMPLAR DE HENRY KING EXPÕE A ALMA TORTURADA DO MATADOR: O matador (The gunfighter, 1950), de Henry
King.
20. COM WALT DISNEY NO NAUTILUS DE JULES VERNE E DO CAPITÃO NEMO: 20 mil léguas submarinas (Twenty thousand
leagues under the sea, 1954), de Richard Fleisher.
Como de outras vezes, externo
agradecimentos a Yamê Oliveira Peixoto pelo design
simples e funcional do layout do
blog. Também a Olímpia de Oliveira e Iracema Costa Magalhães pelas revisões ortográficas
e gramaticais — fundamentais, ainda mais quando o autor está viciado no texto
que escreveu e, portanto, incapacitado de perceber até mesmo erros e
incongruências que costumam saltar aos olhos.
Meu muito obrigado aos amigos e
colegas blogueiros, aqui representados por Paulo Telles (Filmes Antigos Club), Francisco Bino (ClyBlog) e Emerson Teixeira (Cronologia do Acaso). Contribuíram muito na ampliação da
visibilidade do blog ao permitir a manifestação do autor em entrevistas
concedidas aos seus respectivos espaços; no caso de Paulo Telles ao programa Cine
Clube transmitido pela Escola de Radio Web.
Não posso deixar de agradecer aos
novos amigos cultivados na blogosfera, pelo aprendizado permitido graças à troca de
experiências: Carmen Cardenosa, Maria Del Socorro Duarte, Juan Carlos, Federico M., Juan Carlos Vinuesa e Roy Bean, Sunny Mama, Erika Martin,
Raul Miruri, Cid Vasconcelos, Consciencia y Vida Magazine, Chari Br7,
Anna Hernandez, Javi Gazapo, Ruben Alonso, Matthew Vilela, Léo Costa, Eduardo Fernando Gomes Filho e Arturo Garcia. Ficam agradecimentos também a Jurandir Lima (Faroeste),
Fernando Monteiro, Thomaz Antônio F. Dantas, Eliana Gonçalves de Moares, Leda
Nascimento, Luísa Angélica, Angélica Maia, Dina Mendes, Eduardo Brito de
Azevedo, Mairon Mattos, Lene Dann, Márcia Trevizani, Adriana Dezerto, Renato
Soares, Lidia Lane, Brigid Arwen, Darcy Mendes, Dianna Mell, Teresa Cristina e
tantos outros por seus esforços de divulgação ou participações em discussões de
cinema sempre frutíferas, que resultam em partilhas de conhecimento e prazer.
Vamos ao quarto aniversário!
Um abraço a todos, inclusive a vários
colaboradores e amigos que as falhas de memória não permitiram nominar.
(José Eugenio
Guimarães, 2015)




















